Paulo Henriques Britto fala sobre Bishop para a 451 MHz
Ouvir e ler Amyr Klink trouxe saudade daquela terra que no passado foi o território limítrofe entre o domínio dos povos guaianás e tupinambás-tamoios, às margens do rio Perequê-Açu. Ali, hoje estaria começando a Festa Literária Internacional de Paraty que deve acontecer, esperamos, em novembro. A turma do cancelamento já torceu o nariz para a escolha de Elizabeth Bishop como a homenageada desta 18a. edição da Festa. Para defender a propriedade da opção dos organizadores, nada melhor do que um especialista e tradutor da autora como Paulo Henriques Britto, que conhece como poucos não só a obra como a trajetória intelectual de Bishop. Nesta entrevista, realizada para o 451MHz, podcast de uma das melhores revistas literárias que temos, Paulo Werneck, curador de edições passadas da FLIP e editor da QuatroCincoUm, conversa longamente sobre o percurso de Bishop, suas relações com o Brasil e a cultura brasileira, as particularidades das traduções que Paulo Henriques fez para os poemas da escritora e sobre o tal do suposto apoio da autora americana ao Golpe de 1964.

Foto de Vani Ribeiro

