Conversa de Ontem com Crica Rodrigues sobre o Profeta Tricolor

Com Crica no Instagram

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Seguem os Treinos

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Rodriguiando com Crica Rodrigues

É hoje, às 17h, no Instagram. Converso com a atriz Crica Rodrigues, neta de Nelson Rodrigues e foliona do Bloco do Barbas e do Superbana (@kiko.pedrosa ou @cricarodriguesoficial).

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A Pandemia e os Negacionistas

Site da Johns Hopkins dedicado ao covid-19 

Covid 1 JH

O Brasil ultrapassou a marca dos 100 mil mortos pela pandemia do coronavírus e os Estados Unidos a dos 150 mil. Ainda que proporcionalmente os dois países sejam o 10o. e 11o. em mortes por covid-19 hoje, a marca é assustadora. Especialmente quando nos lembramos da maneira canhestra, relapsa e negacionista com que os presidentes destes dois países têm tratado o assunto. Na Itália, a população já está se mobilizando para cobrar judicialmente responsabilidades pela administração omissa da pandemia em um movimento que, espera-se, venha a ser global.

No Worldmeters os números em termos proporcionais

Worldmeter

Em seu site, o amigo João Araújo, professor da UERJ, mostra em que lugar estaria cada estado brasileiro se representasse um país (atualização do dia 5 de agosto)

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Aquecimento pra FLIP

Paulo Henriques Britto fala sobre Bishop para a 451 MHz

Screen Shot 2020-07-29 at 08.04.23Ouvir e ler Amyr Klink trouxe saudade daquela terra que no passado foi o território limítrofe entre o domínio dos povos guaianás e tupinambás-tamoios, às margens do rio Perequê-Açu. Ali, hoje estaria começando a Festa Literária Internacional de Paraty que deve acontecer, esperamos, em novembro. A turma do cancelamento já torceu o nariz para a escolha de Elizabeth Bishop como a homenageada desta 18a. edição da Festa.  Para defender a propriedade da opção dos organizadores, nada melhor do que um especialista e tradutor da autora como Paulo Henriques Britto, que conhece como poucos não só a obra como a trajetória intelectual de Bishop. Nesta entrevista, realizada para o 451MHz, podcast de uma das melhores revistas literárias que temos, Paulo Werneck, curador de edições passadas da FLIP e editor da QuatroCincoUm, conversa longamente sobre o percurso de Bishop, suas relações com o Brasil e a cultura brasileira, as particularidades das traduções que Paulo Henriques fez para os poemas da escritora e sobre o tal do suposto apoio da autora americana ao Golpe de 1964.

vani ribeiro

Foto de Vani Ribeiro

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Por Mares Nunca Dantes…

“Cem Dias entre Céu e Mar” na Rádio Companhia

Amyr 1

Quando ouço as histórias do Amyr Klink, fico pensando na muito compreensível sensatez dos lunáticos. Já se foram 35 anos de sua travessia solitária do Atlântico Sul a remo. Desde a Namíbia até a chegada a Bahia, foram 7 mil km em 3 meses e uns poucos dias, um teste de resistência muito superior a qualquer quarentena. Tudo foi contado, e bem contado por sinal, com refinada estrutura narrativa e imagens ótimas, em um livro delicioso de se ler e de se ouvir. Há um ano, “Cem Dias entre Céu e Mar” (Companhia das Letras, 1995; 1a. edição da José Olympio, 1989) se encontra disponível também como audiolivro e agora, durante a pandemia, a editora Cia das Letras liberou a fruição da obra gratuitamente em sua página na Internet.

A invernada no Polo Sul, seguida do singrar do oceano Atlântico em direção ao Ártico, registrada no livro “Paratii – entre Dois Polos”  (Companhia das Letras, 1990), e a circunavegação da Antártica, narrada em “Mar sem Fim” (Companhia das Letras, 2000), são consideradas, com justificada razão por força da dificuldade insuperável que essas duas aventuras representaram, os maiores feitos de Klink. Mas, aos olhos dos que fogem a qualquer preço de desafios inexplicáveis, a travessia a remo parece de longe, dentre as três, a menos penosa e mais sublime. As outras lembram o esporte sem graça dos que se lançam a descer ondas gigantescas no mar de Nazaré, sabe-se lá por que.

Amyr Comenta sua Primeira Façanha

Ainda que remar oito horas por dia durante três meses não pareça uma escolha prazerosa, os momentos de calmaria em “mar de azeite” devem ter rendido contemplações maravilhosas do oceano e de sua fauna em ambiente bem menos inóspito do que no frio glacial antártico. É verdade que a agitação do mar, rendeu também seus instantes de aperto, assim como a aproximação de tubarões famintos, que queriam tirar os crustáceos do casco do bote I.A.T. (nome da empresa patrocinadora) de Amyr para atrair sua muito desejada refeição de dourados, e de baleias curiosas.

E pensar que o gosto pelo remo começou nas ruas da cidade a qual o navegador sempre esteve ligado. Aquelas mesmas que alagam com a subida da maré e nas quais, quando menino, Amyr, que mal sabia nadar, utilizava para dar seus passeios e cumprir até missões prosaicas como ir à padaria comprar pão. A paixão cresceria com sua iniciação no remo competitivo na USP durante o período em que cursava Economia em São Paulo. Seria acompanhada também pelo interesse em projetar canoas, barcos e organizar façanhas, bem como périplos inusitados globo afora.

Quando não está em sua casa sem luz e sem luxos em Jurumirim em um pedaço de terra onde só se chega pelo mar, Klink passa seus dias em seu escritório em São Paulo. Cercado por uma coleção encadernada da National Geographic, por remos feitos de forma artesanal por pescadores e por relíquias náuticas de suas expedições – como o sextante a que teve de recorrer para calcular seu posicionamento no Atlântico em época anterior a chegada do GPS -, ele cuida de sua rotina de palestras, novas expedições e livros.

Leitor dedicado, depois de passar pelos inevitáveis clássicos ficcionais que têm como tema a navegação, se viu dando preferência aos relatos reais. Independentemente dos humores de suas preferências, parece ter aprendido a se utilizar de recursos narrativos que conheceu e com os quais se entreteve. Seus relatos frequentemente rompem com a ordem cronológica, eventualmente nos lançam naquilo que os especialistas definem como narrativas in medias res, e exibem traços com ambições de narrativas literárias. Klink sabe ainda se valer de recursos como o do antropomorfismo e de apresentar os protagonistas de suas histórias de forma vaga atrasando sua caracterização precisa. Coisas de um leitor atento.

Além de seus livros, algumas de suas quase 3 mil conferências podem ser conhecidas no YouTube. Escutar o próprio autor fazer a leitura de “Cem Dias entre Céu e Mar” deixou neste ouvinte a vontade de uma iniciação tardia no mundo do remo.

Mar sem fim

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O Dependente Químico

Quatro meses para finalmente voltarmos à piscina. Acho que virei um dependente químico da serotonina e da endorfina estimulados por cada treino, além do odor do cloro, do qual as pessoas em geral não gostam, mas que me agrada. Amanhã tem mais, o guarda-vidas Fagner informa que, nesta semana de retorno, as raias têm ficado esquecidas. Quando aumentar o movimento, e caso sigamos sem a queda no número de casos de covid-19 que vem acontecendo no Rio de Janeiro, talvez se torne impossível treinar. Ainda que a piscina da filial da BT localizada no local em que ficava a plateia do antigo Cine Copacabana seja bem arejada.

BT

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Militância Uspiana

Marilena Chauí e Vladimir Safatle e o Impasse da Racionalidade

Não chego a concordar com muitas das ideias apresentadas por eles, mas quem sou eu na fila da cantina da USP para incorrer em algo mais do que frivolas notas pessoais sobre as considerações de dois dos pensadores/autores que mostram bem quem são os vagabundos, os desocupados, os cretinos, neste país? É verdade que, desde o governo FHC (pude acompanhar isso de perto), os programas de pós-graduação entraram em um regime de produção a toque de caixa. É verdade também que a administração petista pouco fez para mudar esse quadro, ainda que tenha alterado radicalmente o cenário de ensino em nível universitário no Brasil. Mas nada se compara ao que estamos vivendo agora: a destruição de tudo o que se construiu de minimamente relevante nos últimos anos.

Em meio a governança de um plantel de mentecaptos, Marilena Chauí, Vladimir Safatle e toda sua turma uspiana seguem produzindo um conhecimento e vivência universitárias essenciais a qualquer projeto que queira dar continuidade a uma experiência acadêmica  civilizatória neste país. Projeto que se iniciou com a criação da USP nos anos 1930 e que teve a colaboração de nomes como os de Florestan Fernandes, Lévi- Strauss, Antonio Cândido (entrou nos anos 1940 ao pleitear uma vaga que teve também Oswald de Andrade entre os candidatos), Sérgio Buarque de Hollanda, Umberto Eco (professor visitante assim como Strauss), Alfredo Bosi, e, mais recentemente, Walnice Galvão, Lilia Moritz e José Miguel Wisnik.

Neste encontro da pós-graduação, Chauí e Safatle mostram o poço sem fundo em que se atira o capitalismo e a sua radicalização em um liberalismo suicida. De quebra, atacam a patifaria do atual governo que fez nosso país refém do que há de mais raso e canhestro em nossa história recente. Até chegar lá, no entanto, passeamos por uma bem informada análise das mudanças por que passou a trajetória do pensamento no ocidente. Observamos finalmente o que este pensamento pode nos ajudar na discussão sobre o momento atual.

Não chego a ter a visão catastrofista de Chauí. Não vejo, por exemplo, grandes males na associação de reflexão universitária com alguma prática de mercado (se este for o interesse do pesquisador). Não entendo ainda que a Internet tenha esse poder todo de que nos fala a catedrática. E para colocar em dúvida essa visão, basta nos lembrarmos que a sociedade da informação nunca irá se sobrepor à sociedade do conhecimento. Consideremos também o que a Internet ajudou na disseminação de estudos e experimentos científicos de toda ordem. Por fim, o saber intelectual construído não corre o menor risco de desaparecer se os 10 servidores americanos e dois japoneses (segundo ela comenta) forem desligados. Antes da Internet, vivíamos muito bem com nossos livros e bancos de teses e dissertações de nossas universidades, que guardam um conhecimento que anda até mesmo um pouco esquecido em razão da dispersão interneteira.

O ex-comunista Olavo de Carvalho acha que o departamento de filosofia da USP é um antro de esquerdistas. Conhecia o Olavo bem antes desta excrescência que nos governa aparecer como candidato à presidência e tê-lo como seu mentor. E o tinha em boa conta pela introdução que escreveu para o primeiro volume da coletânea de escritos de Otto Maria Carpeaux. Anteriormente portanto, ao surgimento de sua ambição de ser guru de aloprados. Tinha visto há muito tempo em um livro o seu ataque a Marx, que ele classificava como um vigarista, e ao pensamento marxista. Achava bobo, mas encarava de qualquer jeito como parte do debate.

Agora, o que ele diz sobre Chauí, Safatle, a USP e o Golpe de 1964 é puro devaneio, ou pior, deturpação. Pra início de conversa, ele imagina que o governo petista, com o qual Chauí e Safatle têm identificação, foi um governo de comunista e socialistas (que em seu entendimento são uma única e mesma coisa). Diz ainda que a ambição de Safatle e de toda a esquerda, comunista, socialista, é entrar em guerra aberta contra a direita. Pois, segundo avalia, quando no poder, os esquerdistas não sabem ter uma convivência democrática uma vez que seu desejo é a extinção do adversário. Cita como exemplo o Golpe de 64, quando a direita chegou ao poder e a esquerda foi pegar em armas. É de rolar de rir pelo primarismo, parece mesmo quadro humorístico, uma vez que sabemos que Olavo não é um ignorante. Fiquemos portanto com nossos palestrantes comunistas, socialistas, esquerdistas, que dizem coisas sobre as quais podemos discordar, mas que não criam visões fantasiosas sobre a história.

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Ativismo Caseiro

Ambientalista, com André Trigueiro e Caetano Veloso

Antirracista, com Bruno Torturra e Silvio Almeida

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Treinar como uma Bailarina

Aulas com a Australiana Louisa Paterson

Aqui vai uma dica para as leitoras que estão sofrendo com o confinamento e procurando como fazer alguma atividade física. Confesso que até eu mesmo já arrisquei seguir desajeitadamente os treinos da Louisa Paterson. Foi puxado, até mesmo constrangedor em alguns momentos. Os homens que nunca praticaram ballet, mesmo que já tenham feito sua nataçãozinha (que não deixa de ser o ballet dentro d´água; disse isso a uma bailarina que treinava comigo e ela achou graça, ainda que a afirmação tenha seu fundo de verdade), não conseguirão nem sonhar com os movimentos precisos e expansivos da aula de Paterson, mas tenho certeza que o grupo feminino vai ter mais facilidade em render com as atividades propostas pela dançarina. O aquecimento de cardio de Paterson pode ser seguido pelas aulas de ballet fitness do professor Leandro Branco da BT. Aproveitem e bom treino. Os homens que, como Léo Jaime, gostam de ballet, não devem perder também.

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Carol 4

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BalletFitness com o prof Leandro Branco

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