Os Picassos Falsos fizeram um ótimo show na sala Baden Powell em Copacabana sábado à noite. Músicas melódicas, muito bem executadas e com alguém que sabe cantar. Nunca entendi por que eles não ganharam a projeção de outras bandas brasileiras da década de 80. Mas estão aí, com o disco “Supercarioca 25 anos”, que refaz o repertório do segundo LP do grupo. Não custa lembrar que eles começaram em uma época em que os grupos ainda lançavam LPs. CD era novidade. Foram só dois discos (“Picassos Falsos”, de 1987, e “Supercarioca”, de 1988), até que o grupo se dispersasse em função da tentativa de seguir como artista solo de seu cantor e principal compositor: Humberto Effe. Desde 2004, com o excelente “Novo Mundo” e com uma apresentação no TIM Festival (festival que deixou saudades), eles retomaram a carreira que é festejada com o novo disco (disponível, como todos os anteriores, na Amazon, iTunes Store e lojas on-line) e com um especial exibido no Canal Brasil em setembro.
Há duas semanas, o Arctic Monkeys enchia o HSBC Arena, na Barra, cobrando 200 reais por um ingresso para que você se empoleirasse nas cadeiras dos piores setores do ginásio. Ingressos que se esgotaram num instante para os seus 15 mil lugares. Com 40 reais (pros que não recorreram à lista amiga), foi possível assistir aos Picassos Falsos no velho Cinema Ricamar de outros tempos, confortavelmente sentado e sem ter de brigar por ingresso. Muito bom ouvi-los repassarem o repertório de “Supercarioca” (com sua mistura de referências a Noel Rosa (“Marlene”), Jimi Hendrix (“Bolero”) e ao rock inglês do Bauhaus (“Sangue”)), boas composições de outros tempos (“Quadrinhos”, “Você não Consegue Entender”) e ainda conhecer músicas de um novo disco que deve vir por aí. O colega de trampo jornalístico Luiz Henrique Romanholli segue respondendo pelas certeiras linhas de baixo e segurando a cozinha rítmica com o craque das baquetas Abílio Rodrigues. Gustavo Corsi cuidou de florear as composições com sua guitarra de dicção hendrixiana (guitarra que carrega ainda uma plêiade de influências de todas as melhores coisas que já se ouviu no espectro do rock). Os PFs tiveram no palco a companhia da guitarra do produtor JR Tostoi (dos discos/shows de Lenine e do grupo Vulgue Tostoi). Vão abaixo os links com músicas do programa do Canal Brasil. Os Picassos Falsos fazem show novamente em janeiro e deixaram aquela vontade de conhecer mais do novo disco.
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Ótima resenha! Parabéns pelo blog. 🙂
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Gostei de encontrar o Picassos Falsos aqui, entre outras figuras tão mais “carimbadas”.
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Veja nos links como estão ótimas as velhas composições em novas e mais aprimoradas gravações.
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