Décimo quarto álbum de estúdio da carreira de Arnaldo Antunes, “Novo Mundo” está chegando ao mercado pelo selo Risco e poderá ser degustado com calma e na íntegra a partir desta quinta-feira, dia 20 de março. Trechos de algumas faixas já puderam ser conferidas nos teasers com que o cantor vem servindo como aperitivos do disco em sua conta no Instagram, oportunidade em que ele também conta como foi a processo de produção e gravação do álbum. O disco parece, por sinal, vir cercado por rebuscada concepção estética tão ao gosto do artista que renovou a vertente poética do concretismo dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos. Aguardemos portanto pelas peças promocionais que devem acompanhar as faixas do álbum.
Arnaldo Antunes conseguiu pelo menos uma proeza com “Novo Mundo”: fazer David Byrne compor músicas inéditas. Desde as investidas bem espaçadas entre “Love This Giant”, feito em 2012 em parceria com Saint Vincent, e depois em “American Utopia”, de 2018, que Byrne vinha apenas reciclando composições antigas em seus shows. O ex-integrante dos Talking Heads aparece nas músicas “Não Dá para Ficar Parado Aí na Porta” e “Body Corpo”, que misturam com resultado curioso português e inglês em suas letras. Com Ana Frango Elétrico, Arnaldo ataca em duo na crítica comportamental de “Pra Não Falar Mal”. Tem a volta ao clima tribalista em “Sou Só”, escrita e cantada com Marisa Monte. A faixa título traz o rapper de grime e drill baiano Vandal e há a participação da companheira de incursões anteriores de Arnaldo, Márcia Xavier, nas faixas “Tanta Pressa pra Que?” e “É Primeiro de Janeiro”. Arnaldo musicou ainda uma letra inédita de Erasmo Carlos, “Viu, Mãe?” O disco promete.

