Se não falham as contas, foram sete os shows de Morrissey aos quais tive a chance de comparecer. Tudo começou em 2000, no Rio de Janeiro com uma apresentação naquele que já foi chamado de Metropolitan (por duas vezes), Credicard Hall e que naquela época atendia pelo nome de ATL Hall (posteriormente, Claro Hall). Hoje carrega um nome horripilante que é melhor não citar. Teve ainda um no Brixton Academy, em 2011, em Londres, que teria repeteco no Citibank Hall de SP e na Fundição Progresso, no ano seguinte.

Os registros de fãs no site Setlist.fm ajuda a ver como os concertos de Moz já se mostraram bem mais generosos. O de 2015, que marcou a sua volta depois de ter enfrentado bravamente um câncer de esôfago, foi disparado o mais farto. As apresentações no Rio e em São Paulo, naquele ano, superou outra ocorrida dois meses antes em um teatro mitológico pra mim, o Hammersmith Odeon (que alguns hoje, santa blasfêmia, teimam em chamar de Eventim Apollo). Sexta passada, na Fundição Progresso, o show não estava tão cheio e nem tão quente (em sua temperatura ambiente, bem entendido) quanto o de 2012, o que se mostrou um alívio para o público. Entre os presentes, o filósofo Roberto Machado que acompanhou a apresentação com o maior interesse. Era a primeira vez que o aluno de Michel Foucault via Moz no palco. Adorou.








