A Queridinha do Blogue

Entrevista da elétrica Anuska ao MangoLab

No Circo abrindo para O Terno

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Começo de Ano Tenebroso

Além das tragédias de Brumadinho, das chuvas no Rio de Janeiro, do incêndio que atingiu o Centro de Treinamento do Flamengo, fevereiro traz a notícia do acidente fatal com o jornalista Ricardo Boechat, mas um dos que frequentaram a redação de O Globo quando passei por lá. Muitos plantões sonolentos foram animados por sua presença sempre vivaz. Deixo com Tom Leão, no entanto, que o conheceu bem de perto, o texto de adeus a este jornalista brigão e corajoso.

Na Cova do Leão

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O Lacan da Lapa em seu Jardim

Não é segredo para os mais dedicados e atentos seguidores deste blogue que o protagonista da  história que dá nome ao meu livrinho “O Lacan da Lapa” existe de fato. Pois muito bem, aproveito a oportunidade para fazer uma atualização e dar notícias sobre o paradeiro de nosso psicanalista. Ele já há alguns anos decidiu mudar de endereço ainda que não tenha fugido por completo da sua querida vizinhança lapense, uma vez que isso seria até uma atitude totalmente contrária aos seus instintos mais elementares e aos princípios maiores que norteiam sua existência. Transferiu sua residência para um lugar bem próximo e vive agora em seus jardins hortenses na gloriosa Glória. Isto porque depois da mudança e de um período de adaptação, percebeu que além das neuroses que habitam nossas combalidas almas, existem também outras neuroses muito mais aparentes e que se fazem presentes à nossa volta todo dia. Em função disso, vem operando uma transformação que deve ser seguida por todos aqueles que têm um terreno abandonado, esquecido, entregue ao ócio, ou pior, destinado ao acúmulo de entulho.

Jardins da Glória

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O Ciber-Futurismo-Retrô Faustiano

51574635_2313490725537731_3660380200069234688_n.jpgHá mais coisas na produção cultural do senhor Fausto Cardoso do que possa sonhar o nosso vão conhecimento sobre a fáustica literatura ciber-futurista-retrô-em-rap do autor de “Rio 40 Graus”. Além do que já comentamos em postagem anterior, fomos lembrados que ele ainda tem peças em parceria com Hamilton Vaz Pereira (“Olhos Ardentes”, 1985, “Amizade de Rua”, 1986, e “Ataliba, a Gata Safira”, 1987) e Henrique Tavares (“Cidade Vampira”, 2006). Com este último, realizou também uma série televisiva, “Vampiro Carioca”, feita para o Canal Brasil e que se desdobrou no filme “Vampiro 40o.”. Há ainda as músicas com Dado Villa-Lobos, Skank, Rogério Skylab e Leela.

Teve uma hilariante revista-CD intitulada “Copacabana Lua Cheia”, um romance interessante ainda que sem o mesmo fôlego de “Favelost”, o “Pororoca Rave” (Tinta Negra, 2015), que também ficaram esquecidos. O romance acabou nos levando de volta ao “Santa Clara Poltergeist”, primeiro livro de Fawcett que impressionou em uma segunda leitura. O encontro entre o Negão paulista eletroblack e a catarinense Verinha Blumenau, convertida em Santa Clara Poltergeist, é um momento de extrema criatividade e novidadeiro para a literatura brasileira da década de 1980. Tudo informado pelas ótimas e ecléticas influências citadas como suas pelo próprio autor em entrevista. Começaram com a Rádio Relógio e a Galeria Silvestre, que iluminaram a infância do escritor, e se estenderam a Henry Miller, Augusto dos Anjos e Dalton Trevisan.

Libera Bruce Lee

Entrevista com o escritor

Leela com Fawcett

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Leituras para uma Monografia

51588881_355869881684288_6243663012679385088_nEsses são alguns dos livros (ficou faltando um de Ismail Xavier que não encontrei) cuja leitura discuti com Miguel Pereira durante a preparação de uma monografia sobre o Cinema Novo e a filmografia glauberiana (incluindo o primeiro curta do diretor, “O Pátio”, que teve Luiz Carlos Maciel como um de seus atores). A maioria dos livros foi adquirido na livraria Muro em Ipanema, no subsolo de uma galeria da praça General Osório, das mãos de seu dono Rui Campos. A Muro, assim como a Dazibao, era uma livraria de referência para quem procurava bons livros e cumpria o papel que hoje cabe à Livraria da Travessa, à livraria Leonardo Da Vinci e a Prefácio. A Muro era também o espaço em que ocorriam leituras e performances de grupos como o Nuvem Cigana, coletivo mais famoso da então chamada poesia marginal/geração mimeógrafo.

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TV PUC-Rio Homenageia Miguel Pereira

Uma Vida Dedicada ao Cinema

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Despedida a Miguel Pereira

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Maria Silvia Camargo, colega de turma da PUC-RJ na década de 1980, deu a notícia do falecimento de um dos muitos e queridos professores universitários que tivemos. Miguel Pereira foi especial em minha passagem pela PUC porque respondeu pela orientação de minha monografia de final de curso sobre o cinema de Glauber Rocha. Era um entusiasta do tema. Uma pena que naquela época não tínhamos ainda um banco de monografias, dissertações e teses, caso contrário poderia voltar no túnel do tempo e ver como nos saímos. Depois disso viria a encontrá-lo nos corredores da Cultura Inglesa da Figueiredo Magalhães em Copacabana, ele como aluno e eu como professor. Morava no Bairro Peixoto, se não me engano, e continuava com a conversa despojada e sem afetação de sempre. Não apareço na foto abaixo que reúne outros colegas do período, todos ex-alunos que também tiveram algum contato com o crítico de cinema e, durante muitos anos, coordenador do curso de comunicação da Universidade.

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Dktr. Faustus e a Cachorrada Doentia em Fúria

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Fawcett em Foto de Lucas Henrique

Com alguns parceiros próximos em gosto e sensibilidade performática, fui assistir semana passada ao novo trabalho de Fausto Cardoso, “Cachorrada Doentia”, que passou em duas apresentações relâmpago pela Sala Baden Powell. Um dos integrantes da entourage, perturbado pelos efeitos da tirania da curvatura espaço-tempo, pediu ao taxista que o levasse ao Ricamar e conseguiu mesmo assim, para espanto geral, chegar ao seu destino. Fã de música progressiva ainda que com forte queda por metais pesados, queria ouvir seu hino favorito, “Facada Leite Moça”, que, para sua decepção, não estava no roteiro do espetáculo.

Mas o devoto de um prog-raiz teve certa compensação com a música “The Knife”, do Genesis da fase com Peter Gabriel, que surgiria em versos traduzidos e recitados na companhia de uma animação com a capa do disco “Trespass” em imagens projetadas por Jodele Larcher (responde pela parte visual da performance). Foi uma das muitas e ecléticas referências musicais que pontuaram a apresentação ao lado de “Born to Be Alive”, de Patrick Hernandez, “Staying Alive”, dos Bee Gees, e “Where Have All the Good Times Gone”, dos Kinks.

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Regininha Poltergeist acompanhada por um fã progressivo

Para minha própria surpresa, foi apenas o meu segundo contato ao vivo com a poesia de Fausto, o primeiro aconteceu em uma sala do Edifício Cardeal Leme na PUC, lá pelos idos de 1980. Não havia Kátia Flávia, não havia os Robôs Efêmeros, não havia a Falange Moulin Rouge, não havia as muitas louras que dali a pouco povoariam o palco de seus shows, embora já circulasse por lá a Fernanda Abreu. Ela fazia o curso de sociologia enquanto Fawcett se entregava à sua formação em comunicação social, muito bem orientado por Rosangela Araújo com quem tinha extrema afinidade, cativado, como outros alunos, pelas inspiradas aulas da professora de estética da comunicação. Naquela manhã na PUC, tínhamos Fausto nos vocais, o filósofo José Thomaz Brum nos teclados e dançarinas, entre elas a Claudinha Damasio. A verborragia já era a mesma e prenunciava a classe em criar lisérgicos flashes poéticos que marcaria seus escritos futuros.

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Foto de Lucas Henrique

Dos pilotis da PUC, fui esbarrar com ele nas redações da vida.  Certa vez naquela que segundo seu mais insolente editor, Rogério Durst, foi a pior revista de rock do Brasil. Fausto Cardoso tinha admiração por Robert Fripp e preparou um texto sobre o King Crimson, se não me falha a memória bem ao seu estilo, caótico, anárquico, fragmentário, e levou ao escritório da revista “Roll”, na rua Marechal Floriano, quer dizer, Marielle Franco, para ser publicado. Depois seguiríamos cruzando caminhos, ele divulgando seus shows e eu tentando fazer uns trocados para pagar as contas.

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Fausto, Carlos Laufer, Fabio Caldeira e Gabriela Camilo em Foto de Lucas Henrique

Desde então e até o “Cachorrada Doentia”, acompanhei Dkrt. Faustus portanto à distância através de suas mensagens enviadas pelo rádio, pelo toca disco, pelo CDplayer, pela tv, pelos livros e, mais recentemente, pelas suas manifestações naqueles que ele denomina como coliseus digitais, em que festejamos ou mandamos à degola, com nossos polegares pra cima e pra baixo, os partidários daquilo que aprovamos/repudiamos.

Para efeito dos registros da ciência da literatura, é o próprio autor no programa do espetáculo que qualifica a sua prosa eloquente e difusa como “ficção-científica psicodélica”, informada por um aqui e agora que é atacado de maneira implacável e sem misericórdia (compaixão ali, só pelo diabo). Não por acaso é o poeta que nos alerta durante uma passagem do show: “O Brasil é um abismo que nunca chega. Um lugar cheio de vertigens sociais e mentais crônicas”. É o que constata ao lado de seus personagens, como o Pedagogo Fantasma,  que aparece como um dos muitos gnósticos movidos pelo pentagrama da desova esotérica a participar da já em curso quarta guerra mundial, depois de duas guerras quentes e uma fria, como nos informa o performer.

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Gabriela Camilo em Foto de Lucas Henrique

Além do Pedagogo, há os Monges do Funk Interior, que atuam em vagãos de trem do subúrbio, assim como a Garota Fugitiva, ambos reclusos em seus mundos com fones de ouvido, representantes que são da geração y. Junto com eles estão também aqueles que Fausto identificou planeta afora como  praticantes de um baile comandado por veteranas do pole dance (do Crazy Horse, do Moulin Rouge,  das discotecas) em busca de um prêmio qualquer (green card, cirurgia, emprego). E ainda,  o Videogamer Xamã, a líder banguense de uma Jihad da Zona Oeste, Patricinhas Vorazes e as Damas do BigData, estas últimas dedicadas ao viciante e danoso consumo do “crack Vuitton”.

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Fabio Caldeira em Foto de Lucas Henrique

Fausto esteve acompanhado em cena por dois novos parceiros, o casal de músicos Gabriela Camilo e Fabio Caldeira, que assinaram junto com Carlos Laufer as composições. Sempre tive como termo de comparação para o tom recitativo de suas intervenções no palco a pessoa de Mark E. Smith. A qualidade das narrativas de Fausto supera de longe as de Mark Smith, embora o ex-líder do The Fall se saia melhor como cantor. Com Fernanda Abreu, vimos como a alternância de vocais torna mais vigorosa a plataforma de lançamento para a deflagração da prosa de Fausto Fawcett e a intercalação com outras vozes talvez tornasse tudo ainda mais arrebatador. É uma sugestão.

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Os temas das performances de Fausto Fawcett têm sido sempre retrabalhados por sua escrita e apresentados de forma mais elaborada em edição para o mercado livreiro. Isso aconteceu com “Santa Clara Poltergeist” (Editora Eco, 1990), “Básico Instinto” (Relume Dumará, 1992) e “Favelost” (Martins Fontes, 2012), a mais bem acabada de suas apostas no campo literário. Parece que o mesmo se repetirá agora. Aguardemos.

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Mapa do amigo João Bastos de Mattos, pra ninguém se perder em Favelost

Ps. Fotos do show “Cachorrada Doentia” gentilmente cedidas por Lucas Henrique para esta postagem.

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O Vício em Jane

“Been Caught Stealing” com muito groove

Nunca fui um admirador de primeira hora do Jane´s Addiction. Só comecei a gostar do trabalho de Perry Farrell, quando ele partiu para formar o Porno for Pyros, a quem fui apresentado pelo amigo Beto Fae. O impacto de seu domínio de voz em um dos especiais da MTV em clima acústico foi arrebatador. Anos depois surgiria um disco pesado da segunda fase do Jane´s Addiction que me tornou fã. Chamava-se “Strays” e é até hoje uma das minhas trilhas favoritas de verão. Estão com Farrel, o parceiro e guitarrista Dave Navarro, o baixista Chris Chaney e o baterista Stephen Perkins. Todos afiadíssimos.

Uma das boas faixas do ótimo “Strays” 

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GeribArpex, GeribaNema, GeribaCopa

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A temporada em Búzios este ano aconteceu mais cedo. Aos viajantes que procuram o destino das praias da região dos lagos, a recomendação é evitar o período logo depois das festas de fim de ano. Geribá, por exemplo, estava cheia e com rescaldo dos eventos do período do réveillon com direito a show e festas no Fishbone a partir das 3 horas da tarde. Pela manhã bem cedo era possível ver a contrariedade e irritação dos moradores com a quantidade inacreditável de lixo e sujeira deixados.

Comparativamente com Le Relais Laborie e Maravista, a pousada Corais e Conchas, distante uns 200 metros da praia e dedicada aos veranistas que viajam com crianças, fica devendo às outras duas que estão localizadas de frente para o mar. A qualidade das acomodações porém é semelhante em todas as pousadas. O diferencial é o serviço de restaurante da Corais e Conchas. Imbatível, supera de longe em sua variedade de pratos, servidos com o máximo de capricho.

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