Trem de Doido, Trem Azul, Trem Mineiro

WhatsApp Image 2019-05-30 at 23.00.17Noite na estação ferroviária do Clube da Esquina na companhia de Lô Borges com direito a comemoração pelos 40 anos de “A Via-Láctea”. E ainda, “Feira Moderna”, “Para Lennon e McCartney”, “Nuvem Cigana”, “Paisagem da Janela” e o repertório do novíssimo “Rio da Lua”. Em meio à apresentação, catarse coletiva como preparativo para as manifestações de hoje em repulsa ao governo que está acabando com o mínimo que nos resta de civilidade.

Lô Borges em especial do Canal Brasil

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Febre Asdrubalina

Documentário do GNT sobre o Asdrúbal

Passado o “Recital da Onça”, que volta possivelmente em uma apresentação durante a FLIP e depois em nova temporada em agosto, a programação asdrubalina seguiu com uma outra integrante do grupo de teatro de Hamilton Vaz Pereira que continua em plena atividade. Por coincidência, enquanto Regina Casé encarna em seu recital-solo uma passageira de classe turística em um voo internacional (pois não é mais cool viajar de classe executiva), Patricya Travassos aparece em situação semelhante como uma aeromoça a cruzar os céus em busca de uma paixão platônica em “Aérea”. A peça de Travassos entrou em cartaz em 2018, é mais antiga portanto, mas tem voltado em temporadas curtas.

Aérea

“Aérea” lembra o teatro besteirol e dura apenas 1 hora, mas rende bons momentos. É o tempo que Casé gasta de forma parecida fazendo graça com a situação de estar enfrentando a tensão de ter de lidar com as chateações antes de embarcar em uma viagem de avião e na chegada com a burocracia alfandegária. “Recital da Onça” tem, no entanto, como atrativo adicional os textos literários que dão conta de uma espécie de segunda parte da investida virtuosística de Casé.

Travassos, que tem trilhado também uma carreira brilhante como atriz em novelas (muito elogiada recentemente por sua participação em “Espelho da Vida”) e em programas humorísticos do MultiShow (entrou pro elenco de “A Vila”, de Paulo Gustavo), talvez, para dar mais fôlego a seu espetáculo, devesse ter recorrido a variedade de narrativas que desenvolveu de maneira autoral em dois de seus ótimos livros de contos: “Esse Sexo é Feminino!” (2001, Editora Símbolo) e “Monstra e Outras Crônicas” (contos-crônicas escritas para a revista Marie Claire; Editora Globo, 2006). Certamente teria assim um trabalho tão bem sucedido comercialmente quanto os de Mônica Martelli.

Talento como autora não falta. Não custa lembrar que, amiga de  Vicente Pereira (a quem é dedicado seu primeiro livro), Patricya traz no currículo, além dos quadros das peças do Asdrúbal, dois textos dramatúrgicos (“A Incrível História de Nemias Demutcha” e “Entre Hoje e Amanhã”) e parcerias musicais com letras feitas para Blitz, Sempre Livre, Roupa Nova, Rádio Táxi e Evandro Mesquita. Foi roterista ainda de “Armação Ilimitada”, “TV Pirata” e outros programas da Rede Globo.  Em seu canal no youtube, feito para divulgar seu trabalho de atriz, gravou, com a classe habitual, alguns dos textos de seus livros de contos.

Conto “O Book” no PatCanal de Patricya Travassos

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Música Viralata por Mu Chebabi

 Palinha de Mu & Lenine no Blue Note

Sábado passado tivemos o grande show de lançamento no Blue Note do EP “Música Viralata Brasileira” do amigo Mu Chebabi que não via há muito tempo e que está cantando que é uma maravilha. Teve participação animadíssima de Lenine e classuda de Nico Rezende que se alternaram no palco dando brilho extra a uma seleção generosa de músicas conhecidas e inéditas. Apoio virtuosístico de uma super banda que, comprovando os temores do anfitrião, gosta de roubar o show, com André Siqueira cuidando dos violões e guitarras, Levi Chaves dos sopros, Jorge Ailton do baixo e Zé Mario da bateria. Momento alto da apresentação: o hit infanto-juvenil “Motoca”, composto pelos irmãos May e Mu quando eram crianças. O EP, com capa assinada pelo Casseta Reinaldo Figueiredo, que estava por lá prestigiando a noite, tem ainda a presença muito especial de Zélia Ducan na faixa “Escorpião na Língua” e encontra-se à venda em todas as plataformas digitais.

O EP “MVB” na Amazon

Mu MVB

 

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Uma Onça Chamada Regina

Casé 2Regina Casé anda uma onça com os brasileiros que só pensam em deixar o país. É verdade que o Brasil não está nada fácil. A vontade que se tem é a de sentar no meio-fio e chorar. Preocupada com nossos intrépidos humores, a atriz está dando o seguinte recado aos que estão desistindo da jobiniana Terra Brasilis. Sua recomendação é que experimentem dar um pulinho até a gélida Boston enfrentando os gênios irascíveis das autoridades de imigração americanas para começar a sentir os dissabores de estar em território estrangeiro.

Melhor do que isso talvez seja procurar o que há de mais interessante por aqui para nos lembrarmos do tanto que somos apegados às coisas brasileiras. E a literatura, entendida em sentido lato e entrelaçada aos lugares por onde circulamos diariamente, é, com certeza, um caminho para que percebamos o desvario de certas atitudes. Durante as quase duas horas de espetáculo do “Recital da Onça”, que estreou em uma igreja em Salvador, passou pelo Festival de Teatro de Curitiba, e que agora faz temporada de 12 apresentações no teatro Oi Casa Grande no Rio de Janeiro, a atriz ganha a platéria para a sua causa cantando o samba-enredo da vitoriosa Mangueira, relembrando uma canção como “Luar do Sertão” que parece de domínio público (ainda que Catulo da Paixão Cearense reinvidique a autoria do tema que ficou conhecido através de João Pernambuco) e, em parceria com Hermano Vianna, visitando textos com os quais não cansamos de nos deliciar.

Ana Fernanda Matos, ou Capicua, rapper portuguesa da trilha que abre o espetáculo

Para cada cidade em que se dará a encenação, tem sido escolhido um autor que se relacione diretamente com a cultura local. Em Salvador, a opção foi por Jorge Amado  com seu “Jubiabá”, em Curitiba, Dalton Trevisan (“Moreno Ingrato”) e Paulo Leminski (trecho de “Agora é que São Elas”). Aqui no Rio, Alberto Mussa (“A Primeira História do Mundo”). Sugestionado pelo título do espetáculo e pela menção ao nome de Mussa, estava na expectativa de ouvir alguma coisa sobre a mitologia indígena que associa a onça à criação de tudo que é fundamental para os índios brasileiros. Mussa, no entanto, cuidaria da narrativa sobre a fundação da cidade do Rio de Janeiro. O bote surpresa viria com o “Meu Tio, Iauareté”, um conto de Guimarães Rosa que desconhecia e em que as descrições de uma onça são um show de preciosismo do autor de Cordisburgo.

Iauareté, a “cachoeira das onças” e “lugar em que viveu uma gente onça”, segundo registra a Wikipedia, toma com propriedade todo o fim da peça em um show de virtuosismo de Regina Casé que se metamorfoseia neste animal típico das florestas tropicais (a espécie está em vias de extinção e o maior contigente de exemplares se encontra em nosso território). Rosa chega depois de termos acompanhado o querido Mário de Andrade em suas andanças pelo país em seu “Turista Aprendiz” e Clarice Lispector em uma crônica maravilhosa em todo o seu cru, veraz e triste encantamento. É uma pena que Lima Barreto tenha ficado de fora desse encontro de grandes. 

A própria Regina Casé disse que estava com saudade do teatro, lugar em que se sente em casa. Depois de 25 anos longe dos palcos e dedicada à TV, a atriz trouxe companheiros de sua equipe televisiva para a produção do espetáculo. Além da criação assinada com Hermano Vianna, o “Recital do Onça” tem direção geral do marido da atriz e diretor de seus programas, Estevão Ciavatta. Reatou a parceria com Hamilton Vaz Pereira (direção cênica) com quem fez as peças que inauguraram e consagraram sua carreira nos palcos. Contou ainda com Luiz Zerbibi (cenário), Claudia Kopke e Gilda Midani (figurino) e Renato Machado (iluminação), entre outros em uma equipe numerosa e dedicada.  

Link para a página da ONG Instituto Onça-Pintada

A bela fera de perto

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Onirismo Ilustrado

Aqueles que, como este que vos digita, tiverem interesse em adquirir uma ou mais replicas das belíssimas obras de Dôdo Ferreira, assinadas pelo autor, é só mandar uma mensagem para o meu e-mail que faço a ponte com o cartunista. As reproduções vêm em papel A3. Uma cópia sai a 80,00 reais, duas, a 150,00 e 3, a 200,00.  Seguem as que escolhi para a parede aqui de casa. A reprodução com imagem de celular prejudica a precisão de cada detalhe que a obra impressa apresenta.

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O Eleitor na Charge de Dôdo Ferreira

O amigo Dôdo é o extraordiário baixista dos psicodélicos Miquinhos Amestrados, do Love & the Lovers e de Los Dos Druidas.  É ainda o refinado músico de jazz, da música instrumental e, acima de tudo, artista das muitas artes e manhas. Faz desenhos maravilhosos recorrendo a uma técnica de traço miniaturista e naïf que só uma pessoa como ele poderia inventar. No geral suas obras são puros achados oníricos, mas, diante do momento político assustadoramente bizarro, não houve como deixar de fazer um registro fiel a estes tempos sombrios.

Je Suis

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O Prefeito Cara de Pau

Depois dos estragos e das mortes que tivemos no início do ano em decorrência das chuvas, as declarações do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, dizendo que não estava na expectativa de uma nova enxurrada, soam ridículas. O Rio de Janeiro tem tradição de chuvas pesadas e todos, mesmo aqueles que não lidam com gestão pública, sabem historicamente da gravidade que isso representa. Mas, como agravante para a atual administração, esta é a segunda oportunidade em que ela se mostra totalmente despreparada para ajudar minimamente a população.  Vinte funcionários, era esse o contigente de que a prefeitura dispunha para enfrentar uma situação extrema em uma cidade de logística complexa como a nossa. De qualquer jeito, é um reflexo da irresponsabilidade de um prefeito que parece recorrer à gerência do município mais preocupado em atender às demandas que beneficiam clientelisticamente a sua Igreja do que em dar atenção à população à qual deveria servir. O impedimento seria o mínimo que poderíamos esperar. Quando esta hipótese é aventada, no entanto, parece se amparar mais em um interesse político do que em qualquer outra coisa. Não foi minha opção de voto, nem nunca seria, e agora vemos a seriedade da decisão daqueles que preferiram ficar em cima do muro em lugar de optar por qualquer alternativa. Acabaram por fechar os olhos para a ameaça nefasta que esta administração representa.

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Festa Brasileira na Austrália

Captura de tela inteira 08042019 233740Depois de ter ganho 3 dos 11 eventos do Circuito Mundial de Surfe de 2018, Ítalo Ferreira sai na frente em 2019 levando a 1a. competição do ano na Gold Coast Australiana (região leste do país) encerrada no último domingo na praia de Duranbah. Havia a opção de 3 pontos próximos para a competição: Kirra, Snapper Rocks e Duranbah, lugar que acabou sendo o escolhido em função dos embates entre patrocinadores e as condições do mar.

Captura de tela inteira 09042019 122953                                                       Snapper Rocks vista do altoCaptura de tela inteira 09042019 124930

Imagem aérea de Duranbah, onde o surfista de Baía Formosa (RN) Ítalo Ferreira venceuCaptura de tela inteira 09042019 124638

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Quarta-feira da semana que vem, dia 17 de abril, temos o começo do 2o. evento da temporada na praia de Bells ainda na Austrália

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Metais Pesados para Dependentes

Grunge nostálgicos e demais viciados em metais pesados, não devem perder a chance de conhecer Deborah Babilônia (é sobrenome de família) e o Deb and the Mentals, grupo de São Paulo que faz um revival da sonoridade noventista iniciada pelas bandas de Seattle. A potência e variedade das vocalizações de Deb, bem como a qualidade do power trio de apoio, formado por Guilherme Hipolitho (guitarra), Bi Free (baixo) e GG. Di Martino (bateria), encorpa com classe surpreendente o som de garagem do quarteto.  Alexandre Capilé, especialista em química metaleira e frontman das bandas paulistas Sugar Kane e Water Rats, trabalha próximo ao grupo e produziu com eles o EP “Feel the Mantra”, de 2015, e “Mess”, álbum de estreia, de 2017.

“Diversão”, dos Titãs, com Deb Babilônia e Leela

“Do It Now”, com Deb and the Mentals

“Mess”, com Deb and the Mentals

“Bleeding”, com Deb and the Mentals

“Jesus Não Tem Dentes”, dos Titãs, com Deb Babilônia e Leela

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Dia de Graça, Ternura e Luta

dia internacional da mulher

para todos

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