Debate com a Comunidade Científica

Enquanto Fernando Gabeira (ex-PT, ex-PV, ex-PT de novo, ex-PV de novo, ex-parceiro do DEM de Cesar Maia em campanhas no Rio de Janeiro, ex-parlamentar a pagar passagem para familiar com dinheiro público) segue destilando seu tolo cinismo, os políticos consequentes estão na luta para termos um país mais justo e digno. E, afinal de contas, que mal há em se fazer um museu e espaço de observação astronômica em uma cidade ainda que pequena, mesmo que esse museu não tenha sido construído em sua administração? Ataque bobo e desnecessário. E a verdade é que há juízes achando que as eleições irão atrapalhar a lava-jato. Devem de fato estar pensando que o melhor talvez fosse cancelarmos as eleições para que a operação siga seu curso. Só rindo. Estão precisando voltar para seu quadrado, definitivamente. O evento “Conhecer Eleições 2018” teve encontros de presidenciáveis e seus representantes com a comunidade científica. Além de Ciro Gomes, que foi pessoalmente, merece ser vista também a intervenção muito pertinente do representante do Partido Novo, Diogo Costa.

Encontro “Conhecer Eleições 2018”

 Diogo Costa, representante do Partido Novo (a partir de 5 horas e 30)

Publicado em Ciro Gomes | Deixe um comentário

Meu Candidato por Ele Mesmo

A campanha contra é grande e pelo visto não terei a alegria de ver um presidente da república que sabe conversar sobre a teoria da relatividade de Einstein e a sua comprovação ao se observar a deflexão da luz solar durante um eclipse. Nem tampouco, alguém que bate papo com Elio Gaspari. De qualquer maneira, aqui vai mais um depoimento instrutivo para quem quer saber como tentar resolver alguns dos problemas do país. São tratados todos os assuntos essenciais: reforma política, previdenciária, tributária e ainda a discussão sobre a dívida pública, tudo explicadinho como nenhum candidato fez até agora (vejamos se Miriam Leitão, Elena Landau e Alexandre Schwartsman conseguem entender finalmente os tais “números amalucados do Ciro”). Reparem que na conversa nem se falou em ideias avançadas como as discutidas por Marcos Lisboa, Gustavo Franco e Fabio Klein no Painel WW, de William Waack, em que foi apontada a necessidade imperiosa de se considerar o que fazer com os tais direitos adquiridos e aparentemente intocáveis de uma casta de eleitos. E, sim, aquele domingo trapalhão foi mais um exemplo de que o judiciário está precisando voltar para a caixinha sob risco de roubar o protagonismo do MBL.

Entrevista à BandNews

Painel WW com Marcos Lisboa, Gustavo Franco e Fabio Klein

Publicado em Ciro Gomes | Deixe um comentário

Maratona Aquática

Revezamento com

os Profs. Marcos Lima e Júlia Vale

2017

20524274_1624429230921923_503827385_o20495715_1624427854255394_1429423097_o

20495529_1624431720921674_66342664_o-00120542970_1624430647588448_1796257366_o

2018

37938245_2027050937326415_9219092960937771008_n

37941732_2027050720659770_7683251241874358272_n37963622_2027051137326395_3386020201756622848_n

Publicado em Natação | 2 Comentários

Começando a Gostar de Pink Floyd

Composição de Syd Barrett em versão do multitaletoso Josh Turner

Publicado em Josh Turner | Deixe um comentário

A Copa do Mundo em Treze Edições

Captura de tela inteira 19072018 193758Os franceses se sagraram bi-campeões mundiais ao levarem, com todo o mérito, a fraca Copa do Mundo de 2018, que se encerrou na Rússia no último domingo. Derrotaram na final o bom time da nação separatista da Croácia que, depois de 5 Copas, fez a sua primeira decisão de mundial. Ficamos nas quartas de final perdendo para os belgas, que acabaram em terceiro lugar à frente dos ingleses. Seleções que tradicionalmente sempre se apresentam como cadidatas ao título foram caindo uma atrás da outra. A Alemanha, depois de perder para o México e para a Coréia do Sul, ficou ainda na fase de grupos e Argentina, Portugal e Espanha não passaram das oitavas de final.

Foi a minha 13a. Copa do Mundo. Acompanho o campeonato mundial de futebol desde 1970, ano que marcou a estreia das transmissões dos jogos ao vivo pela TV. Tinha 6 anos recém-completos na Copa da Inglaterra de 1966 e não recordo de ouvir os jogos pelo rádio. O interesse pelo futebol iria crescer em seguida ao Mundial da Inglaterra, quando meu pai passou a me levar ao Maracanã. Comparecíamos todo domingo e vez ou outra às quartas-feiras para o jogo noturno. O domingo de futebol para o tijucano começava cedo. Por volta das 14h30, ele já estava saindo de casa a pé em direção ao Maracanã. Ainda existiam as preliminares e eventualmente até mesmo jogos de garotos dos times de dente-de-leite, antes da rodada dupla.

Cheguei a ir algumas vezes nas cadeiras especiais cedidas por conhecidos que tinham seu assento cativo próximo à tribuna de honra. Dali, me lembro de ter visto Pelé fazendo uma de suas partidas pelo Santos. Quando não estava no Maracanã, seguia as rodadas da noite pelo rádio de pilha em um quarto que dividia com meu irmão menor em um apartamento de fundos na Conde de Bonfim (número 512, próximo ao Tijuca Tênis Clube), onde era acordado todas as manhãs às 6h30 com o apito da fábrica da Brahma.

Foi de lá que acompanhei uma decisão entre Botafogo e Vasco, com Gérson e Jairzinho em campo, que levou o time da estrela solitária ao bi-campeonato carioca em junho de 1968. Também no radinho ouvimos o milésimo gol de Pelé em um jogo entre Santos e Vasco da Gama, no dia 19 de novembro de 1969 (curioso que o goleiro Andrada, por sua determinação e garra para evitar o feito do nosso maior jogador, também saiu como herói no lance central do célebre jogo).

Captura de tela inteira 18072018 185106

Ainda neste quartinho, em uma pequena TV preto e branco Philco, vi a seleção de 70 balançar várias vezes as redes da Tchecoeslováquia e da Romênia, em dois daqueles jogos inesquecíveis. O mesmo ritual se repetiria contra o Peru e o Uruguai (dois jogos que, não sei por que, não tenho lembranças muito vivas). Já o sofrido jogo contra a Inglaterra, com um único gol de Jairzinho depois de uma belíssima virada de Tostão e passe de Pelé, foi assistido na casa de meu tio Hugo na Conde de Itaguaí, assim como a goleada na final contra a Itália.

Depois do tri-campeonato, o futebol se consolidou como uma religião nacional. A comemoração do título levou uma multidão no final da tarde daquele domingo 21 de junho de 1970 à rua Conde Bonfim em um carnaval que se estendeu noite adentro. Algo parecido com a festa que lotou o Champs-Élysées em Paris e as ruas de Zabreb, agora em 2018. A fascinação e entusiasmo pelo esporte fez com que meu pai incorporasse o ritual dos Mundiais à sua rotina. Toda Copa do Mundo, ele reservava o período dos jogos para tirar as suas férias, mesmo porque ainda não havia essa história de interromper qualquer atividade para se acompanhar os jogos do Brasil. E de qualquer jeito, a intenção era ver todos os jogos do mundial.

Captura de tela inteira 19072018 195855Para cada Copa seguinte, era comprada uma TV exclusivamente para marcar o acontecimento. A de 74 foi a primeira vista em uma TV a cores, mas se converteu em decepção. Havia jogadores da jornada de 1970 (Jairzinho, Rivelino, Piazza) e o reforço de Paulo César Caju. Ademir da Guia que era a grande novidade e que deveria ser a estrela do time, no entanto, só apareceu em campo em um único jogo. Ficamos em 4o. lugar e o time do técnico Zagalo não convenceu. As copas de 78, 82 e 86, foram reservadas para o gênio de Zico, Júnior, Sócrates e Falcão. Para todo Flamenguista, estes campeonatos se transformaram em momentos de puro futebol arte, daqueles que davam prazer de ver ainda que sem os resultados triunfais de antes.

A partir da década de 1990, os títulos voltariam a aparecer, entretanto, o interesse decaiu. Romário e Ronaldinho Gaúcho foram dois craques que muito me agradaram, mas Ronaldo Fênomeno, Adriano Imperador, Cafu, Robinho, nunca me entusiasmaram, a despeito de suas eventuais qualidades. Dunga como técnico azedou o que restava de interesse pelo selecionado. A geração de Neymar, Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e mesmo Firmino e Douglas Costa, deixam um pouco de confiança para os próximos desafios da seleção em mundiais.

Publicado em Cid Sá Freire, Copa do Mundo, Pelé | 1 Comentário

O Brasil em Oxford

É a primeira vez em uma eleição que aprendo, e muito, com um dos postulantes ao cargo máximo da República. Nunca isso havia acontecido comigo anteriormente. Tenho acompanhado as palestras de Ciro Gomes em Harvard (aquela escolinha em que se formaram Barack e Michelle Obama), na Sorbonne, em Oxford, e me instruído. Fico contente em ver uma pessoa que quer refletir sobre a realidade brasileira com conhecimento e vivência para isso. Do contrário, a corrida presidencial seria o tédio sem fim de sempre.

Vejamos, por exemplo, uma das intervenções dele em um fórum em Oxford (parceria da tradicional instituição com a London School), que teve a participação do professor Thimothy J Power, brasilianista e catedrático da universidade. Curioso observar como Oxford dá valor a conhecer e debater com políticos brasileiros de uma maneira que não parece presente entre os nossos acadêmicos.  Thimothy Power realiza a cada novo pleito um levantamento, através de entrevistas com todos os candidatos brasileiros sufragados a cargos eletivos, tendo como objetivo saber o que eles pensam sobre o mundo e o que imaginam que os levou até ali.

Em sua palestra, Ciro Gomes faz, para minha surpresa sem nenhuma anotação (tudo de improviso, portanto), uma descrição detalhada sobre a formação do estado brasileiro, de suas instituições e as transformações por que passaram desde o Império. Primeiro colocado no concurso para a Faculdade de Direito do Ceará, de onde saiu formado aos 21 anos, ele foi professor de direito constitucional e recorre a seus conhecimentos de então, bem como os adquiridos como professor visitante na Faculdade de Direito de Havard, para dar conta desta tarefa.

Aprendi com ele a distinção entre direito consuetudinário e direito positivo e suas respectivas influências na formação dos estados norte-americano e brasileiro. Ciro, que teve André Lara Resende entre os presentes em sua palestra (o filho de Otto Lara Resende também faria uma apresentação no Fórum), entrelaça esta explanação com fatos históricos, mostrando ainda seu lastro de erudição e vivência da história político-econômica brasileira.

Palestra de Ciro Gomes em Oxford

Como complemento, e em alguns momentos contraponto, à fala de Ciro Gomes, André Lara Resende discute, apenas hipoteticamente, qual seria o caminho se tivéssemos seguido a intuição de Eugênio Gudin em lugar das diretrizes do nacional desenvolvimentismo de Roberto Simonsen no Brasil dos anos 1950. Essa é parte da discussão do livro “Juros, Moeda e Ortodoxia – Teorias Monetárias e Controvérsias políticas” (PortFolio Penguin, 2017), resultado da permanência por dois anos de Lara Resende na Universidade de Columbia nos Estados Unidos.

Quando de seu lançamento, o livro foi objeto de grande polêmica entre economistas que, depois de artigos publicados no jornal Valor, se reuniram em um encontro no Insper. Nele, se chegou à conclusão que estas especulações, bem como políticas econômicas em geral, não são uma ciência exata com a qual se poderia auferir um resultado antecipado.  Ou seja, Lara Resende pode ser um entusiasta de Gudin, mas é mera especulação saber se suas ideias teriam levado o Brasil em uma direção que trouxesse mais benesses para a população de nosso país.

Durante o momento de debate da palestra do filho de Otto Lara, foi falado sobre a novidade que promete transformar finalmente a Internet em uma ferramenta democrática e que acarreterá uma mudança radical nas relações humanas. Esperemos que o blockchain (que ganhou a tradução de “protocolo da confiança”) cumpra o papel inovador e ousado que sua tecnologia prenuncia.

André Lara no Brazil Forum UK

A intervenção de Ciro Gomes e André Lara Resende pode ser complementada pela leitura da obra “A Moeda e a Lei” (Zahar, 2017), recentemente lançada por Gustavo Franco, que toca em mais detalhe obviamente, em um livro que beira as mil páginas, nos mesmos tópicos comentados no fórum. Diferentemente de Ciro e de maneira similar a André Lara, Franco privilegia o aspecto econômico (ainda que lembre que a unidade monetária não funciona sem amparo jurídico, como indica o título) discutindo o período que vai de 1933, momento da criação de nossa primeira moeda fiduciária, ao Brasil de 2013. Comenta ainda um pouco do momento posterior.

36832223_1994192570612252_4658760904395980800_n

Publicado em Ciro Gomes | Deixe um comentário

Convite aos Leitores

“O Lacan da Lapa e Outras Histórias” em e-book Kindle na Amazon

Captura de tela inteira 30062018 233213Durante a preparação de minha tese de doutorado sobre a obra Nelson Rodrigues, tive obviamente que ler todos os textos produzidos por seu gênio criador. Crônicas, peças, folhetins e ainda os contos de “A Vida como Ela É…”. Só para a sua coluna no jornal Última Hora, de Samuel Wainer, o escritor produziu cerca de 700 contos. Um número sem paralelo na história da literatura mundial. Depois de passar e repassar estes contos, começaram a me ocorrer histórias em que me esforçava involuntariamente por seguir o modelo de escrita empregado pelo escritor. Em algumas delas, certamente por carência de lastro ficcional de minha parte, repetia a prática do autor de recorrer a episódios do cotidiano.

É sabido que Nelson criou muitos de seus contos a partir de incidentes que soube por intermédio de amigos e conhecidos. Quando alguém tinha um caso curioso para relatar, ele pedia que a pessoa o narrasse em seus mínimos detalhes. Aconteceu coisa semelhante com alguns dos contos de “O Lacan da Lapa e Outras Histórias”, uma coletânea de narrativas que estou lançando em e-book Kindle pela Amazon.

Em um almoço de família, por exemplo, um primo contou uma dessas passagens inacreditáveis sobre as relações entre um genro e sua sogra. Todos ficaram boquiabertos e custaram a crer na história que ouviam. Acompanhei com interesse os detalhes e tratei de inseri-los em “Santa Sogra”, texto que abre a coletânea de contos. Em outra ocasião, na sala de professores de uma universidade, surgiu um caso sobre um casal de longa e fiel vida conjugal, dessas que resistem a tudo. Mas claro que havia alguma indiscrição e o professor que narrava os fatos fez questão de pontuá-la em minúcia. Saibam tudo em “Unidos para Além da Vida e da Morte”, título tirado de uma epitáfio muito querido a Nelson.

Ao visitar, por puro acaso, pois não estava procurando lugar onde morar, um apartamento para locação em Ipanema com uma corretora amiga, ela me relatou detalhes do que acontecia de forma escancarada na sala de atendimento de um psicanalista, sala esta que dava de fundos para o apartamento que estava sendo locado. Juntei estas informações à vivência de uma amigo psicanalista que se mudou para a Lapa e nasceu a narrativa que dá título ao livro.

É sabido que Nelson Rodrigues lançava dados biográficos de sua trajetória em seus contos. Por isso, recorri a momentos de seu percurso de vida e tratei de incluí-los em várias das histórias. Como, por exemplo, uma passagem ocorrida com um amigo de Nelson dos tempos de O Globo em sua sede do Largo da Carioca. O incidente trágico, acontecido com o jornalista Pereira Rêgo, viraria o tema de “O Beijo no Asfalto”. Para a peça, Nelson alterou muito da história que foi assunto de farto noticiário dos jornais da época, inclusive do próprio jornal em que trabalhavam. Recuperei um pouco da veracidade do acidente sofrido pelo colega de redação de Nelson, ainda que tenha trabalhado a voltagem ficcional da passagem.  Convido o leitor a conferir o resultado em “O Beijo do Largo da Carioca”.

Incluí ainda uma peça radiofônica que preparei para uma gravação com professores e alunos de uma escola em que trabalhei. “Um Paraíso Perdido” foi uma homenagem aos 100 anos de morte do escritor Euclides da Cunha. Festejávamos na ocasião a data com a gravação em áudio de trechos de suas obras e aproveitei para escrever um esquete de rádio para celebrar o momento. Além da admiração que Nelson nutria pelo escritor, a trajetória de vida de Euclides sugere um episódio de “A Vida como Ela É…”.

Depois da leitura, aos mais empenhados leitores, há a possibilidade de fazer uma resenha para o site da Amazon, compartilhando suas impressões sobre “O Lacan da Lapa e Outras Histórias”.  Torço para que se divirtam tanto durante a leitura, quanto me diverti ao escrever cada narrativa.

Publicado em Nelson Rodrigues | 2 Comentários

A Difícil Convivência com o Talento e a Graça Alheia

Linda, articulada, desenvolta, Manuela D´Ávila me lembrou a personagem de um de meus contos que cometeu a indelicadeza, a desfaçatez, a impudência, que teve mesmo o atrevimento, imaginem, de nascer bonita e inteligente (aliás, vem aí “O Lacan da Lapa e Outras Histórias”, em breve em e-book em uma loja virtual). A candidata do PCdoB enfrentou uma bancada com entrevistadores que seguem o modelo preconizado pelo juiz mandão (aquele que acha que as leis e sua observância só existem para os outros). Foi interrompida nada mais nada menos do que 62 vezes (em menos de 90 minutos de programa). É o Brasil colocando em prática um jeito bronco de ser. Quanto mais rude, ríspido, impolido, mais admirado. Qualquer dia aparece um de arma na cinta, metralhando os moradores da periferia e usando lança-chamas contra os sem-terra.

Roda Viva com Manuela D´Ávila

Publicado em Manuela D´Ávila | Deixe um comentário

Comentaristas ou Marqueteiros Anti-Ciro Gomes?

Dicionários, enciclopédias e outros compêndios de referência não foram feitos para humilhar ninguém. Por isso, e especialmente em uma época em que temos versões modernas on-line à velocidade de um clique, como a Wikipédia por exemplo, não se compreende como jornalistas ainda teimem em desprezá-las em lugar de confessarem sua suprema ignorância e recorreram a estes fundamentais instrumentos de consulta.

O resultado é que acabam confundindo alhos com bugalhos, enxergando racismo (cuja definição parecem desconhecer) onde ele inexiste (mais do que qualquer outra coisa por pressa em criticar sem conhecimento de causa) e tendo que tomar lição no ar com o titio Marcelo Madureira.  Tudo isso a despeito de o verbete sobre o “capitão do mato” com uma ilustração de Rugendas ser preciso em sua descrição e merecer ser visitado para lembrarmos desse personagem abominável da história brasileira (aquele que militava contra o seu próprio grupo identitário).

Captura de tela inteira 23062018 114312

A intervenção desastrosa é consequência da campanha insistente que alguns comentaristas da rádio Jovem Pan de São Paulo vêm fazendo contra a candidatura de Ciro Gomes. O tratam com uma falta de deferência e mesmo de respeito mínimo que contrasta com o tom amigável que dispensam aos outros candidatos. E vejam que o currículo de Ciro Gomes, em termos meritocráticos, não tem paralelo entre os que se preparam para a disputa presidencial deste ano.

Ciro foi docente de direito tributário e constitucional em universidades brasileiras, prefeito, deputado estadual, deputado federal, governador e ministro de estado por duas vezes (na primeira delas, criador, com FHC, Pedro Malan, Gustavo Franco, Persio Arida,  André Lara Resende, do plano real). É ainda autor de livros acadêmicos e já foi professor visitante na faculdade de direito de Harvard por um ano e meio. Para os comentaristas da Jovem Pan tudo isso é pouco em 60 anos de vida.

Para os marqueteiros anti-Ciro, ele é um coronel, um barão do nordeste, herdeiro de capitania, ainda que tenha alcançado projeção muito maior do que seu pai, José Euclides Ferreira Gomes Júnior, que foi apenas prefeito de Sobral por um único mandato (entre 1977 e 1983), ou do que qualquer outro de seus irmãos. O nome disso é mérito pessoal.

Quanto ao artigo de Alexandre Schwartsman na Folha de São Paulo, há duas semanas atrás, que a comentarista parece não ter lido em detalhe para discuti-lo com Ciro Gomes, ele está disponível na Internet. As reações fortes de Ciro procedem. Schwartsman foi o primeiro a atacar. Acusou a equipe de consultores para assuntos de economia do candidato de má-fé e covardia (foram os termos usados pelo articulista). Está lá para os que quiserem verificar.

O ataque se apoia em uma besteira de nomenclatura que nada ajuda no debate e na caracterização do alto montante da dívida pública. A sensação que se tem é que Schwartsman estava tentando impressionar seus clientes mostrando que sabe identificar contradições e falta de preparo no “candidato de esquerda”. Atitude boba, ultrapassada e que não se comprova. A analogia do aluguel de um imóvel para explicar a dívida pública se revelou ainda, do ponto de vista pedagógico, inadequada.

No artigo desta semana, Schwartsman tentou responder sem discutir, atacando (imaginem só) uma suposta falta de compreensão dos manuais do FMI. Reclamou ainda da respota dura de Ciro, como se ele não tivesse começado o ataque. O despropósito dos comentários do colunistas não escaparam de imediato às mensagens dos leitores no site da Folha.

Captura de tela inteira 24062018 092457

Programa da Jovem Pan

Entrevista com o candidato na emissora paulista

Publicado em Ciro Gomes | Deixe um comentário

Um Presidente Culto, Instruído, que Pensa, Pondera e Sabe Argumentar

Ciro Gomes em Conversa Informal com Caetano Veloso

Publicado em Ciro Gomes | 1 Comentário