Pandemia do Coronavírus em Tempo Real

Dados do Coronavírus em Atualização Permanente

Uma rede de compartilhamento de dados vem tentando manter com atualização permanente a disseminação do Coronavírus ao redor do mundo, doença que já atingiu quase 250 mil pessoas com um total de mais de 10 mil mortes. Iniciada na Coreia do Sul no dia 26 de janeiro deste ano, a contagem dos casos e mortes é atualizado por uma rede de colaboradores. O canal Roylabs Stats, que trabalha com estatísticas variadas, da evolução do Pisa no globo à expectativa de vida por país no planeta, organiza automaticamente os dados fornecidos pelos colaboradores. Recorre a uma série de sites que coletam dados sobre o assunto em lugares como Japão, Estados Unidos e Canada. Os dados brasileiros vêm da página da Wiki brasileira dedicada ao Coronavírus.

A Itália é o segundo colocado em número de casos e o primeiro em número de mortes hoje. Ultrapassou a China que aparece como o país com maior número de casos do COVID-19. Proporcionalmente, a Itália segue como o país onde a situação é mais grave até o momento. O Brasil está em 25o lugar em número de casos e ao que tudo indica tomou as providências necessárias antes de a situação ficar crítica, diferentemente do que se deu com os italianos. Resta saber como o Índice de Desenvolvimento Humano da população irá influir nos dados futuros.

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Contra o Coronavírus, Stipe Recomenda…

The End of the World as We Know It

michaelstipe.com

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Dois Anos Sem Resposta

A imagem pode conter: 1 pessoa, multidão e atividades ao ar livre

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O Coronavírus e a Saúde do Planeta

Conversa com dados e informações relevantes sobre o Coronavírus com a economista Mônica de Bolle (em entrevista ao jornalista Luis Nassif)

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Bowie Festejado por seu Fã-Clube

Por Carolina Landi

O musical Lazarus, criado por David Bowie e pelo dramaturgo irlandês Enda Walsh, que estreou em Nova York em temporada off-Broadway com a presença do Cameleão na plateia em dezembro de 2015, pouco tempo antes de ele nos deixar, é inspirado no romance O Homem que Caiu na Terra, de Walter Tevis, e no filme homônimo rodado em 1976 por Nicholas Roeg tendo o próprio Bowie como protagonista.

Dirigida por Felipe Hirsh, a versão brasileira do musical passou por São Paulo no segundo semestre do ano passado e está encerrando sua temporada carioca este final de semana. Lazarus traz o ator Jesuíta Barbosa interpretando o personagem Thomas Jerome Newton, um alienígena procurando uma maneira de voltar a seu planeta de origem. Enquanto isso não acontece, ocupa seus dias consumindo vorazmente gim e preso às lembranças de uma garota (Bruna Guerin), inspirada na Mary Lou (no cinema, vivida pela eterna estrela de American Grafitti, Candy Clark), a terráquea com quem se envolve afetivamente.

A encenação brasileira possui um cuidado técnico apurado que confere status de super produção à montagem, ainda mais se comparada à versão britânica de 2016, como nos mostra esse registro no YouTube. Para entender minimamente o musical, que tem estrutura fragmentária, é preciso conhecer um pouco a história do livro, ou mesmo rever o filme, embora a grande estrela da peça seja realmente sua parte musical que na atual montagem ganhou direção requintada com assinatura de Maria Beraldo e Mariá Portugal.

A dupla recriou com classe 18 músicas de diversas fases da carreira de Bowie, incluindo sucessos como “Life on Mars” e “Rock´n Roll Suicide”, faixas mais obscuras como “It´s no game”, do disco Scary Monsters, de 1980, além de quatro composições do último álbum do artista, Blackstar. Para fãs, categoria na qual me incluo, dá gosto ver essas canções com uma banda ao vivo, em versões muitas vezes nada óbvias, mas igualmente maravilhosas.

O próprio Bowie, para deleite desta que vos digita (e cuja entrada na vida se deve a essa pérola setentista baixada no remoto Kazaa em meados de 2003), aparece em imagens de arquivo no telão, em trecho do documentário Cracked Actor (1974) da BBC de Londres (ouvindo (You make me feel) Like a Natural Woman, de Carole King, no rádio de uma limousine). Encerrando o musical há ainda o clipe original de Heroes com the Thin White Duke atacando com suas costumeiras poses. É velho e conhecido, mas não nos cansamos de ver. Uma escolha especialmente feliz para fechar toda aquela celebração.

Uma crítica publicada na Folha de São Paulo disse que “a melhor maneira de apreciar “Lazarus” (…) é se deixar levar pelas imagens e pela interpretação da música, como num show elaborado, em que cada canção é uma peça fechada em si mesma”. Concordo plenamente. E Hirsh soube se cercar por músicos e cantores extremamente competentes  que conseguiram cumprir a difícil tarefa de recriar o repertório de monsieur Boviê (só “Rock´n´Roll Suicide” parece mesmo impossível de ser cantada sem algum constrangimento por outra pessoa).  

Outro ponto alto da peça diz respeito a concepção visual da montagem com cenário criado pela insuperável Daniela Thomas e por Felipe Tassara. No palco temos um piso móvel, com espelho ao fundo, no qual se projetam imagens iconográficas e vídeos, como uma miragem da nave que Thomas Newton tanto busca na tentativa de dar fim à sua passagem pela Terra. Ficaram curiosos? Não percam, é só até domingo no Teatro Multiplan do Village Mall, na Barra da Tijuca.

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Bora, Bernie, Virar a Maré do Atraso

Sanders na Carolina do Sul

John King e as perspectivas para a Super Terça

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Revanche Lusa

Adnet nos bons tempos da “Comédia MTV”

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Humores Lusitanos

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Dizem que os portugueses andam fulos da vida com as hordas de brasileiros que têm aportado em terras lusitanas. Quando ouço o comentário, me vem à memória a pessoa do seu Valverde. Enquanto morei no apartamento de meus pais na rua Barão de Ipanema, 124, em Copacabana, ele vivia com sua família em uma unidade no último andar, na tradicional residência do porteiro chefe, dois lances de escada abaixo ficava nossa casa. Durante o dia, colocava ordem no prédio se apresentando sempre como a pessoa responsável por tudo o que ocorria em suas dependências, especialmente no espaço da entrada social e da garagem que naquela época não possuíam ainda grades prisionais e viviam com suas respectivas portas escancaradas para quem quissesse entrar. O visitante precisava apenas se identificar com o seu Valverde, que se apresentava sempre como o “pruteiro da prutaria”.

Como o sobrenome sugere, tinha origem portuguesa e apesar dos muitos anos por aqui, mantinha o sotaque intocado. O mesmo acontecia com os donos da Panificadora e Confeitaria Flor de Copacabana, quase na esquina com a rua Constante Ramos, que fornecia o pão francês e o leite tipo B ensacado em plástico da CCPL do café da manhã, todos os dias. Aliás, ainda são os mesmo portugueses a administrá-la. Também mantinham, assim como seu Valverde, a pronúncia característica. Imagino que sigam como donos da padaria pois um deles ainda vejo aqui perto de casa na ciclovia da Toneleiros pedalando sua bicicleta por volta da hora do almoço. Para ficarmos nas imediações da Barão de Ipanema, poderia citar os proprietários do restaurante, infelizmente desativado, Ponto de Encontro, com seu filé ao molho madeira, seus pastéis de nata e outros pratos e sobremesas deliciosos com os quais aplacava a fome.

Menciono todos esses fatos para lembrar que não me recordo de nenhuma animosidade ou desconfiança em função da nacionalidade de seu Valverde e dos distintos donos da Flor de Copacabana e do Ponto de Encontro. Por isso, me causa certa surpresa saber destas notícias de além-mar. De minha parte, sinto que teria grande dificuldade de viver em terras lusas. Acho uma sociedade muito conservadora e mesmo afetivamente incompreensível para mim. É uma outra cultura, um outro jeito de viver. E olha que falo isso em pleno governo vocês sabem de quem.

Se fosse passar uma temporada em Portugal, seria para ajudá-los a ter um melhor entendimento do idioma que compartilhamos. Iria com fito de explicar por exemplo que a palavra “sinal” começa com esse e não com cêagá e para alertá-los sobre o uso ainda corrente das vogais, muito apreciado pelos cariocas particularmente. Gregório Duvivier chamou a atenção de Ricardo Araújo Pereira para este último aspecto e ele se desculpou em nome de seus conterrâneos afirmando que dizer muitas vogais cansa os maxilares.

Uma mesma língua, muitas diferenças, caprichos, veleidades, cismas

Vou contar um caso para exemplificar as dificuldades culturais advindas da convivência com a cultura lusa. Digamos que uma senhora de nossa sociedade, cujo nome deve ser preservado, recebeu em uma ocasião em sua residência, em visita ao Rio de Janeiro, um gajo lisboeta. Tratava-se de um colega de estudos e pesquisas que, não consigo conter a indiscrição, se tornaria seu namorado. Certa manhã ao se dirigir à área de serviço do apartamento, a carioca que andava fascinada com o gajo luso deu de cara com o ilustre visitante trepado em cima de um banquinho, lutando para alcançar o varal e colocar sua toalha molhada para secar.

Aqueles com os quais dividimos o idioma têm de fato, como podemos concluir do episódio narrado, uma percepção bem distinta da nossa sobre o mundo e sua lógica. A teoria do Gregório Duvivier é que eles fazem isso cinicamente para ver como reagimos e rir de nós sem demonstrar. Não acho que seja sempre o caso, mas vá lá, não deixa de ser uma hipótese interessante.

Riso e religião para os portugueses 

Embarcamos nessa conversa toda porque minha mãe acaba de se tornar mais uma brasileira com cidadania portuguesa. Foi uma iniciativa de alguns de meus irmãos, porque ela já disse que não sai de Copacabana em hipótese alguma. De qualquer forma, está de posse do seu assento de nacionalidade, documento que conseguiram para ela a partir da ascendência via meu bisavô, Bernardino Teixeira de Freitas, nascido em julho de 1861 em Braga, uma cidade pequena, de aspecto medieval e muito simpática. Estive por lá em 2014 apresentando um trabalho sobre a trinca formada por Mario Filho, Jaguaré Bezerra de Vasconcelos e Fausto dos Santos, que teve como pano de fundo a primeira excursão do Clube de Regatas Vasco da Gama à terrinha. A partir da história da cidadania de minha mãe ficou aquela vontade de também me juntar a meus irmãos para conseguir a segunda nacionalidade que nos liga aos antepassados de minha avó Bertha Teixeira de Freitas, falecida quando eu ainda era criança e de quem guardo umas poucas lembranças. Vejamos no que vai dar.

O maranhense Wandson Lisboa adaptado à vida e à cultura portuguesas 

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Um Dia Chego Lá, Enquanto isso…

Maldivas Paradisíaca

Os frequentadores mais assíduos deste espaço estão cansados de saber que um dos sonhos deste blogueiro é acompanhar in loco o circuito da Liga Mundial dos Surfistas Profissionais. Deve ser mesmo muito chato essa história de rodar o planeta atrás de praias como as da costa da Austrália, dos Estados Unidos, da África, da Indonésia, de Portugal e de França. A parada no Taiti é a mais invejada e é uma pena que Fiji tenha saído da rota para entrar aquela piscina no Texas criada por Kelly Slater e pela WSL. Tem gente que ganha dinheiro para ir a esses lugares. E há patrocinadores que levam alguns felizardos, como o casal Tatiana Weston-Webb (nossa representante feminina nas Olimpíadas de Tóquio ao lado de Silvana Lima na estreia do surfe em 2020) e o namorado Jessé Mendes, para conhecerem as Maldivas, outro destino paradisíaco.

A bem da verdade, a brincadeira de seguir o circuito pode sair muito cara até para quem vive disso. Para aqueles que, ainda que sejam atletas conhecidos, não estão no topo da elite do esporte e não faturam os 491,600 dólares em premiação que o Ítalo Ferreira embolsou o ano passado, há uma grande batalha. Para participar dos eventos, o sujeito precisa ter disponível ao menos 100 mil dólares a serem gastos por conta própria em passagens, alimentação e hospedagem. É o que contam. Tanto que alguns dos 40 surfistas da Liga, especialmente aqueles que não estão tão bem ranqueados (e que não contam com patrocinadores, portanto), necessitam recorrer ao improviso buscando o auxílio dos amigos com a famosa vaquinha para fazerem frente a esse gasto.

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Tento contornar minha sede por praias, indo passear todo verão em Búzios. Desta vez, estive por lá na companhia daquele que é alexandrino até no nome, Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (“Olavo Bilac: Obra Completa”, Nova Aguilar, 1997), de Claude Lévi-Strauss (“Tristes Trópicos”, Companhia das Letras, 2019) e dos autores selecionados por Bráulio Tavares para a coletânea “Páginas de Sombras: Contos Fantásticos Brasileiros” (Casa da Palavra, 2003). Sim, senhores, também tenho (e não são poucas) minhas deficiências, omissões, lacunas de leitura. Livros que não conheci quando devia ou que repousavam na estante aguardando que os tirasse de lá para deambular por aí.

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Não tinha dado a devida atenção à antologia que Bráulio Tavares com todo o cuidado organizou para o segmento da literatura fantástica brasileira. Impressionante como o escritor paraibano tem coisas a dizer sobre o assunto. Ajudado por Borges, ele lembra que o realismo (aquela invenção que Tom Wolfe diz ter sido tão fundamental para o romance na segunda metade do século XIX quanto a descoberta da luz elétrica foi para nossas vidas) não passa de “uma excentricidade recente”, pois “o fantástico foi a linguagem preferida dos escritores do mundo inteiro, em todos os tempos”. É certo que dentro da concepção ampla do gênero em sua vertente brasileira apontada por Bráulio cabem autores e obras tão diversos quanto Mario de Andrade e seu “Macunaíma”, Guimarães Rosa e seu “Grande Sertão: Veredas” e mesmo Carlos Drummond de Andrade, que está entre os escritores selecionados para a antologia, com o conto “Flor, Telefone, Moça”.

Há contos de autores contemporâneos como o companheiro de rotina de nado livre na BodyTech 2 Rubens Figueiredo e a contista Heloisa Seixas que parece ter tomado gosto pelo assunto (tanto assim que traduziu anos depois “O Poço e o Pêndulo”, de Poe). Uma parcela significativa da coletânea saiu de autores do final do século XIX e começo do XX. Coelho Netto, Aluísio Azevedo e Machado de Assis representam bem o que seria o fantástico para a geração do Oitocentos.  Acima de tudo, há nessa miríade de autores uma interessante variação em torno do tema da literatura fantástica, que nos leva à escrita refinada de Origenes Lessa e de Lygia Fagundes Telles, em dois contos ótimos.

“Demônios”, o conto-quase-novela de Aluísio de Azevedo, que fecha a antologia, narra indiretamente a rotina dos poetas e escritores brasileiros de sua época que se sentavam todos os dias com seus bicos de pena à escrivaninha para redigir seus textos, algumas vezes em um quase breu. Talvez por isso, Olavo Bilac, por exemplo, gostava de trabalhar das 5 às 10 da manhã, antes de dar sequência ao seu dia que se encerrava no final da tarde na porta da Colombo na rua Gonçalves Dias, local para onde mudou-se para beliscar, beber e ser admirado pelos fãs, depois de brigar com o dono da Confeitaria Paschoal na rua do Ouvidor.

E foi em meio a uma de suas manhãs de trabalho que ele recebeu Paulo Barreto, ou João do Rio, em sua residência na rua Dois de Dezembro, na mesma casa em que Bilac foi seduzido pela espiã francesa Eduarda Bandeira atrás dos planos do dirigível de José do Patrocínio. Ao contrário do passa fora que deu na sedutora e aventureira Eduarda, o poeta conversou contente da vida com João do Rio tratando sobre a sua famosa ourivesaria na preparação de seus caprichados versos. Versos que segundo Mario de Andrade, que os ouviu serem recitados em encontros sociais, ficavam ainda mais belos na voz do autor.

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De Bilac saltamos algumas décadas e chegamos ao professor que inaugurou a cátedra de antropologia no Collège de France. Uma surpresa constatar que foi um capricho do destino que levou Lévi-Strauss a abraçar a antropologia e a vir ao Brasil conhecer, registrar, documentar, a história de tribos como os Nambiquara, os Bororo, os Tupi-Cavaíba. A experiência seria central para delinear os caminhos que marcariam a antropologia e fixariam a etnográfica como uma ciência. A visão depreciativa da paisagem do Rio de Janeiro mencionada por Caetano Veloso em “O Estrangeiro”, se deve menos a uma tipificação de fato do que a uma manifestação contrariada de alguém que esteve por pouco tempo por aqui e que rumaria para se estabelecer em São Paulo.

Susan Sontag no ensaio “O Antropólogo como Herói”, em que resenhou “Tristes Trópicos” (resenha publicada na The New York Review of Books em 1963), coloca o livro ao lado dos relatos autobiográficos de Montaigne em seus ensaios e de Freud, em “A Interpretação dos Sonhos”. Nos diz a escritora americana ainda que  “[…] a antropologia, para Lévi-Strauss, é um tipo intensamente pessoal de disciplina intelectual, assim como a psicanálise. O estágio de trabalho de campo é o equivalente exato do treinamento de análise por que passa um candidato a psicanalista”. Em seu ensaio, Sontag comenta também que, para o autor de “Antropologia Estrutural”, seu nascente campo de pesquisa deveria ser entendido como uma ciência e não como um campo de estudo afim aos estudos especulativos da área de humanas. Engraçado como Lévi-Strauss vai endossar essa percepção de sua obra apoiado em Saussure e na escola Jakobsoniana que teriam colocado, segundo ele, as pesquisas linguísticas em um patamar próximo ao dos estudos em ciências exatas.

Foi de um telefonema de uma pessoa com quem não tinha muita afinidade que Lévi-Strauss recebeu a proposta de se “entregar ao exótico, ao estranho, ao outro”, típico de poetas, novelistas, que, como observa Sontag, partiram para conhecer a Ásia, o Oriente-Médio e a mítica América. Para a ensaísta, “Lévi-Strauss inventou a profissão do antropólogo  como uma ocupação totalizante, aquela que envolve um comprometimento espiritual como a dos artistas criativos ou dos aventureiros ou do psicanalista.”  Sua estadia no Brasil foi um verdadeiro ritual de iniciação. Parece difícil encontrar alguém que se prontificaria a passar pelo que ele passou em prol de sua profissão e do que ele entendia como ciência.

“Alexandrino” no ofertório da família Veloso

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Muita Prece Nessa Hora

Ano Novo Blog 2

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