Conheci o Renan Pitanguy de perto na convivência com a família Barroso, da qual fazia parte sua mulher Paula (irmã do meu amigo Jorge Barroso, que namorou durante muito tempo minha irmã mais nova). Que pessoa adorável, despojada, simpática e pronta pra ajudar em qualquer coisa. Tinha paixão pelo Jiu-Jítsu e pelo surfe. Além do convívio familiar, o encontrava também nas aulas de boxe do Clube Radar em Copacabana, que Jorge e eu frequentávamos mais pelo exercício físico de aquecimento do que pelos jabs e cruzados que se seguiam a ele. Renan era presença constante nas aulas do professor Tortinho, acompanhado por seu filho, o pequeno Fabrício, fruto do casamento com Paula Barroso. Ainda que se dedicasse às artes marciais, era das pessoas mais cordatas e tranquilas que vim a conhecer. Quando jovem, investiu muito dinheiro para realizar o sonho de ir ao Havaí, em época em que isso custava muito caro, para praticar o seu free-surfe. Visitou tanto o paraíso dos surfistas que acabou sendo apelidado pelos locais de Crab Man, pela maneira com que se posicionava em cima da prancha ao despencar dos picos de Sunset e Pipeline. Lutando contra as complicações decorrentes do implante de uma prótese no joelho, ele nos deixou ontem. Descanse em paz, querido Renan.
Rico de Souza entrevista Renan Pitanguy parte 1
Rico de Souza entrevista Renan Pitanguy parte 2


