“Live” de apresentação de “The New Abnormal” com todas as faixas
Da dissidência aqui em casa vem o comentário de desdém acompanhado por ar de enfado:”É sempre a mesma coisa”. Não custa, no entanto, tentar argumentar com as vozes que protestam. Dos discos lançados na última década pelos Strokes, “Angles” (2011) foi bem razoável assim como o EP “Future Present Past” (2016). “Coming Down Machine” (2013) talvez tenha sido o único e categórico tiro n´água. Tudo bem, nenhum deles conseguiu se equiparar ao “First Impressions of Earth” (2006) e sempre que aparece um disco novo dos Strokes temos vontade de fazer aquela pergunta fundamental: “Is this it?”. Vale lembrar porém que o Julian Casablancas andou desperdiçando talento tanto em carreira solo como apostando no The Voidz. “The New Abnormal” segue com a pegada eletrônica das últimas apostas do grupo em mais um mergulho do quinteto nova-iorquino no pop oitentista (parece ser uma obsessão de Casablancas) e dá com folga pro gasto, especialmente para quem está procurando o que fazer em tempos de confinamento.

