Wolf Blitzer e John King na “magic wall” (que viraria a “nightmare wall”) passariam toda a cobertura das eleições americanas tentando entender o que estava acontecendo para contrariar as previsões de uma vitória apertada, mas inevitável para os Democratas. O pior é ir dormir e acordar de madrugada com buzinaço acho que festejando, no Rio de Janeiro (vá entender), a vitória de Trump. Deve ter gente que identifica o tal do “lulopetismo” se manifestando até mesmo na candidatura de Hillary Clinton. Só cantando a “Perfeição” dos legionários para fazer a catarse. Renato tinha razão: “Vivemos num mundo doente”. John Green lembrou em seu vlog que ainda que tenha ganho as eleições, Trump obteve menor número de votos dos eleitores do que Hillary Clinton, repetindo o que aconteceu de forma mais dramática quando concorreram Bush-Filho e Al Gore. Costa Oeste e Leste (com exceção da Geórgia, das Carolinas e da Florida) ficaram com Hillary. É um alívio saber que ainda existem seres pensantes ao norte. Será que teremos a surpresa de ver Bolsonaro vencendo o pleito de 2018? Pelo visto, anda valendo a máxima: não basta ser canalha, tem que festejar espalhafatosamente a canalhice.

