Gustavo Ferreira Pombo, meu sobrinho por adoção (é filho de uma de minhas primas) e agora meu inquilino, é fã dos Gallagher. Ainda que o Oasis seja em muitos momentos (quase todos, deveríamos dizer) um pastiche de Stones/Beatles/Bolan, o Guga acha em sua devoção extremada que eles fizeram muito mais pelo rock inglês do que seus antecessores e mesmo do que aqueles que foram seus contemporâneos. É claro que a banda dos Gallagher, que estreou com o hit “Supersonic”, tem o seu nome no hall of fame que congrega os representantes da linha involutiva do Brit-Rock, o que não deixa de ser alguma coisa.
Além disso, depois do fim do Oasis, Liam e Noel continuaram sendo paparicados por dedicados seguidores inconformados com o fim da banda, o que acabou levando a coisas inexpressivas como Beady Eye (que se foi em 2014) e High Flying Birds (que continua na ativa e vem ao Brasil com o U2 em outubro) a gozarem de certo prestígio. Os dois grupos de qualquer jeito provaram que é melhor ver Liam e Noel juntos do que separados. Os irmãos seguem também ocupados com projetos individuais.
Recentemente, Noel esteve envolvido com o Gorillaz participando do disco “Humanz”, em uma faixa que, em minha isenta apreciação, prova que o compositor mais ocupado do Oasis pode realizar algo infinitamente mais interessante se entregar por completo o comando musical aos caprichos e cuidados do compositor mais ocupado do Blur. “On a le Porvoir de s´Aimer”, que lembra muito em estilo as composições do “Think Tank” (disco do Blur sem Graham Coxon), é a musiquinha que coloca lado a lado os ex-desafetos Damon Albarn e Noel Gallagher, sem que este último consiga fazer qualquer sombra sobre o primeiro. Vale a pena prestar atenção à cantora Jehnny Beth que participa desta inesperada dobradinha Blur/Oasis. Beth é vocalista da banda Savages, que tinha fugido por completo ao radar do que vos digita. Ótima a gravação que Beth fez em duo com Julian Casablancas cantando no estilo “anger is an energy” a composição “Boy-Girl”, sucesso da parada subpop dos anos 1980 do repertório dos punks dinamarqueses do Sort Sol (com participação da performer americana no wave Lydia Lunch).


Acharam que seus textos eram spam. quase não vejo esse. Beijo
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