Imaginem se o Brasil, cujos carros-chefes da economia baseiam-se em commodities (soja, minério, café), vai conseguir competir com países que produzem produtos sofisticados de alto valor agregado. Uma economia que opera produzindo produtos de tecnologia de ponta emprega infinitamente mais gente do que aquela que trabalha com commodities. Estou aprendendo com os chineses e vendo a surra que estamos levando, especialmente por sermos um país que se desindustrializa há quatro décadas. Ciro Gomes já chamava a atenção para estas questões em 2018. Não podemos ter uma economia amparada exclusivamente em commodities e muito menos em serviços (economia nenhuma sobrevive de serviços). Para complicar as coisas, não temos como competir, em termos de escala, com economias que produzem mercadorias em quantidades absurdas. Estamos, pelo visto, condenados a fazer mágica na periferia de todos os capitalismos.
Se falou muito sobre as besteiras ditas por Janja naquela viagem do governo Lula à China, mas negociações muito importantes passaram desapercebidas
Midea, empresa criada em 1968 na China, investindo em produtos de alta tecnologia

