Versos para Lançar Mundos no Mundo

Gregório Duvivier tem esse nome de outrora, de antanho, do tempo de Dom João Charuto, como o ator comenta de maneira chistosa no começo de sua nova peça, “O Céu da Língua”. Poderíamos acrescentar ao nome de outros tempos, os fumos de fidalguia por conta do sobrenome afrancesado. Tudo isso, no entanto, pouco importa, pois para aqueles que o acompanham ele é informalmente o Greg. Ao procedermos assim, repetimos algo que o próprio Greg faz ao longo de sua primeira peça como autor-solo, em que recorre à informalidade para roçar com muito humor a língua de Luis de Camões nos muitos estágios de sua história, mostrando ainda as proximidades, distâncias e trocas com suas irmãs latinas e mesmo idiomas totalmente estranhos ao mundo das línguas românicas como o tupi-guarani e a língua dos povos da Georgia, da Patagônia e dos falantes de árabe.

Depois das investidas por criações coletivas de improviso com seus parceiros comediantes da adolescência no “Zé – Zenas Emprovisadas” e com alguns companheiros do Porta dos Fundos no “Portátil”, “O Céu Língua” traz, assim como a peça “Sísifo”, esta feita em co-autoria com Vinícius Calderoni, o ator-autor representando um texto fixo, ainda que os inevitáveis cacos surjam a cada representação. É um peça para quem gosta de boa poesia, mas também de boa conversa e de boa música. Teve suas primeiras performances no fim de 2024 em Portugal e veio para o Rio de Janeiro, seguiu para Curitiba, Porto Alegre e está em São Paulo, de onde atravessará o Atlântico para reencontrar o público português. Sempre em temporadas de casa tão cheia que várias sessões extras acabam forçosamente acontecendo.

Gostei tanto que assisti por mais de uma vez ao espetáculo, só não bati o recorde do próprio Gregório que viu por sete vezes a peça “Os Ignorantes”, de Pedro Cardoso. Acompanho o multitalentoso humorista, que conversa de forma séria com os amigos e parceiros dos tempos do GregNews, Alessandra Orofino e Bruno Torturra, no podcast “Calma Urgente”, do Estúdio Fluxo no YouTube, desde que, bem jovem, se mostrou talentoso em lançar versos no mundo. Ele estreou com o livro de poemas “A Partir de Amanhã eu Juro que a Vida Vai Ser Agora” (Cia das Letras, 2008) e foi logo reconhecido por Millôr Fernandes que não se furtou a registrar: “O jovem – 22 anos ainda é jovem? – apresenta poesias que vão desde o quase haikai a sonetos. Soneto, sim senhor, uma bela forma de poesia que nunca voltou. Porque nunca desapareceu. Gregório é um poeta concreto. Não confundir com concretista.” Millôr foi secundado por outro grande poeta. Ferreira Gullar comentou sobre o mesmo livro do debutante: “Gregório evita o dó de peito e brinca inteligentemente com a emoção.” Na sequência do livro de poesias de estreia, viriam ainda uma segunda seleta poética em “Ligue os Pontos, Poemas de Amor e Big Bang” (Cia das letras, 2013) e o mais recente “Sonetos de Amor e Sacanagem” (Cia das Letras, 2021).

O comentário de Millôr se aplica perfeitamente ao espetáculo “O Céu da Língua” pelo fato de o nosso Greg traduzir para a audiência, de uma perspectiva bem informal, um assunto aparentemente críptico como é o dos meandros da criação poética. Exibi tal familiaridade e desenvoltura com o mundo das letras (gosta de repetir que essa é sua área de formação universitária), que é capaz de ver a marca da tradicional metrificação poética presente em uma música pop ou diálogo de balcão de atendimento. Ferreira Gullar certa vez comentou que, por gostar tanto de ler Petrarca, passou, em determinada época de sua vida, a falar em versos decassílabos. Repetindo Gullar, Greg demonstra como parece ser um dom dos poetas ver as estruturas métricas presentes em tudo. Os versos heróicos de Camões e suas derivações são trazidos para os dias de hoje e vislumbrados em canções mais elaboradas como em “O Quereres” de Caetano Veloso ou mesmo em um hit brega do cearense Matheus Fernandes.

É verdade que em suas considerações sobre as línguas e suas peculiaridades, em parte uma volta ao que ele realizou com desenvoltura em vários espetáculos em parceria com Ricardo Araújo Pereira (especialmente contrastando o português europeu com a nossa língua brasileirinha), Greg malandramente faz graça tentando insinuar que há aspectos motivados em quantidade em um idioma em detrimento dos arbitrários, quando a predominância da arbitrariedade deve ter sido um assunto muito estudado durante sua passagem pelo curso de letras da PUC/RJ (universidade em que ele foi aluno de outro poeta, Paulo Henriques Britto, querido mestre dos tempos de cursinho de inglês no IBEU).

Há na peça também um detalhe que arrebata todos aqueles que não conhecem os dotes musicais do filho da cantora Olívia Byington. O companheiro de Renato Filipelli, quer dizer, de João Vicente de Castro, no podcast “Não ImPorta” (todas as quintas nos muitos streaming da vida) é de um virtuosismo vocal surpreendente. Em uma das sessões a que assisti, encontrei com a sobrinha adotiva, musicista e compositora Ana Frango Elétrico, que estava siderada com a performance vocal de Greg para a versão que Caetano fez para a música “Come tu mi Vuoi” (“O que não se Vê”) da trilha de Nino Rota para o “La Dolce Vita”, de Fellini. “Como canta”, não se conteve.

“O Céu da Língua” tem inventiva direção da preparadora vocal e corporal Luciana Paes, atriz com passagens por telenovelas da Globo (“Além do Horizonte”, “Fina Estampa”, “Quanto mais Vida, Melhor!”) e por séries do canal Multishow (“Adorável Psicose”, “Aí eu Vi Vantagem”, “Férias em Família”, “No Corre”), do GNT (“Três Teresas”, “Desnude”) e pelo cinema (“Crô, o Filme”, “Uma Quase Dupla”, “Férias Trocadas”). Atriz de longa carreira no teatro (fez “Gota d´Água”, “Calabar”, “Ópera do Malandro”, entre outras quase vinte peças teatrais) é colega de Gregório no Porta dos Fundos e em “Portátil”, que segue em cartaz. Uma das irmãs do dedicado propagandista do site Natureza Sana, Theodora Duvivier, faz assistência de direção e opera um velho retroprojetor trajando como o irmão o belo figurino de Elisa Faulhaber e Brunella Providente, figurino que casa à perfeição com a cenografia de Dina Salem Levy. Eles estão em cena junto com o músico Pedro Aune, que, ao contrário do que diz o texto gaiato da peça, não é búlgaro, mas brasileiro, formado, mestre e doutor em música pela Uni-Rio. À saída, o espectador ainda pode levar para casa o belíssimo libreto impresso no espírito da geração mimeógrafo com o texto integral que acabou de ver no palco em design assinado por Maria Cau Levy junto com sua parceira no Estúdio M-Cau Ana David.

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Raposinha Lispector

Decifra-me ou devoro-te

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Helô, Padroeira dos Poetas

Descanse em paz, Santa Helô, padroeira dos poetas do underground carioca e querida mestra dos tempos do doutorado em Ciência da Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fonte de debates quentes e instigantes no campus da Eco, na Urca, pertinho da Praia da Saudade e de um dos endereços de recolhimento de Lima Barreto em seus momentos de crise. Seus livros seguirão aqui na estante para serem relidos e degustados pelos interessados. Ficam ao lado das lembranças de uma figura inspiradora para pensar o papel da literatura e das artes em nossas vidas.

Foto tirada em 17/05/2010 pelo Garapa – Coletivo Multimídia

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Tá Chegando o “Novo Mundo” de Arnaldo Antunes

Décimo quarto álbum de estúdio da carreira de Arnaldo Antunes, “Novo Mundo” está chegando ao mercado pelo selo Risco e poderá ser degustado com calma e na íntegra a partir desta quinta-feira, dia 20 de março. Trechos de algumas faixas já puderam ser conferidas nos teasers com que o cantor vem servindo como aperitivos do disco em sua conta no Instagram, oportunidade em que ele também conta como foi a processo de produção e gravação do álbum. O disco parece, por sinal, vir cercado por rebuscada concepção estética tão ao gosto do artista que renovou a vertente poética do concretismo dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos. Aguardemos portanto pelas peças promocionais que devem acompanhar as faixas do álbum.

Arnaldo Antunes conseguiu pelo menos uma proeza com “Novo Mundo”: fazer David Byrne compor músicas inéditas. Desde as investidas bem espaçadas entre “Love This Giant”, feito em 2012 em parceria com Saint Vincent, e depois em “American Utopia”, de 2018, que Byrne vinha apenas reciclando composições antigas em seus shows. O ex-integrante dos Talking Heads aparece nas músicas “Não Dá para Ficar Parado Aí na Porta” e “Body Corpo”, que misturam com resultado curioso português e inglês em suas letras. Com Ana Frango Elétrico, Arnaldo ataca em duo na crítica comportamental de “Pra Não Falar Mal”. Tem a volta ao clima tribalista em “Sou Só”, escrita e cantada com Marisa Monte. A faixa título traz o rapper de grime e drill baiano Vandal e há a participação da companheira de incursões anteriores de Arnaldo, Márcia Xavier, nas faixas “Tanta Pressa pra Que?” e “É Primeiro de Janeiro”. Arnaldo musicou ainda uma letra inédita de Erasmo Carlos, “Viu, Mãe?” O disco promete.

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Ferveção na Lapa

A exposição Delícia Impressa movimentou o centro de agitação cultural Solar dos Abacaxis na rua do Senado, pertinho da Feira Rio Antigo da rua do Lavradio na Lapa, durante o fim de semana. Entre os expositores, Maria Cau Levy com cenas impressas do clipe que criou, ao lado de Caio Mazzilli, para a música “A Melhor Saída”, do álbum “Pique”, disco de estreia de Dora Morelenbaum. A composição é de autoria de Tom Veloso e a produção da faixa, como de todo o álbum de Dora, tem assinatura de Ana Frango Elétrico, co-produtora com Dora de “Sim Sim Sim”, primeiro disco do quarteto Bala Desejo.

Clipe de “A Melhor Saída”, de Dora Morelenbaum

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Show Carnavalesco da Banda Bicho

Baile no sábado de Carnaval na Audio Rebel, em Botafogo, Rio de Janeiro

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Carnaval Itamambuquense

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E deu Brasil na Festa do Oscar

Grande momento para o cinema brasileiro, para nossa literatura autobiográfica e uma oportunidade rara para o Brasil olhar para si mesmo, passar a limpo sua história e dizer que não vai ter volta.

O diretor Walter Salles Jr. na cerimônia em Los Angeles recebendo o prêmio de melhor filme estrangeiro para “Ainda Estou Aqui”

A comemoração pelo Brasil

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Lembrando Rubens Beyrodt Paiva

Semana de manifestações para lembrar e cobrar responsabilidades de militares pelo desaparecimento, assassinato e ocultamento do corpo de Rubens Beyrodt Paiva. Dois dos militares acusados de ligação direta com o caso seguem vivos: José Antônio Nogueira Belham e Jacy Ochsendorf e Souza. Outros, como Rubens Paim Sampaio, Raymundo Ronaldo Campos e Jurandyr Ochsendorf e Souza, têm familiares beneficiados por pensões pagas pela União, ainda que os militares sejam acusados de possível envolvimento em crimes de lesa-humanidade. O julgamento, não custa voltar a mencionar, aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal para sua conclusão, mas o Supremo já formou maioria para que o processo vá adiante.

Em frente à casa de José Antônio Nogueira Belham, manifestantes se reuniram para pedir justiça

A jornalista Juliana Dal Piva entrevistou os irmãos Marcelo e Vera Paiva para o Instituto Conhecimento Liberta, esmiuçando o caso

Reportagem da CNN Brasil dá detalhes sobre os militares acusados que gozam de pensões e daqueles que, mortos, têm familiares gozando de beneficios, ainda que pesem sobre eles acusações

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A Necessária Volta aos Anos de Chumbo

Grande dormida pessoal ter de aguardar todo o hype sobre o filme “Ainda Estou Aqui”, para comprar o livro de Marcelo Rubens Paiva de 2014 e ficar maravilhado com o rebuscamento, desprovido de pose, de sua narrativa. Sem querer colocar de lado as qualidades do filme que está fazendo com que Fernanda Torres, Walter Salles e toda sua equipe cinematográfica ganhem corações e mentes de plateias e de jurados de premiações mundo afora, é importante dizer que o livro tem qualidades muito particulares que acabaram não migrando para a tela.

Vale salientar, para os que já viram o filme, mas desconhecem o livro, que os dois apesar de terem como ponto de partida o foco na trajetória da mãe de Marcelo, Eunice Facciolla Paiva, e no incidente do sequestro e desaparecimento por militares brasileiros de seu pai, Rubens Paiva, têm abordagens bem distintas, especialmente pelo tratamento dado pelo autor de romances como “Blecaute” e “Malu de Bicicleta” à sua obra – um selo em sua capa adverte pertinentemente tratar-se apenas do “livro que deu origem ao filme”, estabelecendo certa distância entre os dois.

Ainda que seja uma narrativa autobiográfica, em que o interesse pelo assunto costuma se sobrepor às preocupações com o estilo, Marcelo Rubens Paiva capricha em sua escrita e entrega um texto apurado e primoroso. Para os que leram “Feliz Ano Velho”, outro relato autobiográfico, escrito por Marcelo quando o escritor e jornalista somava seus vinte anos, em 1980, a diferença em relação à elaboração de seu novo mergulho em seu passado é significativa. Imagino que muitos busquem diante de uma obra que consideram elaborada, tentar entender a partir do prazer que nos traz sua leitura como se deu a tal da arte da escrita. Para estes, deve-se destacar que estamos diante de um fino exemplar prático desta façanha, daqueles que nos arrebatam por completo.

Marcelo Rubens Paiva dá um show variado de descrições refinadas, criando até uma dicção própria como os grandes autores costumam fazer. Não há como não deixar de citar várias passagens. Muitas tratam sobre como trabalhamos com nossa memória, essa nossa companheira, que está aí a nos esclarecer sobre nossas existências e sobre como e por que vivemos. O processo é exemplificado por Marcelo tanto através da convivência com seus filhos, durante o período de crescimento e formação deles, como na maneira como o autor vê a luta de sua mãe com sua condição de paciente do mal de Alzheimer.

Há uma analogia particularmente interessante que vai e volta em seu texto surpreendendo o leitor. Ela tem sua origem em um incidente casual ocorrido com o autor. Marcelo bateu de carro próximo da rua Turiaçu. Em tupi-guarani essa palavra quer dizer “facho grande”. Esse “facho de luz” funcionava para alguns como uma fogueira que ajudava aos pescadores em seu trabalho noturno para coneguirem retornar à terra firme. Mas, segundo Marcelo, para alguém com Alzheimer, essa fogueira orientadora para os que estão no mar como que “se apaga com o tempo” não permitindo que eles voltem pra casa.

Vejamos mais um trecho descritivo sobre o papel de nossa memória exemplificado com o caso de sua mãe: “Foi advogada de ilustres e desconhecidos, foi consultora do governo federal, do Banco Mundial, da ONU. Para onde foi todo esse conhecimento?”. Marcelo faz um paralelo com o Major Tom, o personagem estelar de David Bowie, “num voo às cegas, na porta de sua nave, que parece uma lata fina. E que só pode concluir: “Planet Earth is blue, and there´s nothing I can do””. Pesquemos outra passagem que me impressionou especialmente e que vai na íntegra: “A memória não é apenas uma pedra com hieróglifos entalhados, uma história contada. Memória lembra dunas de areia, grãos que se movem, transferem-se de uma parte a outra, ganham formas diferentes, levados pelo vento. Um fato hoje pode ser relido de outra forma amanhã. Memória é viva”. Os spoilers ficam por aqui.

Pra além dos aspectos de virtuosismo narrativo e estético, temos a importância, que o livro compartilha com o filme, de ter reavivado, os tenebrosos anos de chumbo da ditadura militar brasileira alertando a todos para o perigo de um retorno de governos de inclinações ditatoriais. Depois de ter feito um mestrado, no início dos anos 1990, em que entrevistou pessoas que viveram os dois lados daquele momento, Marcelo esteve próximo e participou ativamente com sua mãe das muitas iniciativas que buscavam o esclarecimento e a reparação de crimes cometidos durante o período ditatorial iniciado em1964 e até mesmo antes dele.

De início acompanhando o desenrolar da Comissão de Mortos e Desaparecidos, criada por um admirador de seu pai, o presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1996. FHC teve, no entanto, que receber um empurrão de Eunice Paiva, para seguir adiante e criar a comissão. Depois Marcelo viu o surgimento da imprescindível Comissão da Verdade, no começo do govermo de Dilma Roussef, que investigou mais a fundo a bandalheira militar engendrada pelos governos militares de 64. É educativo, neste sentido, repassar todo o trabalho da Comissão da Verdade que se encontra disponível em site da Comissão e em seu canal de divulgação no YouTube.

O livro e o filme tiveram o papel de, ao que parece, também movimentar no STF o processo para condenação dos militares vivos (e dos herdeiros descendentes dos militares já falecidos que seguem recebendo pensões do governo brasileiro). Entre eles, estão os militares que tiveram participação na morte de Rubens Paiva. Processo que desde 2014, por uma suspensão determinada pelo ministro Teori Zavascki, não anda. Ao lado disso, O busto de Rubens Paiva, em frente ao espaço aonde funcionaram as instalações do DOI-Codi, no Rio de Janeiro, lugar em que o político e engenheiro foi torturado e morto, viraram ponto de visitação. O mesmo aconteceu com a estação de metrô Rubens Paiva, em que há outro busco do pai de Marcelo. Ela fica na Pavuna, nas vizinhanças de onde Rubens Paiva passava fins de semana ajudando com seus conhecimentos de engenharia os moradoradores de baixa renda a construirem suas casas. O próprio Marcelo, quando bem garoto, chegou a trabalhar nos mutirões qua aconteciam por lá.

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