Faixa de Gaza, Histórico e Situação Atual Após Ataque do Hamas

BBC News Brasil faz o escrutínio sobre o que está em jogo no conflito entre Israel e o Hamas

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Roland Barthes em Dois Tempos

Por ocasião do lançamento de “O Prazer do Texto”, em 1973

Quando da edição de “Fragmentos de um Discurso Amoroso”, em 1978

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O Assédio e a Fogueira das Vaidades Globais

No país em que o tão festejado “livre mercado” ensejou um salário mínimo pornográfico de 1.320,00 reais, imaginem que tem gente que descobriu apenas agora que existe assédio (moral, sexual ou de qualquer outra ordem) nas relações trabalhistas. Parece até que não tiveram o destino ingrato de ter nascido na última nação a dar fim à prática da escravidão. Em que, não custa lembra aos desavisados, mais do que assediar, havia pessoas que tinham seres humanos como sua propriedade e que os submetiam com gosto a seus caprichos, o que, por vezes, envolvia castigos físicos. Pensar que fossemos evoluir do país que trouxe o maior contigente de negros escravizados do continente africano para uma democracia plena é um sonho de uma noite de verão nada shakespeariano.

Se conviver com alguma forma de assédio se mostra inevitável no Brasil de ontem e de hoje, não recorrer a qualquer ação que o afaste para bem longe ou mesmo que puna aqueles que as leis de agora condenam exemplarmente, parece impensável. No começo de minha vida profissional no jornalismo conheci e estive próximo de pessoas ótimas, mas, ao mesmo tempo, de muita gente, digamos assim, vulgar, para usar um termo leve. Insatisfeito com o que vi, tratei de me preparar para partir para um ambiente em que sabia as interações entre colegas de trabalho eram minimamente civilizadas. Fui estudar letras e me senti em casa e em posição bem mais confortável entre professores. É verdade, que essa atmosfera seria também contaminada pelo livre mercado da selvageria – não adianta, o dinheiro sempre fala alto e de forma grosseira.

Dito isso, devo confessar que nunca dei carona ou estabeleci qualquer grau de intimidade com chefes, que não foram poucos, que me assediaram moralmente. Pelo contrário, sempre os quis bem distantes de mim. Esse jogo que vimos surgir dos detalhes das relações entre artistas contratados da Rede Globo não surpreende. Como se constata, a convivência interesseira disfarçada de amizade, sedução, flerte, paquera, namoro, era a moeda de troca entre muitos deles.

Se alguns desses artistas globais entendem que houve assédio de qualquer tipo, que tratem de convencer a justiça disso – parece que alguns estão conseguido fazê-lo, o que é legítimo. É triste no entanto ver pessoas talentosas envolvidas em situações como esta. Diretores, atores e autores como Verônica Debom, excelente atriz que escreveu e realizou a ótima peça “O Abacaxi”, Bárbara Duvivier, que dirige as peças e programa de TV do irmão, com quem traduziu com capricho o “Ubu Rei”, de Alfred Jarry, e Marcius Melhem, ator que, em começo de carreira, participou das peças de Domingos de Oliveira e que desenvolveu um trabalho importante na TV com os humorísticos Zorra e Tá no Ar: a TV na TV, acabaram prejudicando suas próprias carreiras.

Bem mais do que esses melindres, fruto muitos deles ao que tudo indica de desencontros pessoais, o que me choca mesmo é saber dos casos de estupro e feminicídio recorde no nosso Brasil brasileiro. Da mesma forma, tomar conhecimento que a idade de consentimento por aqui é, pasmem, 14 anos. Ou seja, qualquer adolescente ingênuo a partir dessa idade pode ser levado na conversa por um adulto canalha e cafajeste. É óbvio que devemos sempre responder por atos hediondos independentemente de nossa idade, mas não imagino que estes adolescentes possam ter clareza completa sobre várias das besteiras que tenham cometido ou que venham a cometer.

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Voilà, Sontag en Français

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Paraty sem a Flip, Mas com Exposição de Fotos

Fotos da fachada e entrada da livraria (Fonte: bebo.etc.br)

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Mais uma Surf Trip pro Sapê-Lagoinha (Ubatuba)

Fotos Rafael Motta

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Feriado na Pauliceia Desvairada

Desde 2015 não pisava na capital paulista

CENA 1

Bom dia, Macunaíma, bom dia, São Paulo. “A máquina era que matava os homens, porém os homens é que mandavam na máquina”.

CENA 2

No Instituto Principia, conhecendo pesquisadores que investigam e divulgam com seriedade os caminhos da ciência hoje no Brasil. Ainda que a divulgação seja o foco do Instituto Questão de Ciência, Pasternak e sua ONG não estiveram por lá, ao contrário de Guilherme Terreri Lima Pereira, ou Rita von Hunt, que marcou presença em mesa que encerrou a sexta-feira, primeiro dia do Encontro.

CENA 3

Jantar no Ça-Va Érick Jacquin, ótimo bistrô na Bela Vista, perto da Paulista.

CENA 4

Visita ao Museu do Futebol. Foi o médico e terapeuta Gerson Lucio Oliveira que participava do Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciência que me explicou que todo museu precisa obrigatoriamente ter um setor de pesquisa. No Museu do Futebol no Pacaembu, temos o Centro de Referência do Futebol Brasileiro com uma biblioteca que conseguiu através de doações reunir uma senhora e cuidada coleção de revistas (Mundo Esportivo, Manchete Esportiva, Placar). Quem cuida do setor é o bibliotecário Ademir Takara para quem autografei “O Berro Impresso das Manchetes”, que está entre os muitos títulos da biblioteca. Excelente lugar para quem quer pesquisar a história do nosso mais popular esporte. Uma placa do The British Ladies´Footbal Club na seção de quadros nos diz que o primeiro jogo feminino aconteceu em 23 de março de 1895 e uma área na entrada Museu é toda ela dedicada às Rainhas de Copas.

CENA 5

Visita ao Masp, com seu prédio principal e um anexo em construção que será inaugurado em breve. Coleção com Tarsila, Portinari, Di Cavalcanti, Malfatti, Renoir, Manet, Rembrandt, van Gogh, Delacroix, Botticelli, Rafael, a lista é grande. Uma funcionária do Masp chegou a comentar que duas obras de Matisse que ela nunca tinha visto entraram em exibição recentemente (“O Torso de Gesso” e uma paisagem). Todas expostas seguindo o modelo inovador idealizado por Lina Bo Bardi em que o espectador transita entre as obras que estão suspensas em painéis de vidro. 170 obras expostas e uma coleção de 12 mil aguardando espaço, no novo prédio anexo, para serem exibidas.

CENA 6

Teatrinho pra fechar o fim de semana: o “Portátil” do Porta dos Fundos. Confesso que prefiro o texto pronto como no Greg News ao improviso. Lembrou o filme de Eduardo Coutinho em que ele ouvia uma história e pedia para que ela fosse recontada. No caso do “Portátil”, uma história de vida de alguém do público é ouvida e recriada novamente pelos atores com escracho e humor pastelão. O públicou riu muito e saiu contente do espetáculo.

Publicado em Gregório Duvivier, Mário de Andrade, São Paulo | Deixe um comentário

Deu no FB do Tutty Vasques

Publicado em Alfredo Ribeiro (Tutty Vasques) | Deixe um comentário

Sinéad e Terry

Publicado em Sinéad O´Connor, Terry Hall | Deixe um comentário

Idiossincrasias Drummondianas

Humberto Werneck colhe entrevistas e vasculha arquivos em busca de detalhes da vida do poeta e entrega, em conversa com Ruy Castro, passagens de sua futura biografia sobre o mineiro de Itabira

Publicado em Carlos Drummond de Andrade, Humberto Werneck, Ruy Castro | 2 Comentários