
“O Testamento”, em trecho de “O Poeta do Castelo”, de Joaquim Pedro de Andrade
Se não falham as contas, foram sete os shows de Morrissey aos quais tive a chance de comparecer. Tudo começou em 2000, no Rio de Janeiro com uma apresentação naquele que já foi chamado de Metropolitan (por duas vezes), Credicard Hall e que naquela época atendia pelo nome de ATL Hall (posteriormente, Claro Hall). Hoje carrega um nome horripilante que é melhor não citar. Teve ainda um no Brixton Academy, em 2011, em Londres, que teria repeteco no Citibank Hall de SP e na Fundição Progresso, no ano seguinte.

Os registros de fãs no site Setlist.fm ajuda a ver como os concertos de Moz já se mostraram bem mais generosos. O de 2015, que marcou a sua volta depois de ter enfrentado bravamente um câncer de esôfago, foi disparado o mais farto. As apresentações no Rio e em São Paulo, naquele ano, superou outra ocorrida dois meses antes em um teatro mitológico pra mim, o Hammersmith Odeon (que alguns hoje, santa blasfêmia, teimam em chamar de Eventim Apollo). Sexta passada, na Fundição Progresso, o show não estava tão cheio e nem tão quente (em sua temperatura ambiente, bem entendido) quanto o de 2012, o que se mostrou um alívio para o público. Entre os presentes, o filósofo Roberto Machado que acompanhou a apresentação com o maior interesse. Era a primeira vez que o aluno de Michel Foucault via Moz no palco. Adorou.







A Semana marcou o encerramento em Londres do Campeonato Mundial de Xadrez em que o ítalo-americano Fabiano Caruana (que tem dupla nacionalidade, mas passou recentemente a participar de torneios com sua cidadania estadunidense) empatou como desafiante sua série de 12 partidas de xadrez convecional (pelo menos 100 minutos de jogo para 40 jogadas) contra o atual campeão do mundo Magnus Carlsen. Depois disso, perdeu feio no xadrez rápido de 25 minutos. Três vitórias de Magnus em uma melhor de 4 partidas. Carlsen segue portanto como o melhor enxadrista vivo ainda que seu jogo não encha os olhos deste observador-palpiteiro que prefere o brilho das partidas de outros mestres (especialmente Morphy, Capablanca, Tal e Fischer). Magnus ganhou pela primeira vez em 2013, quando derrotou sem problemas o indiano Vishy Anand. Manteve o título de novo com boa vantagem ao ser desafiado pelo mesmo Vishy em 2014 e, por fim, venceu apenas na fase do xadrez rápido o russo Sergey Karjakin, em 2016. O norueguês fez seu costumeiro jogo retranqueiro contra Caruana, que só teve uma única chance de vitória no sexto jogo. Deixou escapar a oportunidade, no entanto, em um fim de jogo difícil em que mesmo GMs com auxílio de computadores não enxergaram com clareza o caminho que levaria à vitória. O resumão do evento fica por conta da uma amiguinha de Internet, Fiona Steil-Antoni, que acompanhou tudo e fez duas postagens sobre o campeonato em seu vlogue.
Carlsen-Caruana por Fionchetta Parte I
Carlsen-Caruana por Fionchetta Parte II
Estamos no meio do caminho de uma melhor de 12 partidas iniciada dia 9 de novembro e com encerramento no dia 28 deste mês. São jogos de 1 hora e 40 minutos para as primeiras 40 jogadas, depois mais 50 minutos para os próximos 20 movimentos e ainda 15 minutos para o restante do jogo. Todas as fases com acréscimo de 30 segundo por movimento de cada jogador, o que pode resultar em jogos de até 7 horas de duração. A persistir o empate no xadrez clássico, seguimos para o modo rápido de 25 minutos (4 partidas) e, finalmente, rodadas blitz de 5 minutos (5 pares de 2 partidas cada).
No jogo de número 6 da última sexta-feira, disputado no The College, em Holborn, Londres, cidade em que está acontecendo o evento, tivemos o momento em que o desafiante Fabiano Caruana (2o. do mundo com 2832 de pontuação FIDE e o primeiro americano a participar da disputa do Campeonato Mundial desde Robert Fischer) perdeu a chance de colocar Magnus Carlsen (com 2835 pontos de classificação), campeão e primeiro colocado no mundo desde 2013, em zugzwang e deixou escapar o caminho para um mate que nenhum dos dois enxergou. Carlsen perdeu uma chance de pontuar no primeiro jogo e agora foi a vez de Caruana. O Campeonato segue com todas as partidas empatadas até aqui e com a 7.a rodada a partir das 14 horas de hoje.
Coletiva de Imprensa da 6a. Rodada
GM brasileiro Krikor Mekhitarian Comenta o 6o. Jogo
https://www.youtube.com/chesscompt
Ou com Daniel Rensch e o GM Robert Hess em inglês na TwitchTV
MacPhisto festejando a desgraça alheia: “It is when you don´t believe I exist, that´s when I do my best work”
Democracia ganha as ruas brasileiras em sinal de resistência
Todas essas ofensas, todo esse desrespeito pela imprensa e pelas pessoas, toda essa afronta aos princípios básicos de civilidade. Em um cenário desolador, o que Chomsky pede é algo elementar: que pelo menos obedeçamos à lei.
Coluna de Mister Veloso no Mídia Ninja
Na fila de votação, um garoto (dos seus 13 anos), ao ver um gay, disse para a mãe: “Quando o B liberar as armas, vamos matar todos esses viados”. Local: Rio das Pedras, Rio de Janeiro. O grande líder está chegando. Cantemos com Renato Russo, pois nunca é demais
Vai ser um mês inteiro cantando Pink Floyd com direito a show de Roger Waters. Neo-Fascism is on the Rise, Elenão, em hipótese alguma. Pelo respeito mínimo aos valores de civilidade