Segue a História de “O Negro no Futebol Brasileiro”

Se estivesse por aqui, Mario Filho certamente acrescentaria mais um capítulo à história de seu clássico livro “O Negro no Futebol Brasileiro” depois desta coletiva do técnico Roger Machado, do time de três cores baiano (tricolor só existe um, segundo Nelson Rodrigues) em seguida à derrota para o Fluminense do técnico Marcão, na 25a. rodada do Brasileirão de 2019. No gramado, eles conquistaram o espaço que mereciam há anos, mas nos dias que correm, a busca é por conseguir o reconhecimento fora das quatro linhas. Nascido em Porto Alegre, Roger foi destacado lateral-esquerdo do Grêmio, onde começou nos anos 1990. Jogou também no Fluminense e teve passagens pelo futebol japonês e norte-americano. Como técnico desde os anos 2010, já comandou o mesmo Grêmio e ainda Atlético Mineiro, Palmeiras e Ponte-Preta. Hoje é o técnico do Esporte Clube Bahia e se expressa com desenvoltura rara entre seus companheiros de profissão. Detalhe importante: tem o que dizer seja sobre um jogo ou sobre o Brasil.

Coletiva em seguida ao jogo Bahia vs Fluminense no Maracanã ontem à noite

Publicado em Mario Filho, Roger Machado | Deixe um comentário

Groovador e o Pós-RiR

Screen Shot 2019-09-29 at 23.02.17Ele fez a melhor participação especial naquela que foi uma das surpresas do RiR, o show da super banda Tenacious D da dupla Jack Black e Kyle Gass. O vigilante potiguar Júnior Bass Groovador aproveita agora o sucesso e projeção alcançados para dançar animadamente ao som do groove de seu baixo em workshops pelo Brasil afora.

Júnior Bass Groovador em SP

Publicado em Jack Black, Júnior Bass Groovador | Deixe um comentário

Paralamas no RiR, Ontem e Hoje

Screen Shot 2019-10-06 at 20.12.30Roll23Screen Shot 2019-10-06 at 20.05.31Screen Shot 2019-10-06 at 20.17.10

Publicado em Paralamas do Sucesso | Deixe um comentário

Little Electric Chicken Heart Neo-Tropicalista

Álbum para Audição e Aquisição no site BandCamp (clique aqui)

Screen Shot 2019-09-23 at 22.58.12

Burt Bacharach, Rogério Duprat, Nora Ney, Beck Hansen, todos aparecem entre as inspirações, algumas assumidas e outras não, do novo trabalho de Ana Fainguelernt que chega para suceder a “Mormaço Queima” (2018), álbum de estreia da musicista queridinha deste blogue. Ana Frango Elétrico vem acompanhada por um time de músicos amigos que ajudaram a criar uma atmosfera sonora certeira para as muito originais composições selecionadas para este “Little Electric Chicken Heart”, que tem concepção artística e direção personalíssimas da cantora-compositora (assistida por Martin Scian, que mixou e masterizou todas as músicas).

São oito canções e uma vinheta, a maior parte, sete delas, assinadas por Ana individualmente, uma em parceria com Bruno Schiavo (“Tem Certeza?”) e outra ótima composição feita por Chico França (“Promessas e Previsões”), escolhida com propriedade para integrar o repertório desse novo projeto. As faixas estão sendo lançadas pelo selo paulistano Risco que tem em seu cast a banda Terno. Não por acaso portanto, Tim Bernardes, com quem Ana tem ocasionalmente dividido o palco, colabora com o excelente arranjo de voz e coro de “Promessas e Previsões” e tocando teclado nesta mesma faixa e em “Deveria Ter Ficado Menos”.

Do grupo que colabora com a cantora há mais tempo, estão presentes Antonio Neves, que cuida dos caprichados arranjos de metais, Vovô Bebê, que ficou encarregado do arranjo de voz de “Tem Certeza?” e do baixo na maioria das faixas, e Guilherme Lirio, que responde por bateria, drum machine, lapsteel, metalofone e baixo. Há também os colegas do grupo Almoço Nu, Thomás Duarte (congas, timbau) e Juliana Thiré, que soltou sua potente voz ao lado da de Dora Morelenbaum em “Se no Cinema” e “Tem Certeza?” (Dora fez ainda o arranjo de coro e voz para “Chocolate”, além de participar dos vocais de seis músicas). No setor percussivo, o mais requisitado foi o veterano baterista Marcelo Costa (Barca do Sol, Caetano, Lulu Santos, Tribalistas), que comparece em todas as faixas.

Com produção executiva de Santiago Perlingero, “Little Electric Chicken Heart” ficou um álbum marcante, cheio daqueles detalhes que fazem a delícia do ouvinte atento, como o som de vinil no começo desta canção belíssima que é “Saudade” (com sua muito interessante alternância entre os vocais masculino e feminino) e a guitarra enfezada à la Lenny Gordin de “Tem Certeza?”. Merecem destaque os arranjos de metais que apareciam mais comedidamente no primeiro disco e agora ganharam o primeiro plano, particularmente em composições como “Se no Cinema” e “Chocolate”. Tem-se ainda, como cereja no bolo e surpresa maior, a participação vocal especialíssima da mamãe Tutuca em várias faixas. Nesta quinta-feira à noite será possível ver a tradução ao vivo de todo o trabalho no show de lançamento que Ana faz no OiFuturo do Flamengo. Para quem não conseguiu seu ingresso (eles se esgotaram rapidamente), haverá nova apresentação em breve no Espaço Cultural BNDES.

Screen Shot 2019-09-24 at 12.15.35

Publicado em Ana Frango Elétrico | 1 Comentário

Sontag Fever

70740504_2511175678958266_4337104004665311232_n71212928_473944016531545_4396007363711074304_n70818231_970629283286903_8161508507552579584_n70926510_500716797418898_5218250192213508096_nScreen Shot 2019-09-25 at 18.53.46

Publicado em Susan Sontag | Deixe um comentário

Composição Nova do “Muso”

Dica de uma fã aqui de casa

Publicado em The Who | Deixe um comentário

PUC-RJ em Luto pelo Mestre Renato Cordeiro Gomes

A semana passada se encerrou com a notícia do falecimento de Renato Cordeiro Gomes, professor da PUC-RJ durante quase a sua vida acadêmica inteira. Miguel Conde deu a notícia em redes sociais e um número grande de ex-alunos e colegas, como a filósofa Katia Muricy, deixaram seu testemunho sobre a convivência com um intelectual dedicado. Renato foi meu professor durante a graduação na década de 1980 no curso de Comunicação Social da PUC-RJ em uma disciplina cujo assunto era o teatro. Foi um semestre inteiro conhecendo e debatendo a dramaturgia desde a Grécia antiga até a sua expressão como arte contemporânea. Conversamos sobre os dramas de Ésquilo, Sófocles, Eurípedes, entre outros autores da antiguidade,  e chegamos aos contemporâneos com Ibsen, Ionesco, O´Neill. Passeamos ainda por toda a teoria teatral desde o modelo analítico aristotélico até as propostas inovadoras de Stanislavski e Augusto Boal. Lembro de uma discussão acalorada quando da apresentação do teatro artaudiano por um estudante aplicado que ficaria conhecido como escritor, Bernardo Carvalho. As aulas seguiam a proposta de seminários comandados pelos alunos. Apresentei com colegas as ideias técnicas do teatro anti-aristotélico de Bertold Brecht que conhecia mais pelo que dele falava e se utilizava em seus filmes Jean-Luc Godard, cineasta favorito na época, do que por um estudo aprofundado das obras do dramaturgo alemão. Além da paixão pelo teatro, Renato Cordeiro Gomes pesquisou a fundo a vida de Paulo Barreto, ou João do Rio, e o Rio de Janeiro da virada do século XIX para o XX. Tinha paixão também por Mario de Andrade. Um dia lamentou em classe o sumiço de um exemplar de “Macunaíma” todo anotado que possuía e que um aluno levara. Alunos acabam mesmo carregando os livros de seus professores, sempre entendi como uma circulação natural para algumas obras, mas exemplares anotados são inegociáveis. Durante a defesa de minha tese de doutorado, achei interessante convidá-lo para participar da banca, pois imaginei que seria uma oportunidade de ter um reencontro com um professor da minha graduação que fora inclusive paraninfo de minha turma. Fiz o convite também à Flora Süssekind, que infelizmente não pôde estar conosco. Renato participou da banca ao lado de Angélica Soares, Sônia Torres, Beatriz Resende e meu orientador Eduardo de Faria Coutinho. Todos se conheciam, eram muito amigos, e a defesa resultou em uma discussão extremamente enriquecedora. Depois de Miguel Pereira, Renato é mais um dos mestres que saem de cena cedo demais.

Screen Shot 2019-09-08 at 22.17.46

Screen Shot 2019-09-08 at 22.18.28

Beatriz Resende, Angélica Soares, Eduardo de Faria Coutinho, Sônia Torres e Renato Cordeiro Gomes

DSC01390

DSC01400

Publicado em Renato Cordeiro Gomes | Deixe um comentário

Aula de Jornalismo com Glenn Greenwald

Screen Shot 2019-09-03 at 22.11.15

O comentário nas redes sociais nesta semana foi a canseira que jornalistas profissionais deram ao editor do site The Intercept Brasil, em entrevista no programa Roda Viva, por não entenderem noções básicas sobre as responsabilidades e os compromissos de um jornalismo feito com seriedade. Quem acompanha o site jornalístico de Glenn Greenwald sabe a trabalheira que é preparar as extensas reportagens que eles publicam e que sempre dão conta em profundidade dos assuntos em foco em suas investigações.

Glenn Greenwald no Roda Viva

Publicado em Glenn Greenwald, The Intercept Brasil | Deixe um comentário

Ainda sobre a FLIP # 3

Screen Shot 2019-07-20 at 17.41.52Não dá para fechar esse apanhado sem fazer menção à programação educativa da Festa que tem papel muito importante em todo o evento, deixando com a população local e frequentadores um estímulo ao cultivo da leitura e do seu crescimento intelectual. Como exemplos, deve-se citar a Central da Flipinha, na Praça da Matriz, tenda circense com oficinas, contadores/mediadores de leitura, rodas de conversa e apresentações artísticas. Fundamental neste aspecto o papel da Biblioteca Comunitária Casa Azul que realiza atividades artísticas, literárias, educativas durante todo o ano. Há ainda a partir dela, a troca com a rede de bibliotecas comunitárias por todo o município. Antes do começo da Festa, a Casa de Cultura de Paraty realiza também encontros para aproximar estudantes e moradores da obra do autor homenageado. Um belo trabalho que mostra que não apenas da badalação dos intelectuais e artista que marcam presença no evento, como foi o caso esse ano de Zélia Duncan, Zeca Camargo, Edney Silvestre, Renata Sorah, João Moreira Salles, Luiz Schwarcz, Ney Matogrosso, Ruy Castro, Heloisa Seixas, Marcelo Barreto, vive a Festa Literária Internacional de Paraty.

67311139_2456632204623485_2760938478337261568_n

Publicado em Flip | 1 Comentário

Ainda sobre a FLIP # 2

Screen Shot 2019-07-21 at 09.54.47Como todos aqueles que tem gosto por ouvir e participar de palestras e debates, sempre tive receio de ir à Flip, porque julgava que seria uma correria de uma mesa para outra com horário apertado para as refeições. O que de fato aconteceu. Acompanhando tudo de casa é possível escolher pelo menos a programação principal on-line de maneira mais organizada. A multiplicação de debates com as opções das casas parceiras como a da Folha, a do IMS, da Globo, do Sesc e dos barcos Holandês e da Flipei, tornaram a maratona ainda maior e mais fragmentária para quem esteve lá. Felizmente, algumas das que perdi, como as da Casa Folha, estão disponíveis no portal UOL onde podem ser vistas. A Flip costumava deixar todas as palestras da mesa oficial na íntegra em seu canal no youtube, mas este ano optou por disponibilizar apenas uns poucos encontros na íntegra e trechos curtos dos demais.

67169139_573993193130075_2642708199160938496_n

Duas ativistas que fizeram sucesso durante a Festa Literária foram Marilene Felinto e Djamila Ribeiro. Marilene falou no sábado pela manhã na tenda oficial e Djamila Ribeiro teve uma mesa concorridíssima na Casa Folha ao lado do cronista Antônio Prata na quinta-feira. A discussão era a mesma, a importância da luta por políticas afirmativas em relação às mulheres negras. As palestras da tenda dos autores são pagas, mas saem por 60 reais (com meia-entrada para clientes Itaú, banco parceiro do evento).

Trecho da Palestra de Marilene Felinto

Para as mesas da Casa Folha são distribuídas senhas gratuitas com 140 lugares sentados. Caixas de som ficam viradas para o lado de fora e é possível acompanhar da parte externa da casa. Aos que forem, recomenda-se que levem cadeira de praia ou banquinho desmontável, muito úteis em todos os eventos.

Conversa entre Djamila Ribeiro e Antônio Prata na Casa Folha (clique aqui)

Djamila

67132801_2349915248582723_7718670905156567040_n

67629847_2296888033908616_2161638198055272448_n

Publicado em Flip | Deixe um comentário