
São Paulo
Ciro e Tebet vão distribuir 2 milhões e 500 mil votos em SP. E a distância entre Lula e o Capetão é de 1 milhão e 700 mil. Acho que pode virar por lá ou pelo menos diminuir muito a margem entre os dois.

Rio de Janeiro
Aqui no Rio, a situação é outra. A diferença é menor, 1 milhão de votos, mas Tebet e Ciro só reúnem perto de 700 mil eleitores como apoiadores de suas candidaturas. Reparem que Soraya Thronicke e Felipe D´Ávila teriam dificuldade em emplacarem no cargo de deputado federal pelo Rio.

Minas Gerais
Em Minas, Lula já tem 560 mil votos a mais do que o Capiroto e Ciro e Tebet deixam 800 mil votos para migrarem para os concorrentes do 2o turno.

Ceará
No Ceará, Lula somou 2 milhões e 200 mil votos a mais e vêm aí outros quase 400 mil do Ciro e uns quebrados da Tebet.

Suplicy em SP
Cantarolando “Blowing in the Wind”, Eduardo Matarazzo Suplicy conseguiu votos suficientes para estar fácil-fácil na Câmara dos Deputados em Brasília representando seu estado. Com seus 807.015 votos, chegou na frente até mesmo do campeão da corrida para a Câmara em 2018, o Bananinha, que perdeu mais da metade dos seus 1 milhão e 800 mil votos neste pleito – obteve desta vez apenas 741.701 seguidores dispostos a apoiá-lo. Modesto, Suplicy, ex-senador (por três mandatos), ex-deputado federal e agora ex-vereador, poderia estar na Câmara brigando com os conservadores obtusos, mas se contentou em ficar como deputado estadual em São Paulo. Um comedimento (depois da derrota para o Senado em 2018) que parece ter faltado a outros nomes como os de Marco Antonio Villa, Augusto de Arruda Botelho e Vladimir Safatle, que nunca concorreram a nenhum pleito para cargo público e ambicionavam estrear direto no Congresso Nacional. O professor Marco Antonio Villa (Cidadania) foi o mais bem sucedido na empreitada. Granjeou 95.745 votos, mais do que o palhaço Tiririca, por exemplo, que este ano ganhou a confiança de minguados 71.745, mas acabou levando o cargo por conta de sua legenda (PL).

Rio de Janeiro
O meu Rio de Janeiro foi aquela tristeza. Taliria Petrone, Tarcísio Motta, Chico Alencar e Marina do MST ajudaram a termos algum consolo. Mas Heloisa Helena, minha candidata, o veterano Miro Teixeira e Lucélia Santos ficaram todos de fora. Reparem que se Alessandro Molon, com seus 1 milhão 700 mil votos, e André Ceciliano, com seus 986 mil votantes, tivessem feito campanha juntos poderiam bater os quase 2 milhões e 400 mil de Romário. Ao contrário de muita gente, não concordo com a ideia de que Romário e mesmo Sérgio Moro e Deltan Dallagnol venham a se empenhar nas propostas aloprados do Coisa Ruim no Congresso. Daram trabalho, o que é até importante para a vivência democrática, e podem representar a expressão de uma direita civilizada. É o que espero. Aguardemos.


