Revista Roll – Dezembro de 1984 – Resenha – Show Echo and the Bunnymen (clique aqui)
A idéia era ficar seis meses, mas só consegui sobreviver a quatro deles em Londres. Em novembro de 1984, o frio me botou para correr daquelas terras semi-glaciais. Voltei correndo para pegar o verão carioca com o primeiro Rock in Rio da história pela frente. De qualquer jeito, aproveitei de julho a novembro para ver shows sensacionais como esse do Echo and the Bunnymen nos Hammersmith Palais e Odeon. Visitei todas as gravadoras, numa época em que essas ainda existiam fisicamente, me apresentando sempre como repórter da “pior revista de rock brasileira” nas palavras de um de seus colaboradores e editores: Rogério Durst. A diagramação dessa página, como de toda a revista, era do amigo Helinho Paixão. As fotos que ilustram a reportagem (são da apresentação no Hammersmith Odeon) tiveram que ser feitas por conta própria com uma câmera adquirida pouco antes do show.
Revista Roll – Janeiro de 1985 – Entrevista – Barão Vermelho (clique aqui)
No início do BRock 80, acompanhado pelo fotógrafo Paulo Cartolano, fui, em certa tarde de dezembro de 1984, ao apartamento de Cazuza no Alto Leblon para entrevistar o Barão Vermelho. Um amigo de Cazuza atendeu à porta e disse que ele estava no banho. Na mesa da sala havia uma máquina de escrever. Nela repousava um poema inacabado. Em seguida apareceu o ainda letrista e cantor do Barão Vermelho, que em breve se tornaria artista solo, de toalha amarrada na cintura, muito falante, interessado em mostrar e conversar sobre sua coleção de vinis (mostrou exultante os de Janes Joplin e Jimi Hendrix). Logo depois chegaram Ezequiel Neves e toda a entourage do Barão. O tecladista Maurício Barros chamou a atenção de Cazuza para o poema. Ele foi até a máquina, tirou a folha, amassou e jogou na lata de lixo que ficava ao pé da mesa. Com Frejat, Dé Palmeira e Guto Goffi completando a escalação, o grupo deu essa entrevista que tiro do fundo de meus empoeirados arquivos. Tem um perfil de Zeca Jagger e de cada um dos integrantes da primeira formação da banda. As fotos foram feitas durante a entrevista e em uma apresentação em uma danceteria carioca. Pra quem não sabe o que é danceteria e pensa que Mamute é apenas um animal extinto, recomenda-se uma consulta ao “Almanaque anos 80”.
Revista Roll – Fevereiro-Abril de 1985 – Entrevista – Paralamas do Sucesso (clique aqui)
Do quartinho no apartamento da vovó Ondina em Copacabana, eles partiam para as apresentações de improviso em festinhas em Santa Teresa e em espaços diminutos como o Western Club, no Humaitá. Até que de repente veio algo muito maior: o palco do primeiro Rock in Rio. Uma mudança e tanto para os Paralamas do Sucesso. Ainda arrebatados e comemorando o êxito no festival, eles se reuniram numa tarde do começo de 1985 na sede da gravadora EMI-Odeon em Botafogo, por onde passaram uma constelação de nomes da música brasileira (de João Gilberto e Tom Jobim, a Milton Nascimento e Legião Urbana), para dar a entrevista que vai aqui reproduzida.
Revista Roll – Agosto de 1985 – Resenha – Show dos Titãs (clique aqui)
Por ocasião do lançamento de seu segundo disco, “Televisão”, os Titãs realizaram ótimos shows no Parque Laje, no Rio de Janeiro. Apresentações que deixaram boas lembranças para os que seguiram fãs do grupo e de seus integrantes. Impossível prever que, à parte a longa e incansável trajetória titânica, o talento de alguns de seus músicos-compositores transbordaria em requintadas carreiras como solistas. O Parque Laje era um lugar e tanto para se assistir a um show de música e é uma pena que as novas gerações não tenham a chance de usufruir mais daquele espaço. O link leva à resenha do show.

