É muito errado um ex-presidente dar sinais de que talvez se interessasse por um apartamento no Guarujá como um possível agrado (para a justiça isso pode se configurar até mesmo em crime, ainda que o ato de posse do imóvel, como comprovação do ilícito, não tenha se concretizado), mas será que não seria prudente devolver aos confres públicos a quantia pra lá de volumosa, ainda que declarada, doada por uma empresa criminosa que atuou em seu governo e que tem sinais fortes de práticas de corrupção com o seu partido (no caso o PSDB)? E pensar que foi tudo em favor de uma importantíssima entidade (o Instituto FHC, agora, Fundação FHC) que presta serviços inestimáveis ao País.

(Fonte: Folha de São Paulo)
Sempre trabalhando para colocar de novo o PSDB no centro do cenário político e levando o partido a fazer opções desastradas, FHC tentou para o pleito de 2018 convencer um “outsider” com experiência em políticas públicas, Luciano Huck. Para infelicidade do tucano-chefe, o apresentador não quis se candidatar. O partido acabou então tendo que escolher um candidato de seu quadro com estirpe e linhagem tucana. Alternativa certeira:




É possível que sejam apenas ilações sem fundamento (como querem nos fazer crer todos os políticos que têm sido citados). Geraldo Alckmin vem de qualquer jeito com uma candidatura amparada em partidos cujos líderes estão no centro das investigações da Lava Jato. Alguns já condenados anteriormente no mensalão e outros sendo investigados ou em vias de serem investigados. A senadora Ana Amélia Lemos faz parte da ala dos falsos moralistas da coligação. Adepta do nepotismo (esteve no cabide de emprego do gabinete do marido, um suplente de senador biônico do período final da ditadura), ela é militante do PP, um partido que consegue bater o PT em número de senadores e deputados indiciados pela operação Lava-Jato. Depois da dupla Aécio/Aloysio Nunes, o PSDB tem uma chapa à altura. Esqueceram só de avisar ao candidato, que carrega seus muitos tons de Temer, um detalhe: é preciso mostrar resultado nas urnas. Vejamos se dinheiro e corrupção irão continuar norteando o destino do País.

