Noite com All that Jazz

Cia Vida em Arte e as Coreografia de Lu Moura para seus grupos de dançarinas (Teatro Thiago de Mello, Rio de Janeiro, Brasil, em 21/07/2024)

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Ontem, Mais um Prêmio, Hoje, Show de Ajuda ao Sul

Publicado em Ana Frango Elétrico, Tutuca (Hilda Monteiro) | Deixe um comentário

Enchentes no Rio Grande do Sul

O portoalegrense Eduardo Bueno abre o verbo sobre a história e a situação de seu estado natal depois das inundações

Fazer política, todos nós fazemos mesmo que alguns não se apercebam disso. Mas se envolver na vida partidária já é algo que escapa um pouco a minha compreensão, especialmente ao vermos o que tem grassado no cenário político no Brasil e no mundo. Sei que alguns têm um pendor para essa atividade e desde muito jovens abraçam como com um impulso natural a vida político partidária, como é o caso, ainda que com interesses e ambições pessoais bem distintas, de Manuela D´Ávila e de Eduardo Leite. O que não consigo entender é o que leva um sujeito a tomar a decisão de querer viver de política. É esse o meu sentimento em relação à maioria daqueles que pleiteiam cargos públicos no Brasil. Tirando algumas raras exceções, grande parte das pessoas entram para a vida pública por ver na política uma possibilidade de ter ou um “emprego” ou um ganho extra – por que será que um general da reserva, como Hamilton Mourão, veio a se tornar vice-presidente e senador?

Não parecem perceber que pra além da militância para uns e de ganha pão ou ganho extra pra outros, no entanto, a atividade política, quando alguém segue por muito tempo dentro da vida pública, envolve questões práticas que dizem respeito a responsabilidades bem mais sérias do que o bem mais previsível legislar, que requer apenas bom senso. Depois de galgarem os primeiros passos como vereadores, deputados ou senadores, chega a hora de se lançarem à administração de cidades, estados ou mesmo do país. Algo que imagino seja de extrema complexidade e exija a dedicação de alguém que conheça bem o assunto.

Penso nisso ao checar os perfis dos prefeitos dos municípios riograndenses mais populosos atingindos recentemente por chuvas torrenciais que levaram a inundação de boa parte do estado deixando em seu rastro mortos, desabrigados e o comprometimento da economia do estado por muitos anos. Os prefeitos de Porto Alegre, Pelotas e Canoas, por exemplo, são pessoas com formação respectivamente em direito, letras e jornalismo e o de e Caxias do Sul teve experiência como comerciante antes de entrar para a política, áreas de conhecimento e atuação que pouco tem a ver com aquilo que o cargo da administração pública parece exigir.

Além de ter obviamente o conhecimento da história do lugar em que vivem, o cargo de prefeito ou governador exige a competência e o entendimento de como cuidar administrativamente de uma cidade e de um estado. E foi justamente isso que senti falta por parte de todos aqueles, atuais ou pretéritos, prefeitos e governadores, no caso das enchentes recentes ocorridas no Rio Grande do Sul – por mais esforçado e conciliatório que o atual governador Eduardo Leite tenha se mostrado para esclarecer sua atuação neste momento de crise. Será que os ocupantes de cargos administrativos públicos no sul desconheciam o histórico das complicações que um ciclo de chuvas intensas já causou e poderia voltar a causar aos riograndenses? E mesmo o atual presidente e os ex-presidentes nada sabiam sobre as vulnerabilidades deste estado no que se refere ao ciclo de chuvas? Ao que tudo indica, tinham pouca ou nenhuma compreensão sobre as frangilidades do Rio Grande do Sul frente às intempéries climáticas. O resultado são prejuízos incalculáveis e sem precedentes para a economia e para a população do estado.

A obra “A Fisionomia do Rio Grande do Sul”, do padre jesuíta e antropólogo Balduíno Rambo, que descreve a geografia do estado, por Bueno

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Lições com a Grande Mestra Russa Dina Belenkaya

Belenkaya enfrenta o indiano Gukesh, aos 17 anos o mais jovem enxadrista a disputar o título de campeão do mundo a acontecer em novembro próximo

Edgar Allan Poe, que em ensaio famoso ensinou ao mundo como se faz para escrever um poema elaborado e extraordinariamente sombrio, como “O Corvo”, tratava de identificar, em suas muito particulares confabulações de ordem teórica, dois tipos de aptidões humanas segundo sua peculiar visão: a calculista e a analítica. Identificava a primeira como sendo um traço dos que jogam xadrez e a segunda como daqueles que se entregam a partidas que exibem uma maior interação entre seus participantes como nos jogos de damas e de cartas. Advogando a superioridade dos jogos de azar, Poe justificava que só uma mente analítica seria capaz de alcançar a intricada e superior dimensão psicológica inerente aos jogos de damas e ao carteado e tão distante do frio e frívolo xadrez. Segundo Poe, “é pra além dos limites das meras regras que a habilidade do analista se evidencia”. Constrangimentos, hesitações, audácias, apreensões. Tudo, de acordo com Arthur Gordon Pym, contribui como “indicação do verdadeiro estado das coisas”. Associava essa capacidade àquela exibida pela mente brilhante de um C. Auguste Dupin que era capaz de desvendar um mistério tão complicado quanto o dos assassinatos ocorridos na Rua Morgue.

Xadrez de rua na França contra o GM indiano Vidit Gujrathi

O mais admirável autor de contos góticos da história, no entanto, não teve tempo de conhecer o xadrez que lança suas peças em modo blitz acompanhado pelo que se convencionou chamar de “trash talk”. Essa é uma versão menos calculista e mais reflexiva e análitica e tem na pessoa da enxadrista russa Dina Belenkaya uma de suas expoentes. Trata-se de uma variante desse jogo em que ainda que as peças sigam se movendo, como diria Poe, “de maneira bizarra”, temos, apesar disso, uma partida em que o vencedor, mesmo quando derrotado no raso resultado final, pode se sobressair como o mais agudo, imaginoso e desafiador. Se servindo de sua “técnica analítica”, Belenkaya nem sempre ganha suas partidas, mas, em todas elas, temos a garantia de puro entretenimento. Alegre, espirituoso e, por vezes, cômico.

Dina, natural de São Petersburgo, joga no Coffee Chess, em Los Angeles

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Prodígios do Xadrez

Desde que ganhou o Torneio de Candidatos no começo de abril, aquela disputa entre oito dos maiores enxadristas da atualidade para saber quem será o desafiante do chinês Ding Liren, detentor do título de campeão do mundo, o indiano Dommaraju Gukesh vem sendo celebrado como uma superestrela. É verdade que, aos 17 anos, ele se tornou o mais jovem jogador da história a entrar na briga pelo título. Mas vamos com calma, pois ele terminou o Torneio de Candidatos com 9 pontos entre vitórias e empates nos 14 jogos de que participou (uma partida de brancas e outra de pretas entre os concorrentes). Apenas meio ponto à frente do americano de Osaka Hikaru Nakamura, 36 anos, do russo com inclinações ucranianas Ian Nepomniachtchi (Nepo), 33 anos, e do ítalo-americano do Brooklyn Fabiano Caruana, 31 anos – todos empatados com 8.5 em segundo lugar. Sendo que, se no jogo final entre Nepo e Caruborgue, um deles houvesse vencido e cravado 9.5, a prerrogativa de desafiar Liren ficaria com o vitorioso (Caruana esteve bem perto da vitória; seria sua segunda vez como desafiante ao título de primeiro do mundo depois de perder no tie-break para o campeão Magnus Carlsen em 2018).

Gukech faz parte do grupo de jogadores indianos que está se destacando entre os enxadristas da elite mundial. Dos oitos competidores do Torneio de Candidatos que aconteceu em Montreal, no Canadá, três eram da terra do pentacampeão do mundo Vishy Anand. Além de Gukesh, tivemos Rameshbabu Praggnanandhaa, 18 anos, e Vidit Gujrathi, 29 anos. Coube a Gukesh, no entanto, a fatura final e a tarefa de seguir mantendo a tradição dos indianos como novos protagonistas entre os enxadristas do planeta. Vale lembrar, porém, que o iraniano Alireza Firouzja surgiu, aos 17 anos, como uma das apostas de uma nova geração para depois ir ladeira abaixo e encerrar o Torneio de Candidatos deste ano em sétimo lugar e penúltimo colocado portanto. Mas Magnus Carlsen, que perdeu o interesse e abriu mão de disputar o título de melhor do mundo depois de se sagrar 5 vezes campeão, e que prometeu, quando Firouzja surgiu, voltar a participar do confronto, renovou sua disposição com o despontar de Gukesh.

Não dá para esperar um duelo fácil entre Gukesh e Ding Liren para possivelmente termos em novembro o mais jovem campeão de xadrez do mundo de toda a história. No Torneio de Tata Steel (xadrez pensado), que aconteceu em janeiro deste ano na cidade holandesa de Wijk aan Zee, por exemplo, Gukesh perdeu feio para Liren em um jogo ousado por parte do chinês. Já no confronto com o norueguês Magnus Carlsen, o score do indiano em xadrez blitz não é nada alentador se tomarmos como parâmetro os registros da plataforma do Chess.com. Segundo o nosso Rafael Souza dos Santos, ou Raffael Chess, de 19 partidas jogadas entre os dois, Carlsen ganhou 16 delas. Nas últimas partidas em xadrez clássico entre os dois, o indiano também levou a pior como podemos ver na resenha de Sagar Shah para o Chess Base India.

Raffael Chess antecipa o que poderemos ver na disputa de melhor enxadrista do mundo em novembro analisando uma partida jogada em janeiro passado entre Gukesh, o cadidato ao título, e o atual campeão do mundo Ding Liren

Dommaraju Gukesh terá a concorrência no futuro de mais alguns garotos virtuosos que começam a fazer história. Entram na lista o também indiano Ashwath Kaushik, 8 anos, mais jovem talento a vencer um Grande Mestre em xadrez clássico, tendo como oponente o polonês Jacek Stopa, de 37 anos. No nosso Brasil brasileiro, existe a promessa no garoto de 12 anos Mathias Andre Casalaspro e, mais ao sul, na Argentina, a de Faustino Oro, que, aos 10 anos, já é um FM (mestre pela Federação Internacional de Xadrez), e rompeu a barreira dos 2300 em seu rating FIDE esse ano. Um feito. O Messi do xadrez também já ganhou de Magnus Carlsen, em modo rápido obviamente, em uma partida de 3 minutos. Vejamos quem vai mais longe. Façam suas apostas.

Confronto entre Gukesh e Magnus Carlsen em partida blitz

Sagar Shah do Chess Base India comenta o confronto em xadrez clássico entre Magnus Carlsen e Gukesh pelo Torneio FIDE de 2023

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Praggnanandhaa, Que Jogo Foi esse, Meu Guri?

Rameshbabu Praggnanandhaa, que, do alto dos seus 12 anos, se tornou em 2018 o segundo mais jovem Grande Mestre da história, fez um jogo genial este final de semana. Uma abertura de pretas com preparação que deixou desconcertado o seu compatriota Vidit Gujrathi. Tudo se passou no terceiro dia do torneio de candidatos que acontece em Toronto no Canadá e em que oito enxadristas se enfretam para ver quem irá ser o desafiante do atual campeão mundial, o chinês Ding Liren. Raffaelzinho narra para nós como foi essa inacreditável peleia.

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A Velha Pingueira

A gente tenta fugir da pingueira, mas, não adianta, ela vem atrás de nós. E aí não tem jeito, “já que lá tá, que lateje, pois, se o lambari é pescado, o xadrez é jogado”. Essas são algumas das máximas do Rafael Souza dos Santos, ou Raffael Chess, aquele que gosta de dar mates com tomates em suas partidas de blitz jogadas no site Chess.com e disponibilizadas no YouTube, naquele que é o canal brasileiro de xadrez com maior número de seguidores na plataforma audiovisual do Google. Sua missão atual é chegar aos 2500 de rating em partidas blitz de 3 minutos sem incrementos.

A avaliação de ratings no Chess.com é extremamente precisa. Magnus Carlsen, 33 anos, aquele que foi o número 1 do mundo durante anos em xadrez convencional (90 minutos em jogo pensado) até desistir de se candidatar e passar a vez para o chinês Ding Liren (que venceu o Nepo, ou Ian Nepomniachtchi, ano passado), e Hikaru Nakamura, 36 anos, um dos craques em blitz (jogos de 1 a 3 minutos com ou sem incremento), estão na luta para avançar dentro da faixa dos 3300. O mais forte jogador brasileiro no momento, Luis Paulo Supi, 27 anos, tenta alcançar a marca dos 3000. Krikor Sevag Mekhitarian, 37 anos, também da elite brazuca, ambiciona se estabelecer, assim como o Supi, na mesma marca dos 3000.

Eu me encontro entre os pingueiros do Chess.com e, como eles, tenho vários perfis. Em alguns, já ultrapassei a marca dos 1600. Mas nunca consegui chegar aos 1700, por exemplo. Atualmente sigo com um perfil em que apareço com 1400, lutando para ir um pouco adiante. Ainda que oscile entre os 1300 e 1600 e uns quebrados, nunca fiquei abaixo da marca dos 1300. É muito difícil crescer no xadrez sem se dedicar ao estudo sério e sem jogar constantemente. Por outro lado, depois que se chega a determinado patamar, ainda que se oscile bastante, é bem díficil que se caia significativamente.

Todo pingueiro tem seus muitos perfis e esses são alguns dos meus

Com o Raffael Chess ocorre algo semelhante, o que comprova a acuidade dos parâmetros do Chess.com. Quando inaugurou o seu canal há 5 anos, ele buscava os 2300 de rating. Conseguiu romper a marca dos 2400 há um tempo, mas nunca a dos 2500. Ele segue tentando e vejamos se ele realiza essa proeza. Em fevereiro, ele chegou a 2486, o que sugere que ele vai, com alguma luta “que é o que o xadrez é e sempre será”, alcançar os 2500 – não confundir com as partidas dele de bullet (1 minuto de duração em que ele tem uma marca maior). Mas dificilmente veremos o Raffael Chess cair hoje dos 2300.

Raffael Chess, no ano de 2018, quando começou a buscar os 2300

E, hoje, na busca dos 2500

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Lula e os Golpes pela Turma do GregNews

Não temos mais o GregNews da HBO comandado por Gregório Duvivier, que encerrou sua sétima temporada no final de 2023 e não voltará mais esse ano, mas o apresentador do programa e a diretora Alessandra Orofino estão juntos com o roteirista Bruno Tá Puxado Torturra no Estúdio Fluxo, canal de Torturra no YouTube. Os três discutem, em mais uma edição do “Calma Urgente!”, os afagos de Lula à tropa militarista do “pouco fubá, meu pirão primeiro”, aqueles que vivem buscando assegurar para si mesmos os privilégios negados a milhões de brasileiros que vivem à paisana dando duro diariamente. Comentam ainda as inseguranças trabalhistas e jurídicas que o projeto de lei para os motoristas de aplicativos podem levar a trabalhadores que não cansam de ver seus direitos serem constantemente usurpados no nosso Brasil brasileiro.

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Controvérsias com os Jurados da World Surf League

Pedro Robalinho, técnico da brasileira Silvana Lima e do havaiano Imaikalani de Vault, e os surfistas Eduardo Chalita e Carlos Matias, este último âncora da Surfe TV, discutem as problemáticas avaliações dos jurados da World Surf League em Bells, primeira parada do campeonato mundial na Austrália, após reclamações de Gabriel Medina sobre seu confronto com o americano e wildcard Cole Houshmand.

A polêmica bateria

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Iniciação ao Piano

Foto da cunhada Vanessa Garcia

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