Torre de Comando para David Robert Jones

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“Black Star”, faixa-título do último disco de Bowie (clique aqui)

“Lazarus”, uma das composições de “Black Star” (clique aqui)

Foi um grande baque encontrar pela manhã a fã toda inconsolável com a notícia de que, como disse, David Bowie havia virado estrelinha. Confesso, no entanto, que sabia que as coisas não iam bem com Bowie. E isso por um  motivo simples. O Major Tom, o Ziggy Stardust, o Thin White Duke, era um performer, gostava de brilhar sob as luzes do palco exibindo todo o seu talento para admiração das muitas plateias que o acompanhavam e o aplaudiam onde quer que ele fosse. Quando ele sumiu por completo de cena, estava na cara que algo de muito errado estava acontecendo. Continuou produzindo da maneira que era possível e “Black Star” e “Lazarus”, músicas/clipes de seu último disco, são registros de alguém que não pode deixar de ser fiel à sua arte. É como se dissesse: é triste, mas é isso que estou vivendo e tenho que colocar o meu talento a serviço e como testemunha de tudo pelo que estou passando. Muito corajoso e belíssimo, David Robert Jones.

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About Marcos Pedrosa de Souza

Marcos Pedrosa de Souza é professor da Fundação Cecierj. Tem formação em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e em letras pela Universidade Santa Úrsula. É mestre e doutor em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi colaborador de O Globo e de outros jornais e revistas. Foi professor do IBEU, da Cultura Inglesa e da Universidade Estácio de Sá.
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1 Response to Torre de Comando para David Robert Jones

  1. Avatar de Margarida Margarida disse:

    Comoção total, realmente ontem foi um dia muito triste.

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