Quando não acham algum item de suas vestimentas pela manhã, os pobres mortais se limitam a ficar fulos da vida. Se isso acontece em um lugar em que os primeiros raios de sol no inverno só dão as caras às 10h da manhã e às 4h da tarde já estão indo embora, o sentimento pode se elevar a milésima potência. Especialmente, se a última lâmpada do apartamento queimou e não há outra para substitutuí-la. No entanto, quando isso acontecia com Mark E. Smith, enquanto ele se preparava para ir ao seu escritório de trabalho – que ficava no pub mais próximo do mini-flat que dividia com Brix na Rectory Lane em Manchester – ele aproveitava a oportunidade para fazer, em parceria com sua mulher, uma música. As interferências sonoras no meio de “No Bulbs” são pra garantir que o Fall não corria o risco de ter um sucesso comercial. Está em “The Wonderful and Frightening World of…”, de 1984.

