Excelente e honestíssimo o show do Garbage no Circo Voador. Uma pena que Butch Vig tenha feito forfait. Shirley Manson sofreu horrores com o calor, mas segurou com a maior energia a apresentação inteira (fez lembrar a primeira passagem de Morrissey por aqui (“Rio is so hot”)). Muito sensual no palco como de costume, Manson jogou para a plateia e pro grande público LGBT presente lembrando a parada gay que acontecia em Copacabana e dizendo que a cidade, como a banda, sempre foi “freak friendly”.

Inacreditável que estejam viajando (sem interrupção) o planeta inteiro desde pouco antes do lançamento do disco “Strange Little Birds” em junho deste ano (ao que tudo indica, na indústria da música só se ganha dinheiro hoje com shows). Correram os Estados Unidos, Europa, estiveram na Noruega, Dinamarca, em Israel, Rússia e passaram pela Austrália antes de dar início a perna sul-americana da turnê. Amanhã fazem show no Luna Park em Buenos Aires – um teatro que sempre quis conhecer-, e depois encerram a maratona em Santiago do Chile.

Estão tocando todas as melhores músicas dos sempre ótimos discos de estúdio do grupo, com atenção ao favorito álbum de estreia (“Supervixen”, “Vow”, “Stupid Girl”, “Queer” e “Only Happy When It Rains”) e outras das mais esperadas músicas do repertório (“Shut Your Mouth”, “Push It”, “I Think I am Paranoid”, “Special”, “Cherry Lips (“Go, Baby Go!”) “Sex is Not the Enemy”, “Bleed Like Me”). Abriram obviamente espaço para as novas (“Empty”, “Magnetized”, “Blackout”, “Even Though our Love is Doomed”). Tão bom poder ver o Garbage fora de um desses festivais a céu aberto dividindo o palco com 300 outras bandas. Quando poderemos assistir a um show dos Strokes desta maneira?


Depois do abalizado comentário ,vi o show com outros olhos.Que lugar simpático lindas palmeiras!
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