Grandes Mestres Brasileiros

Julio Lapertosa apresenta a belorizontina Casa do Xadrez

Antes de falarmos dos Grandes Mestres (GMs) do xadrez brasileiro, deve-se fazer uma deferência especial a Julio Lapertosa, que criou em Belzonte a Casa do Xadrez para incentivar a garotada a se iniciar no jogo e para acolher os que têm gosto pelo assunto. Julio é um Mestre Nacional, mas tem pontuação no chess.com, onde joga com o apelido de Monstertube (com o ícone ilustrativo de seu gatinho Ozzy), de Mestre Internacional. Está à frente de enxadristas desta categoria como Anna Rudolf, por exemplo. Rompeu a barreira dos 2100 pontos, o que é um feito.

A pontuação do chess.com não tem obviamente a autoridade e o respaldo legal daquele registrado pela Federação Internacional de Xadrez (FIDE, de Fédération Internationale des Échecs), mas não deixa de ser bem fidedigno. O americano Hikaru Namura, que está entre os 10 melhores do mundo e que é o 2o. melhor jogador de xadrez em modo blitz, lidera a lista do site, na qual Magnus Carlsen não aparece por ser jogador exclusivo do chess24.com.

No ranking da imagem abaixo, vemos aqueles que aceitaram minha solicitação de amizade, como o americano Hikaru Nakamura, o canadense Eric Hansen e o brasileiro Krikor Mekhitarian (tem ascendência armênia e já foi treinado por Levon Aronian), todos com pontuação FIDE bem acima de 2500. Nakamura tem 2736, Hansen, 2606, e Mekhitarian, 2548. Mestres Internacionais como John Bartholomew (Fins0905) e Daniel Rensch, que comanda o chess.com, aparecem em seguida e apresentam rating FIDE abaixo de 2500.

Possuo 5 perfis, que estão todos enfileirados entre o 12o. e 16o. lugares de minha lista de amigos. Sou o GMDuchamp, em homenagem à paixão do artista plástico francês pelo jogo, GMPedroPinto, para poder enfrentar o meu sobrinho, o único na família que tem um pouco de gosto por partidas, e GMGodart/Godart, em respeito ao Deus de todas as artes. Fico na casa dos 1500 pontos e nunca consegui romper a barreira dos 1600. O colega dos tempos de redação Luciano Trigo já adentrou a margem dos 1600 e segue lutando para chegar aos 1700.

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Passemos aos Grandes Mestres brasileiros. São 14 no total. Uma grande parte deles como Rafael Leitão, o já mencionado Krikor Mekhitarian e Evandro Barbosa, com sites na Internet e canais no YouTube. Em seu site, o enxadrista número 1 brasileiro, Rafael Leitão, enumera e conta um pouco da história dos 13 companheiros que como ele conseguiram alcançar o título de Grandes Mestres.  Krikor e Evandro estão com canais no YouTube com postagens educativas e “lives” semanais em que jogam com seus assinantes e com jogadores bem colocados no chess.com, lichess.org e ICC. Krikor responde ainda pela administração do canal em português do chess.com. Recentemente, Mekhitarian comandou a cobertura do torneio de candidatos que irá escolher qual o adversário de Magnus Carlsen na disputa pelo título mundial no final deste ano. O torneio foi interrompido na terça-feira passada na 7a. rodada por causa do Coronavírus e não se sabe quando e como retornará.

7a. Rodada do Torneio de Candidatos no canal do Chess.com em português

Krikor joga em seu canal pessoal no YouTube

Espaço do Grande Mestre Evandro Barbosa

Para finalizar falemos de um jogador divertidíssimo que não é GM, mas joga muito xadrez e poderia chegar a pelo menos Mestre Internacional se quisesse. Trata-se do Raffael Chess, um sulista que domina o jogo a ponto de conseguir enfrentar vários opositores sem estar olhando para o tabuleiro e que nos entretem com suas capivaradas, seus “mates com tomates”, suas “grobildas”. Uma de suas séries está tentando ver até aonde ele consegue ir usando a Grob, uma abertura marota que nenhum jogador se atreveria a recorrer. O desafio é testar até que nível de rating ela funciona.

Ps. Para que não haja confusão, informou que o título da postagem passada, “Mister Simpatia”, se referia ao John Bartholomew, como imagino o leitor tenha concluído sem titubear.

Raffael Chess atacando com a Grobilda 

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About Marcos Pedrosa de Souza

Marcos Pedrosa de Souza é professor da Fundação Cecierj. Tem formação em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e em letras pela Universidade Santa Úrsula. É mestre e doutor em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi colaborador de O Globo e de outros jornais e revistas. Foi professor do IBEU, da Cultura Inglesa e da Universidade Estácio de Sá.
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