Tio Rei e o que podemos esperar de uma segunda administração de sua excelentíssima excrescência humana
Monica de Bolle, a vitória das pautas de direita e os possíveis descaminhos da economia americana
Tio Rei e o que podemos esperar de uma segunda administração de sua excelentíssima excrescência humana
Monica de Bolle, a vitória das pautas de direita e os possíveis descaminhos da economia americana
Safatle no Universo On Line
A esquerda está em polvorosas com o resultado das eleições municipais, especialmente em São Paulo, a cidade mais populosa do país. Na avaliação de Vladimir Safatle em depoimento ao UOL, endossado por Bruno Torturra e Gregório no programa “Calma Urgente!”, a esquerda precisa ser mais esquerda. E foi um erro para eles, ela vir conversar sobre empreendedorismo como Guilherme Boulos fez. Confesso que não entendi nada. A forma mais segura de empreendedorismo é investir em estudo e em sua formação pessoal, como bem sabem os três intelectuais e outros ativistas culturais ditos de esquerda. Todos os três, Safatle, Torturra e Duvivier, por sinal, conseguiram, em graus distintos, projeção investindo em seus estudos e formação. A aposta de Boulos na educação em tempo integral, portanto, apontava para a preparação de jovens que vão poder empreender em suas carreiras tanto em áreas da cultura como no esporte, no teatro, no streaming, nos projetos com novas tecnologias. A ideia de dar apoio aos jovens que vivem de aplicativos, seja como moto boys ou motoristas autônomos, era uma questão circunstancial e objetiva da plataforma de Boulos que não tem nada a ver com investir em empreendedorismo. Imagino que ninguém pense que vai ter algum futuro seguro fazendo exclusivamente entregas ou dirigindo carro (pelo menos não da maneira como isso é feito hoje no Brasil dos aplicativos sem responsabilidades empregatícias). Quanto a fazer negócios lucrativos e ganhar dinheiro, seja investindo na cultura, na educação, nos esportes, com um estado que dê respaldo para uma população que paga pesados impostos, é a aposta certa como todos comprovadamente sabemos. Thomas Piketty é um intelectual de esquerda que aponta um caminho para termos uma sociedade mais igualitária e muito mais competitiva, diferente deste arremedo canhestro de projeto selvagem, individualista e destrutivo que caracteriza as correntes iniciativas liberais. A esquerda está precisando ler Piketty com mais atenção. E Boulos fez a campanha certa. Se teve rejeição tão grande contra um adversário sem propostas e que, detalhe, é tão limitado intelectualmente que nunca conseguiu terminar seus estudos universitários, é um assunto a ser discutido. A esquerda está perdendo terreno e precisa corrigir seu discurso em lugar de radicalizá-lo.
Torturra e Duvivier no Estúdio Fluxo

Para ser um empreendedor na vida, a primeira coisa que você deve aprender a fazer são contas. Nas últimas eleições à Prefeitura de São Paulo, surgiu a figura de Pablo Marçal. Um empreendedor que, aos 37 anos de idade, acumula uma riqueza de 169 milhões em bens, segundo declarou à Justiça Eleitoral. Desde que começou atuando para um grupo de estelionatários, serviço pelo qual Marçal, de origem humilde, dizia ganhar uma remuneração irrisória, e pelo qual acabou sendo preso em 2005 e condenado em 2010, ele teve 20 anos para construir essa fortuna. O maior salário público no Brasil é, como todos sabem, o de ministro do STF. Seu atual presidente, Luís Roberto Barroso, recebe um montante de 44 mil reais como salário bruto, que, com os descontos, dá quase 32 mil em termos líquidos por mês. Ao longo de 20 anos, se Barroso não gastasse dinheiro com absolutamente nada, ele teria acumulado uma fortuna em bens financeiros de 8 milhões e 320 mil – estou incluindo na conta o 13o salário, embora tenha deixado de lado os penduricalhos. Ou seja, para chegar a uma fortuna próxima a de Marçal, sem gastar nada, ele teria que trabalhar 210 anos. Gregório Duvivier, 38 anos, e Fábio Porchat, 41 anos, são um pouco mais velhos do que Pablo Marçal, e como ele, são empreendedores. São muito bem sucedidos com seus projetos na área cultural com a empresa do Porta dos Fundos e com seus respectivos trabalhos de atores, apresentadores, escritores e roteiristas. Ganharam bastante dinheiro ao longo de suas carreiras até aqui, mas pegunte a qualquer um deles se possuem uma fortuna de 169 milhões. A resposta certamente será não. Ou seja, acho que temos repórteres que precisam explicar para a população como se constrói uma fortuna dessas. Aliás, a nação brasileira inteira quer saber como isso acontece pra entrar urgentemente para esse ramo.

Boulos conversa com os eleitores nas ruas na sua Caravana da Virada
Que exemplo de campanha política o candidato à prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos apresentou neste segundo turno. Habituado a frequentar a periferia onde atuou junto ao Movimento dos Trabalhadores sem Teto, bem como no projeto de cozinha solidária do mesmo movimento, ele abriu mão de ficar debatendo em estúdios de rádio e televisão climatizados e foi para a rua encontrar o eleitor. Nunca vi um candidato partir para o embate direto com a população com o objetivo de conhecer melhor sua realidade e suas demandas. Com sua iniciativa, Boulos surge como uma autêntica e íntegra novidade na corrupta e degradada cena política brasileira.
O mais importante, no entanto, é que Boulos se mostrou extremamente preparado e firme ao longo da sua campanha. Revelou seu projeto de administração baseado nas informações conseguidas com sua vice Marta Suplicy e com outros integrantes de sua equipe que participaram e participam da corrente administração da capital do estado de São Paulo. Com dados concretos, passou a corrigir repórteres sobre os números da prefeitura. Por ter a vivência das ruas, deu também a maior volta em todos os outros candidatos que mal conheciam a situação real da cidade que querem administrar. Apresentou desde o início ainda, e pra além das propostas para aquelas áreas como saúde, educação e segurança, que são responsabilidade de um município que cobra pesados tributos aos cidadãos, iniciativas para apoiar aqueles que querem empreender e projetos para revitalizar áreas abandonadas da cidade de São Paulo.
Parece que os comentadores de política seguiram sem prestar a devida atenção ao que está acontecendo e se mostraram obtusos em suas podenrações. Para uma mesa do Canal Meio, por exemplo, a esquerda nunca encampou como sua pauta o empreendedorismo. Segundo eles, esta é uma agenda apenas dos candidatos de direita. Se aplicar golpes digitais como estelionatário virou empreender, então, está perfeitamente entendido. E vejamos, tente lembrar de um único projeto da direita brasileira que visasse estimular ou ajudar o cidadão que quer empreender.
E chega a parecer mesmo que o empreendedorismo é uma novidade que não faz parte da vida do cidadão comum e que só se dá no Vale do Silício. Visão típica de quem nunca esteve nas periferias como as que Boulos tem visitado. Se esses observadores saissem de suas residências e dessem um pulo até a Via Ápia, na entrada da Rocinha, iriam ver quantas pessoas estão empreendendo e quantos negócios estão sendo feitos e acontecendo dia e noite. Achar que a única coisa que funciona em uma favela é o comércio de drogas é típico de quem nunca esteve por lá.
Entre os moradores desta comunidade, por exemplo, temos esteticistas, varejistas de produtos para celular, computador, vestuário, eletricistas, técnicos de informática, cozinheiras, profissionais da construção civil, diaristas, a grande maioria trabalhando por conta própria. Muitos deles ainda correm atrás de sua formação escolar buscando estudar em suas horas vagas. É verdade que nenhum herdou, como Elon Musk, dinheiro de família, nem, como Bill Gates, se beneficiou de um monopólio de mercado e outras vantagens circunstanciais.
Talvez por isso não sejam vistos pelos jornalistas e cientistas políticos que frequentaram o meio acadêmico de universidades americanas como Stanford, em Palo Alto, e a Universidade de Nova York. Curioso também que pessoas conectadas com o mundo high tech e que passaram por Stanford tenham demorado tanto tempo para colocar de pé uma tentativa de projeto jornalístico não alinhado. Muito antes deles, o Mídia Ninja já vinha se notabilizando por suas reportagens nada convencionais em coberturas ao vivo iniciadas nos protestos de rua de 2013 e que seguem até hoje. Um jornalismo combativo, bem longe dos estúdios, dos espaços institucionais, dos discursos oficiais.
Cobertura do Mídia Ninja para a campanha do candidato do PSOL
Jorge Amado (1912-2001) em depoimento gravado em 1984 para o Vox Populi da TV Cultura, programa de entrevistas que seria substituído pelo Roda Viva
O canal Conhecendo Museus nos leva a uma visita, no Pelorinho em Salvador, ao Museu Casa de Jorge Amado e, no Rio Vermelho, à moradia na capital baiana de Jorge Amado e Zélia Gattai. Entremeando o passeio, temos trechos de documentário de Ruy Santos e de entrevista dada à Bruna Lombardi para o seu “Gente de Expressão“
O grupo da Ioga (Letícia, Otávio, Daniel, Regina, Marcela, Bel, Fernanda, Betinha, Carolina e Lauro) e, entre as baianas Poliana e Alana, Patrícia, Cynthia e Lorena
A semana que antecedeu o domingo de nossas eleições municipais foi passada visitando Ilhéus e Itacaré, ao sul de Salvador, num ponto do litoral equidistante entre Porto Seguro e a Cidade da Bahia, como o baiano se refere à capital do estado. Um passeio turístico com praias, trilhas e aulas de ioga comandadas pelos professores Fernanda Tomassini e Daniel Rivas. Itacaré é um município de perto de seus 30 mil habitantes que vive quase que exclusivamente do turismo e dos serviços a ele associados. Fica 73km ao norte de Ilhéus, que, por sua vez, tem uma população dos seus 180 mil habitantes e que sobrevive desde os anos 20 do século passado à custa das fazendas de cultivo de cacau, que se alastra em plantações pela região favorecido pelas sombras das florestas de Mata Atlântica.
Por ter um aeroporto com voos regulares para São Paulo, Ilhéus se torna também escala obrigatória para o morador do Rio que quer conhecer as praias selvagens de Itacarezinho, de Havaizinho, da Engenhoca e de Pé de Serra, em Itacaré. Bem como, o seu Rio de Contas, que vem margeando a cidade desaguar caudaloso no mar, e que guarda ao longo de seu curso manguezais e mesmo uma cachoeira. Em sua foz temos de um lado a Praia do Pontal e de outro, o Mirante do Xaréu (aquele que Caetano canta em “Milagres do Povo”), concorrido na hora do por do sol itacareense.
Se os moradores de Itacaré festejam sua geografia cativante, os habintantes de Ilhéus cultuam com o maior orgulho o fato de sua cidade ser o lugar onde Jorge Amado, nascido em 1912 na próxima Itabuna, viveu boa parte de sua juventude até partir para estudar direito no Rio de Janeiro nos anos 1930. É a cidade ainda em que o escritor baiano ambientou um de seus romances mais famosos, “Gabriela, Cravo e Canela”. Muito mal cuidada, a casa em que viveu o escritor baiano funciona como centro cultural. Já o cabaré Bataclan, ao contrário, foi muito bem reformado e oferece almoço de qualidade ao visitante. Entre a realidade e a ficção, temos na praça central a igreja Matriz de São Sebastião e o bar Vesúvio, de seu Nacib.
Caetano e o (Mirante do) Xaréu, em que “brilha a prata luz do céu”, música em homenagem a Jorge Amado, um ateu materialista que dizia ter visto o candomblé fazer milagres
Para o olhar de alguém que vem de fora, as eleições municipais locais pareceram ter evoluído um pouco, mas não muito em relação ao que elas eram no período inicial da exploração do cacau na região, o que é muito bem retratado por Jorge Amado em seu romance. Para a prefeitura de Ilhéus, por exemplo, tivemos esse ano até um candidato que se apresentava como Coronel Resende, ainda que não fosse coronel por ter fazenda e mandar na região, mas por ser militar reformado. Concorria obviamente pelo Partido Liberal (PL) de Bolsonaro. Pouco expressivo, ele acabou desistindo da candidatura às vésperas das eleições para ajudar a vitória do empresário Valderico Junior, do União Brasil, que derrotou a candidata do PT Adélia Pinheiro, médica, professora e ex-Secretária Estadual de Educação da administração petista do governador Jerônimo Rodrigues. Valderico acabou obtendo 43% dos votos, Adélia, 40%, e, como em eleições em cidades com menos de 200 mil habitantes não se tem segundo turno, o candidato do União Brasil terminou eleito.
Em Itacaré, o vitorioso foi Nego de Saronga do PT, que tem como vice o professor Zé Washington, do PSD, e que contou para se eleger com o apoio do atual prefeito da cidade, Antônio Anízio, também do PSD. Foi possível presenciar a carreata animada de Nego 13, como Nego de Saronga era referido nos muitos adesivos de sua campanha espalhados por carros, motos nas ruas e no bem visível diretório do PT na cidade.
Itacaré é um município simples, com uma legião de hippies e de artesãos locais oferecendo seus artesanatos nas imediações da praça central. Tem uma rede hoteleira e de restaurantes bem estruturada. Deu a impressão de ser mais cuidada do que Ilhéus. As manifestações políticas mais evidentes nessas cidades baianas se restringiram aos candidatos dos partidos que administram os municípios. Assim como tivemos a caminhada festeira de Nego 13 em Itacaré, em Ilhéus houve uma carreata gigante com baianas vestidas a caráter, música e barulheira na campanha de Bento Lima, candidato do atual prefeito Mário Alexandre (Bento foi secretário de gestão da atual administração), ambos políticos do PSD. Bento, no entanto, não conseguiu esconder os escândalos de uso indevido de verba pública da prefeitura, o que o deixou na lanterna entre os eleitores ilheuenses.
Voltando ao Rio de Janeiro, vimos o prefeito Eduardo Paes, da onipresente legenda de Gilberto Kassab, se sagrar vitorioso no primeiro turno. E em São Paulo, o PSD estava também no palanque comemorando a primeira colocação do peemedebista Ricardo Nunes. Uma tristeza ver os comentaristas de TV falando com naturalidade no PSD, do Kassab, no PL, de Valdemar Costa Neto. Pelo visto, os partidos políticos hoje no Brasil têm dono e suas legendas se transformaram em legendas de aluguel para políticos carreiristas.
Sempre imaginei que as pessoas se reunissem em torno de uma agremiação partidária por suas convicções. Foi assim nos anos 1940, quando Jorge Amado se lançou e foi eleito deputado federal por São Paulo pelo Partido Comunista Brasileiro, o que fez estritamente por suas cresças políticas. Mas agora não. Os candidatos concorrem pela legenda do Kassab, do Valdemar Costa Neto, pelo PDT, de Carlos Lupi. As únicas exceções talvez sejam o PSB e o PSOL.
Em tempos de voto de cabestro digital, tivemos também que ouvir de um guia de trilhas local que nos levou às praias do Resende, da Ribeira, da Tiririca e da Costa, que ele era direitista, mas, em lugar da linha bolsonarista, se identificava mais com o estilo de Pablo Marçal. Para os que estão muito assustados com a cena política, a impressão que ficou, depois de conhecer o cenário em cidades menores, é que essas legendas são pouco importantes para as decisões administrativas que os candidatos tomarão no futuro. Em Ilhéus, por sua importância, tivemos, ao contrário de Itacaré, um debate televisivo e os candidatos pareceram muito simplórios e pouco senhores de suas convicções. Foi a sensação que ficou.
Debate televisivo dos candidatos à prefeitura de Ilhéus (em cidades menores, como Itacaré, não houve debate na TV)
Scandurra, Paulo Miklos, Zélia Dunkan, Zecabaleiro, Ana Frango Elétrico, Sophia Chablau, Clemente, Leoni e muito mais, unidos por Sampa
Caetano, Maria Gadú, Kleber Lucas, Rapha Lucas, Pretinho da Serrinha, Feijão, Mosquito, Rachel Lucci e Zé Ibarra ciquentando com Boulos e Marta
O liberalismo é uma beleza, uma maravilha, coisa do outro mundo, mas só pra quem fatura com suas benesses, regalias, privilégios, seus estilionatos disfarçados de negócio sério, seus favorecimentos estruturais, geracionais, para a casta dos happy few. Para quem trabalha duro para conseguir o mínimo, a situação é bem outra. Thomas Piketty já mais do que esclareceu que não há nada de lisura competitiva, ou meritocracia como dizem, no funcionamento do liberalismo como é praticado hoje na maioria dos países do mundo. Situação que tem levado a uma concentração de renda desproporcial e que não estimula o empenho de cada indivíduo dentro dos estados nação que praticam o livre comércio – e mesmo fora deles, vejam o caso chinês. A desigualdade é tão grande que mesmo o acesso a um direito básico como o da casa própria não parece sensibilizar nuitos governantes sobre sua importância e urgência.
Em recente comício que renovou de maneira surpreendente o que entedemos por campanha eleitoral nos Estados Unidos, Kamala Harris, falando para um grupo de eleitores, lembrou a alegria de sua mãe quando, depois de 10 anos de muita luta, conseguiu quitar a penhora de sua residência e ter definitivamente uma casa para chamar de sua. E prometeu um plano de governo para facilitar a aquisição de moradia por parte de um vasto segmento da sociedade americana. Compreendo bem o sentimento que Harris relatou sobre sua mãe. Se não tivesse o apoio abnegado de minha primeira sogra, com quem dividi por muitos anos um mesmo teto, e a ajuda de minha primeira mulher e da minha atual companheira, certamente ainda não teria conseguido quitar empréstimos para conseguir um teto definitivo.
Kamala Harris fala sobre seu plano de governo
Esse é um tema que tem marcado a campanha eleitoral de Kamala Harris e também a de Guilherme Boulos, as duas apostas políticas que estão trazendo novos ares na luta pela presidência, nos Estados Unidos, e pela prefeitura de São Paulo, aqui no Brasil. Dois programas de governo em que esse dado básico para a vasta maioria das pessoas, que é o de facilitar o direito a uma moradia, tem um importante papel. Talvez não por coincidência, a trajetória de Harris e Boulos apresentem também muitos pontos em comum. Assim como Boulos, Kamala é filha de pais universitários. O pai, jamaicano de Browns Town, e a mãe, indiana de Chennai, se conheceram na California onde foram dar sequência a seus estudos em pós-graduação em economia e medicina, respectivamente.
Kamala e Boulos têm ainda em comum o fato de terem se envolvido na vida pública e na política não com uma ambição autocentrada e mesquinha, mas com o fito de ajudar grupos da sociedade civil em luta por reconhecimento de seus direitos fundamentais. Boulos com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Kamala, atuando como procuradora da cidade de São Francisco e, depois, do estado da California, sendo dura com o crime organizado transnacional, mas defendedo a reabilitação de criminosos de baixa periculosidade com sua reentrada na vida social através do estudo.
Como senadora, Kamala se empenhou ainda por assegurar um programa de saúde universal para todos e apoiar uma legislação que aumentasse os impostos cobrados das classes favorecidas. Kamala tem como vice o professor Tim Waltz, formado em ciências sociais, e que foi, assim como Boulos, professor de turmas de 2o grau. Foi dando aulas de geografia que ele conheceu sua esposa, a professora de língua inglesa Gwen Whipple, com quem veio a morar na cidade de Mankato em Minnesota, onde ambos lecionaram na escola de ensino médio local.
Os alunos de Tim e Gwen Walz falam sobre a experiência com seus professores
Caso Kamala e Walz sejam eleitos, teremos a primeira mulher presidente dos Estados Unidos com o detalhe adicional de ser filha de pais imigrantes. Teremos também no cargo de vice-presidente um ex-professor de ensino médio. É muito tocante ver a maneira como os alunos de Tim Walz têm apoiado com depoimento próprio, o ex-professor. Tão tocante quanto as manifestações de populares que conseguiram sua primeira moradia com a luta de Guilherme Boulos, como foi o caso de Andréia Barbosa que recebeu a visita em seu apartamento de pessoas que, como o candidato a prefeito de São Paulo, têm na luta pelas classes desfavorecidas seu objetivo político. Caso do ex-prefeito de Nova York Bill de Blasio.
Além da terminar em histórico 5o lugar no quadro geral de medalhas das Paraolimpíadas de Paris 2024 que se enceram hoje, os brasileiros chegaram ao alto do pódio em várias das competições de natação. Carol Santiago, ou Maria Carolina Gomes Santiago, levou 3 medalhas de ouro nos 100 metros costas e nos 50 e 100 metros nado livre, nas categorias S13 e 12. Gabrielzinho, ou Gabriel Geraldo dos Santos Araújo, faturou 3 ouros nos 50 e 100 metros costas e nos 200 metros nado livre na categoria S2. Tivemos ainda mais um ouro para Talisson Glock nos 400 metros livre S6.
Os nadadores brasileiros conquistaram ainda 9 medalhas de prata na Natação
Phelipe Melo – 50m livre S10
Wendell Belarmino – 50m livre S11
Talisson Glock – 100m livre S6
Gabriel Bandeira – 100m costas S14
Cecilia Araújo – 50m livre S8
Patricia dos Santos – 50m peito SB3
Carol Santiago – 100m peito SB12
Debora Carneiro – 100m peito SB14
Revezamento 4x100m livre misto – 49 pontos
E outras 10 de bronze
Gabriel Bandeira – 100m borboleta S14
Talisson Glock – 200m medley SM6
Mariana Gesteira -100m livre S9
Mariana Gesteira – 100m costas S9
Beatriz Carneiro – 100m peito SB14
Mayara Petzold – 50m borboleta S6
Lidia Vieira – 150m medley SM4
Revezamento 4x50m livre misto – 20 pontos
Revezamento 4x100m livre misto – S14
Lidia Cruz – 50m costas S4
Um ano antes das eleições presidenciais americanas de 2016 disputada entre Hillary Clinton e Trump
A dois meses das eleições de 2016
O prognóstico para as eleições de 2020
Será que a teoria de Lichtman tem algum respaldo científico?