Karl Marx para Iniciantes

Gustavo (Henrique Lopes) Machado é um rapaz de origem humilde que vem da pequena cidade de Turmalina, no Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais. Em 2007, se formou em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Trabalhou um pouco no setor, mas, depois de algum tempo, decidiu tentar um curso mais afim aos seus interesses e começou a graduação em história. Não chegou a concluir o curso e preferiu partir para um mestrado e depois um doutorado dedicados à trajetória e aos livros de Karl Marx. “Marx e a História, das Particularidades Nacionais à Universalidade da Revolução Socialista” (Editora Sundermann, 2016) registra em livro parte de seus estudos feitos na mesma UFMG de sua graduação. Gustavo prova que para se dominar algum assunto consequentemente basta isso mesmo, dedicar horas e horas de pesquisa ao tema. Foi o que fez. Hoje é expert no pensamento e na trajetória de Karl Marx e tem feito depoimentos em muitos podcasts e palestrado em universidades como a USP e a federal de Santa Catarina, oportunidades em que demonstra seu profundo conhecimento de história e economia. Trabalha atualmente no Instituto Latino Americano de Estudos Sócio-Econômicos (Ilaese) que edita um catálogo com o ranking de empresas brasileira e estrangeiras, com seus respectivos balancetes, peça fundamental para se compreender como anda a economia a nível local e internacional. Tem polemizado com representantes da esquerda brasileira como Elias Jabbour e Jones Manoel por sua convicção de que a China desde as reformas de Deng Xiaoping é um país que segue o receituário das piores práticas dos piores governos capitalistas.

Publicado em Gustavo Machado, Karl Marx | Deixe um comentário

O Comunista do Dudu Paes e a Conservadora Liberal

O debate não é recente, mas é instrutivo. De um lado, Renata Barreto, influenciadora, empresária, sócia da empresa de investimento Faz Capital e co-fundadora do aplicativo O Exército (“uma verdadeira comunidade de agentes de informação”). Economista formada pela PUC de São Paulo, ela comanda também a plataforma Cursology e já ministrou aulas sobre “Capitalismo e Socialismo” por conta de seu interesse por história, política e economia. Diz que começou a ler “O Capital”, de Karl Marx, mas achou um livro “muito chato, inclusive”. E olha que ela nem sabia que a obra vinha em três volumes. Deixa claro, no entanto, que se afina mais com as ideias de Ronald Reagan, ainda que ele não seja exatamente conhecido por ter escrito uma única linha sobre história, política ou muito menos sobre economia, mas sim por ser o ator hollywoodiano que chegou à presidência dos Estados Unidos. Liberal e conservadora por convicção, ela se mostra radicalmente crítica a todas as iniciativas do Partido Democrata americano a qualquer tempo (do período Bill Clinton ao de Joe Biden). Cultuadora dos fundadores dos Estados Unidos, ficou surpresa ao receber de presente o volume “Cartas da Economia Nacional Contra o Livre Comércio”, de Alexander Hamilton (com Friedrich List e Henry Carey), que, como outros founding fathers, é uma pessoa que ela admira e que conhecia de documentários e do musical da Broadway – “Cartas da Economia Nacional”, como o título insinua, pregava o protecionismo como política de estado para o desenvolvimento da indústria. Do outro lado da mesa está Elias Jabbour, o comunista que atualmente integra a equipe de Dudu Paes. Elias voltou da China no final do ano passado. Foi tirado do cargo de diretor de pesquisa do Novo Banco de Desenvolvimento, ligado aos Brics, onde havia chegado pelas mãos da presidenta Dilma Rousseff, para comandar o Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos da administração do prefeito carioca. Formado em geografia com mestrado e doutorado pela USP, é professor licenciado dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Econômicas e em Relações Internacionais da UERJ e especialista em assuntos que dizem respeito à República Popular da China. Integrante do Partido Comunista do Brasil, ele já visitou e fez pesquisas in loco no país asiático e teve que explicar à defensora do estado mínimo que “capitalismo de estado” é um pleonasmo. Com visões divergentes sobre política, num ponto os dois parecem concordar: não simpatizam com Thomas Piketty.

Publicado em Elias Jabbour, Thomas Piketty | Com a tag , , | Deixe um comentário

David Byrne de Volta com Todo Mundo

Para aqueles que achavam que David Byrne estava com nostalgia dos Talking Heads, pelo empenho com que ele se entregou ao relançamento do rockumentário “Stop Making Sense”, tem sido uma boa surpresa saber que ele segue produzindo músicas inéditas. Desde o “American Utopia”, de 2018, que foi seguido por turnê que passou pelo mundo e pelo Brasil, ele não lançava nada de novo. Então vieram recentemente as ótimas composições em parceria com Arnaldo Antunes e agora chega a primeira composição do álbum “Who is the Sky?”, que entra nas playlists das plataformas digitais em setembro, seguido de excursão, segundo ele, nos moldes do conceito das apresentações de “American Utopia” com muita mobilidade no palco. A nova composição que abre os trabalhos é “Everybody Laughs”. Alguém próximo a Byrne chamou a sua atenção para o fato de ele usar “everybody” com muita frequência. Byrne decidiu então dedicar mais uma faixa ao assunto. O novo projeto do dono dos selos nova-iorquinos Todo Mundo e Luaka Bop (que lançou discos de Tim Maia, Tom Zé e Mutantes) tem produção de Kid Harpoon (Harry Styles, Miley Cyrus) com participações de St. Vincent e de Hayley Williams, do grupo Paramore. A partir de setembro e até o final do ano, os shows correm os Estados Unidos e Canadá. Ano que vem, David Byrne começa por Nova Zelândia, Austrália e depois segue para a Europa. O Brasil ainda não entrou na rota de shows, o que é compreensível depois que a participação no Lollapalooza em 2018 em São Paulo, foi seguida por um show no Rio com público minguado. Mais detalhes do novo projeto no site de Byrne (https://whoisthesky.davidbyrne.com/).

Publicado em David Byrne | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Talento Portenho

Uma violonista e cantora argentina no Jardin du Luxembourg, cantando, com aquele charme dos falantes de espanhol ao interpretar canções em português, “Sampa”, de Caetano Veloso. Foi assim que conheci pela primeira vez a musicista Inés Adam. Em seguida, ela me apareceu ao lado da futura parceira, Dolores Grosz, com inesperadas versões para músicas dos Tribalistas e de Toquinho e Vinícius. Surgiu ainda em números autorais com Dolores, no duo Aglo, cantando composições próprias em francês e castelhano. Apesar do ecletismo do repertório inicial de covers, Inés, a partir de certo momento, e agora de novo sozinha em seguida ao fim do Aglo, logo se fixaria com fervor de fã na interpretação de músicas dos Strokes. Uma extensa lista de versões foram feitas. Sua playlist para as composições da banda de Julian Casablancas em seu canal no YouTube começa com “Threat of Joy”, passa por “Meet me in the Bathroom” e chega a “Automatic Stop’, “What Ever Happened” e “Selfless”. A partir dessas versões se deu a transição para a parceria com Martina Nintzel, que Inés conheceu através de contato via redes sociais em 2021. Martina, uma garotinha na época, saindo da adolescência (ela é nascida em junho de 2003), também era siderada pelos Strokes, o que acabou facilitando a aproximação. Gravadas de forma bem rudimentar, as versões das duas com guitarra e baixo para a banda norte-americana se esprairam para covers de Arctic Monkeys, Charly Garcia e até Abba. Algumas dessas gravações sairiam futuramente no EP coletânea “Not a Cover Band”. Apesar de falantes de espanhol, elas passaram a compor apenas em inglês para o projeto em dupla a que se dedicam e que deram o nome de Pacifica (marca da guitarra de Inés). As músicas autorais resultaram no excelente disco de estreia “Freak Scene”. Agora o Pacifica, depois de shows de relativo sucesso para uma banda iniciante pelos Estados Unidos, pelo Europa e no Brasil (estiveram em São Paulo este mês), prepara em Londres seu segundo disco de músicas inéditas, sempre assinadas pela dupla Inés/Martina.

Sampa por Inés Adam

Tribalistas no duo com Dolores Grosz

Vinícius e Toquinho

Música autoral do Aglo reunindo Inés e Dolores cantando em francês

Ida”, mais uma do Aglo, agora em castelhano

Inés Adam começando a conhecer a futura parceira Martina Nintzel

Show rooftop da banda Pacifica com o repertório de “Freak Scene”, disco de estreia

Publicado em Inés Adam, Martina Nintzel | Com a tag , , , , , | Deixe um comentário

Versos para Lançar Mundos no Mundo

Gregório Duvivier tem esse nome de outrora, de antanho, do tempo de Dom João Charuto, como o ator comenta de maneira chistosa no começo de sua nova peça, “O Céu da Língua”. Poderíamos acrescentar ao nome de outros tempos, os fumos de fidalguia por conta do sobrenome afrancesado. Tudo isso, no entanto, pouco importa, pois para aqueles que o acompanham ele é informalmente o Greg. Ao procedermos assim, repetimos algo que o próprio Greg faz ao longo de sua primeira peça como autor-solo, em que recorre à informalidade para roçar com muito humor a língua de Luis de Camões nos muitos estágios de sua história, mostrando ainda as proximidades, distâncias e trocas com suas irmãs latinas e mesmo idiomas totalmente estranhos ao mundo das línguas românicas como o tupi-guarani e a língua dos povos da Georgia, da Patagônia e dos falantes de árabe.

Depois das investidas por criações coletivas de improviso com seus parceiros comediantes da adolescência no “Zé – Zenas Emprovisadas” e com alguns companheiros do Porta dos Fundos no “Portátil”, “O Céu Língua” traz, assim como a peça “Sísifo”, esta feita em co-autoria com Vinícius Calderoni, o ator-autor representando um texto fixo, ainda que os inevitáveis cacos surjam a cada representação. É um peça para quem gosta de boa poesia, mas também de boa conversa e de boa música. Teve suas primeiras performances no fim de 2024 em Portugal e veio para o Rio de Janeiro, seguiu para Curitiba, Porto Alegre e está em São Paulo, de onde atravessará o Atlântico para reencontrar o público português. Sempre em temporadas de casa tão cheia que várias sessões extras acabam forçosamente acontecendo.

Gostei tanto que assisti por mais de uma vez ao espetáculo, só não bati o recorde do próprio Gregório que viu por sete vezes a peça “Os Ignorantes”, de Pedro Cardoso. Acompanho o multitalentoso humorista, que conversa de forma séria com os amigos e parceiros dos tempos do GregNews, Alessandra Orofino e Bruno Torturra, no podcast “Calma Urgente”, do Estúdio Fluxo no YouTube, desde que, bem jovem, se mostrou talentoso em lançar versos no mundo. Ele estreou com o livro de poemas “A Partir de Amanhã eu Juro que a Vida Vai Ser Agora” (Cia das Letras, 2008) e foi logo reconhecido por Millôr Fernandes que não se furtou a registrar: “O jovem – 22 anos ainda é jovem? – apresenta poesias que vão desde o quase haikai a sonetos. Soneto, sim senhor, uma bela forma de poesia que nunca voltou. Porque nunca desapareceu. Gregório é um poeta concreto. Não confundir com concretista.” Millôr foi secundado por outro grande poeta. Ferreira Gullar comentou sobre o mesmo livro do debutante: “Gregório evita o dó de peito e brinca inteligentemente com a emoção.” Na sequência do livro de poesias de estreia, viriam ainda uma segunda seleta poética em “Ligue os Pontos, Poemas de Amor e Big Bang” (Cia das letras, 2013) e o mais recente “Sonetos de Amor e Sacanagem” (Cia das Letras, 2021).

O comentário de Millôr se aplica perfeitamente ao espetáculo “O Céu da Língua” pelo fato de o nosso Greg traduzir para a audiência, de uma perspectiva bem informal, um assunto aparentemente críptico como é o dos meandros da criação poética. Exibi tal familiaridade e desenvoltura com o mundo das letras (gosta de repetir que essa é sua área de formação universitária), que é capaz de ver a marca da tradicional metrificação poética presente em uma música pop ou diálogo de balcão de atendimento. Ferreira Gullar certa vez comentou que, por gostar tanto de ler Petrarca, passou, em determinada época de sua vida, a falar em versos decassílabos. Repetindo Gullar, Greg demonstra como parece ser um dom dos poetas ver as estruturas métricas presentes em tudo. Os versos heróicos de Camões e suas derivações são trazidos para os dias de hoje e vislumbrados em canções mais elaboradas como em “O Quereres” de Caetano Veloso ou mesmo em um hit brega do cearense Matheus Fernandes.

É verdade que em suas considerações sobre as línguas e suas peculiaridades, em parte uma volta ao que ele realizou com desenvoltura em vários espetáculos em parceria com Ricardo Araújo Pereira (especialmente contrastando o português europeu com a nossa língua brasileirinha), Greg malandramente faz graça tentando insinuar que há aspectos motivados em quantidade em um idioma em detrimento dos arbitrários, quando a predominância da arbitrariedade deve ter sido um assunto muito estudado durante sua passagem pelo curso de letras da PUC/RJ (universidade em que ele foi aluno de outro poeta, Paulo Henriques Britto, querido mestre dos tempos de cursinho de inglês no IBEU).

Há na peça também um detalhe que arrebata todos aqueles que não conhecem os dotes musicais do filho da cantora Olívia Byington. O companheiro de Renato Filipelli, quer dizer, de João Vicente de Castro, no podcast “Não ImPorta” (todas as quintas nos muitos streaming da vida) é de um virtuosismo vocal surpreendente. Em uma das sessões a que assisti, encontrei com a sobrinha adotiva, musicista e compositora Ana Frango Elétrico, que estava siderada com a performance vocal de Greg para a versão que Caetano fez para a música “Come tu mi Vuoi” (“O que não se Vê”) da trilha de Nino Rota para o “La Dolce Vita”, de Fellini. “Como canta”, não se conteve.

“O Céu da Língua” tem inventiva direção da preparadora vocal e corporal Luciana Paes, atriz com passagens por telenovelas da Globo (“Além do Horizonte”, “Fina Estampa”, “Quanto mais Vida, Melhor!”) e por séries do canal Multishow (“Adorável Psicose”, “Aí eu Vi Vantagem”, “Férias em Família”, “No Corre”), do GNT (“Três Teresas”, “Desnude”) e pelo cinema (“Crô, o Filme”, “Uma Quase Dupla”, “Férias Trocadas”). Atriz de longa carreira no teatro (fez “Gota d´Água”, “Calabar”, “Ópera do Malandro”, entre outras quase vinte peças teatrais) é colega de Gregório no Porta dos Fundos e em “Portátil”, que segue em cartaz. Uma das irmãs do dedicado propagandista do site Natureza Sana, Theodora Duvivier, faz assistência de direção e opera um velho retroprojetor trajando como o irmão o belo figurino de Elisa Faulhaber e Brunella Providente, figurino que casa à perfeição com a cenografia de Dina Salem Levy. Eles estão em cena junto com o músico Pedro Aune, que, ao contrário do que diz o texto gaiato da peça, não é búlgaro, mas brasileiro, formado, mestre e doutor em música pela Uni-Rio. À saída, o espectador ainda pode levar para casa o belíssimo libreto impresso no espírito da geração mimeógrafo com o texto integral que acabou de ver no palco em design assinado por Maria Cau Levy junto com sua parceira no Estúdio M-Cau Ana David.

Publicado em Ana David, Ana Frango Elétrico, Brunella Providente, Caetano Veloso, Elisa Faulhaber, Gregório Duvivier, João Vicente de Castro, Luciana Paes, Maria Cau Levy, Olívia Byington, Pedro Aune, Ricardo Araújo Pereira, Theodora Duvivier | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Raposinha Lispector

Decifra-me ou devoro-te

Publicado em Raposinha | Deixe um comentário

Helô, Padroeira dos Poetas

Descanse em paz, Santa Helô, padroeira dos poetas do underground carioca e querida mestra dos tempos do doutorado em Ciência da Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fonte de debates quentes e instigantes no campus da Eco, na Urca, pertinho da Praia da Saudade e de um dos endereços de recolhimento de Lima Barreto em seus momentos de crise. Seus livros seguirão aqui na estante para serem relidos e degustados pelos interessados. Ficam ao lado das lembranças de uma figura inspiradora para pensar o papel da literatura e das artes em nossas vidas.

Foto tirada em 17/05/2010 pelo Garapa – Coletivo Multimídia

Publicado em Heloisa Teixeira (Helô Buarque de Hollanda) | Deixe um comentário

Tá Chegando o “Novo Mundo” de Arnaldo Antunes

Décimo quarto álbum de estúdio da carreira de Arnaldo Antunes, “Novo Mundo” está chegando ao mercado pelo selo Risco e poderá ser degustado com calma e na íntegra a partir desta quinta-feira, dia 20 de março. Trechos de algumas faixas já puderam ser conferidas nos teasers com que o cantor vem servindo como aperitivos do disco em sua conta no Instagram, oportunidade em que ele também conta como foi a processo de produção e gravação do álbum. O disco parece, por sinal, vir cercado por rebuscada concepção estética tão ao gosto do artista que renovou a vertente poética do concretismo dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos. Aguardemos portanto pelas peças promocionais que devem acompanhar as faixas do álbum.

Arnaldo Antunes conseguiu pelo menos uma proeza com “Novo Mundo”: fazer David Byrne compor músicas inéditas. Desde as investidas bem espaçadas entre “Love This Giant”, feito em 2012 em parceria com Saint Vincent, e depois em “American Utopia”, de 2018, que Byrne vinha apenas reciclando composições antigas em seus shows. O ex-integrante dos Talking Heads aparece nas músicas “Não Dá para Ficar Parado Aí na Porta” e “Body Corpo”, que misturam com resultado curioso português e inglês em suas letras. Com Ana Frango Elétrico, Arnaldo ataca em duo na crítica comportamental de “Pra Não Falar Mal”. Tem a volta ao clima tribalista em “Sou Só”, escrita e cantada com Marisa Monte. A faixa título traz o rapper de grime e drill baiano Vandal e há a participação da companheira de incursões anteriores de Arnaldo, Márcia Xavier, nas faixas “Tanta Pressa pra Que?” e “É Primeiro de Janeiro”. Arnaldo musicou ainda uma letra inédita de Erasmo Carlos, “Viu, Mãe?” O disco promete.

Publicado em Ana Frango Elétrico, Arnaldo Antunes, David Byrne, Marisa Monte, Vandal | Deixe um comentário

Ferveção na Lapa

A exposição Delícia Impressa movimentou o centro de agitação cultural Solar dos Abacaxis na rua do Senado, pertinho da Feira Rio Antigo da rua do Lavradio na Lapa, durante o fim de semana. Entre os expositores, Maria Cau Levy com cenas impressas do clipe que criou, ao lado de Caio Mazzilli, para a música “A Melhor Saída”, do álbum “Pique”, disco de estreia de Dora Morelenbaum. A composição é de autoria de Tom Veloso e a produção da faixa, como de todo o álbum de Dora, tem assinatura de Ana Frango Elétrico, co-produtora com Dora de “Sim Sim Sim”, primeiro disco do quarteto Bala Desejo.

Clipe de “A Melhor Saída”, de Dora Morelenbaum

Publicado em Ana Carolina Landi, Ana Frango Elétrico, Dora Morelenbaum, Ian Sá Freire Birkeland, Maria Cau Levy, Tutuca | Deixe um comentário

Show Carnavalesco da Banda Bicho

Baile no sábado de Carnaval na Audio Rebel, em Botafogo, Rio de Janeiro

Publicado em Banda Bicho, Ian Sá Freire Birkeland | Deixe um comentário